Q&A com Alycia Debnam-Carey para Walla – Israel
Postagem por: Nalígia Moura
Entrevistador: Você já disse antes que é atraída por papeis pós-apocalipticos. Com tudo que está acontecendo à nossa volta no mundo ultimamente, como ataques terroristas e a campanha do Trump, quais seus sentimentos sobre isso?
ADC: Eu acho que todo mundo está pensando sobre isso. Você mesmo disse: essas batalhas estão por toda parte. Na TV, nos filmes, nos jogos. As pessoas lidam com quão frágeis são no universo, e elas estão muito mais cientes de seu lugar no mundo. Todos nós buscamos nossa importância enquanto seres humanos, nossas limitações, o que podemos fazer. As pessoas sempre terão uma curiosidade mórbida.
Entrevistador: Olhando para o passado agora. Você lembra como se sentiu depois de assistir The Walking Dead pela primeira vez?
ADC: Sim, eu achei a sequência de abertura uma das melhores na história da televisão. Aquela em que Rick encontra a garota com o ursinho. Uau. Aquilo foi televisão fantástica na minha opinião.
Entrevistador: Falando de garotos, um dia descobriremos o que aconteceu com Tobias? Eu acho que a Madison deixou ele passando fome até morrer.
ADC: Ah, ele sabia que o apocalipse estava chegando. Ele era o profeta. Os fãs realmente amam o Tobias, e eu sei que os roteiristas se importam com a opinião dos fãs. Seria legal se o encontrássemos de novo, mas eu não sei como e se isso aconteceria.
Entrevistador: Olha, sua mãe, a família se desfazendo e a separação no final da primeira parte da temporada me pareceram uma coisa natural de acontecer. A família está sempre brigando, e as pessoas estão desaparecendo por conta disso, e por estarmos no início do apocalipse, as pessoas parecem esquecer que podem nunca mais se ver novamente.
ADC: Em termos de história, eu acho que a separação aconteceu no momento certo. Eu estou animada pra ver os personagens passando um tempo afastados. A rivalidade, as alianças, é fascinante de assistir. Para Alicia, ver Nick partir é um alívio pois o ciclo entre eles está finalmente quebrado. Talvez esse seja um recomeço para ela também. Ela tem qualidades de uma líder, tem uma boa cabeça, e o potencial para ser uma presença forte nesse novo pequeno grupo que se formou.
Entrevistador: Sem querer parecer racista, eu acho que posso presumir que cartéis de drogas tem uma chance maior de ser tornarem gangues por causa do apocalipse. Veremos algo assim?
ADC: Porque estarmos no México, estamos mostrando a cultura mexicana. Queremos ser fiéis à realidade. Posso dizer que há interessantes negoociações acontecendo, e uma dinâmica interessante entre os personagens.
Entrevistador: Antes de terminarmos, eu tenho que perguntar: você provou a sopa Pozole, que se tornou a refeição oficial da temporada, enquanto estava filmando?
ADC: Não, eu nem sei qual é o gosto.
Entrevistador: você sabia que um dos ingrediente costumava ser carne humana?
ADC: (chocada) por que eles fariam isso?
Entrevistador: última pergunta, e considere que o público israelense vai te julgar com base na sua resposta – qual o melhor show: Neighbors ou Home and Away?
ADC: Essa é uma pergunta difícil. Eu não estive em nenhuma delas, mas escolho Home and Away.
Entrevistador: Israel ama você.
Tradução e Adaptação ADCBR.