O gênero zumbi parece não correr risco de desaparecer, e a atriz australiana Alycia Debnam-Carey acha que a razão disso é o que está acontecendo no mundo.

“Estou um pouco surpresa que essa loucura por zumbis tenha durado tanto tempo, pra ser sincera. Mas acho que isso tem ligação com o que vemos na mídia o tempo todo…o ambiente, engenharia genética, pobreza, doenças como Ebola. Eu acho que tudo faz parte da nossa consciência coletiva, e isso está refletido em filmes e na TV,” disse ela. “Eu acho que estamos percebendo nosso lugar no universo, que somos bastante frágeis, e que quanto mais a ciência e a tecnologia tomam a frente no nosso desenvolvimento enquanto espécie, mais fácil fica para que tudo seja tirado de nós.”
Debnam-Carey, 23 anos, está atualmente interpretando Alicia Clark na série Fear the Walking Dead, da AMC, um drama de terror americano que é spin-off e predecessor para o super popular The Walking Dead, do mesmo canal. Sua personagem é a filha adolescente e dedicada da conselheira escolar Madison Clark, interpretada por Kim Dickens.
Inicialmente, o gênero de terror não era o favorito da atriz. “Eu não sou uma pessoa que curte terror, então estava um pouco apreensiva para ler o roteiro de Fear. Mas quando o li, eu o achei tão envolvente e bem escrito,” ela admitiu.
Depois que ela começou a assistir The Walking Dead, ela “rapidamente começou a gostar”. “Não tem tanto a ver com zumbis como imaginei que seria. É sobre seres humanos e o que eles estão dispostos a fazer um ao outro para sobreviver. A manipulação, o equilíbrio de poder, e as lutas…isso é que é interessante,” ela compartilhou.
O show não deixa somente o público curioso, o elenco também é mantido no escuro. Debnam-Carey diz que entre episódios: “É sempre o caso de trabalhar uma semana de cada vez.”
“Então descobrimos talvez com cinco dias de antecedência o que vai acontecer no próximo episódio…E enquanto filmamos, não sabemos de fato o desfecho da temporada. Você conversa com pessoas no set, especula um pouco! Mas todo mundo mantém segredo sobre os detalhes.”

Pergunta: Sem dar nenhum spoiler, vai haver algum momento ou evento especialmente sombrio nessa metade da temporada? Talvez um dos personagens principais se tornar um infectado?
Alycia: Sem dar spoilers? Eu não poderia dizer algo assim sem ser um spoiler (risos). O que eu posso dizer é que nossos personagens estão sendo expostos a muito mais nesse mundo novo. Eles estão fraturados e separados, o que significa que há menos segurança. Então, definitivamente, eles estão em perigo de ter muito mais contato com os infectados, e isso é uma ameaça bem maior. Mas você vai ter que assistir para descobrir o que vai acontecer!
Pergunta: Sua personagem foi forçada a crescer muito, muito rápido. Você acha que isso também aconteceu na sua vida real?
Alycia: Eu sempre fui uma criança muito séria, pra ser honesta. Minha mãe sempre costumava dizer que eu era como um homenzinho carrancudo com uma nuvem negra me seguindo, porque eu era tão focada, determinada, e séria! (risos) Acho que eu e minha personagem somos bem diferentes. Também acho que crescemos de forma bem diferente também. Mas sim, acho que crescer foi algo que aconteceu rapidamente pra mim, em termos de começar a trabalhar, e então ter meu trabalho reconhecido tão inesperadamente. Mas, a maioria das vezes, você faz um trabalho e há bastante tempo antes dele ser lançado, e você não sente que algo esteja realmente acontecendo. Estar nessa turnê de imprensa na verdade me ajudou a perceber melhor o impacto do trabalho! Mas não, meu crescimento não teve uma transição tão severa como foi com Alicia.
Pergunta: Sua personagem era uma adolescente na primeira temporada. Você buscou alguma inspiração para interpretá-la?
Alycia: Na verdade não. Eu tinha 21 anos quando começamos, então ser adolescente não era algo muito distante. Na verdade acho bastante difícil interpretar uma adolescente, porque você é o sujeito de muitas características pré-determinadas. Existe um esteriótipo, de certa forma. Sabe, as pessoas já têm essa ideia de que uma adolescente é irritante, ou mal humorada, ou boba, ou talvez respondona… Mas como atriz, você está tentando fazer isso ser mais real. Você quer descobrir a essência da personagem, ao invés do esteriótipo. O que a define? O que ela deseja?

Tradução e Adaptação ADCBR.

Embora ter sido bem sucedida com The 100, não é nada acessível com o que é viver em Fear Thw Walking Dead com seu personagem Alicia Clark. Com apenas 23 anos, Alycia Debnam-Carey já se tornou um ídolo de milhares de fãs e em sua visita a Madrid ela passou uma hora dando autógrafos. A atriz concedeu uma entrevista ao site http://teleprograma.fotogramas.es/. Confiram traduzido logo abaixo:


Ser australiana tem sido um obstáculo para sua aceitação nos Estados Unidos?
De forma alguma, eu diria que é um bônus. A primeira vez que vim à Los Angeles, 5 anos atrás, não fazia muita diferença ser australiana ou não, agora acho que já faz um pouco mais. Sim, eu estava preocupada quando ia pras seleções e tentava não demonstrar, mas pelo contrário, acho que as pessoas gostavam.
Na primeira parte dessa temporada houve muitos testes em terra firme, e ainda fizeram vocês nadarem no escuro na água gelada. Como foi essa loucura?
Nós tivemos que nadar em águas bem geladas, eles queriam nos testar para saber como nadávamos sobre pressão, e estávamos no meio do inverno, sem nenhuma iluminação e muito frio. Em resumo, condições horríveis. Durante as filmagens eu não precisei nadar muito, mas outros atores sim.
Qual a margem pra mudanças desde que você recebe o script até filmar?
No começo da temporada há uma grande reunião onde explicam como tudo vai funcionar, mas os scripts dos episódios geralmente são distribuídos cinco dias antes de começar. Em geral, nós descobrimos coisas novas a cada dia, e não sabemos o que acontece no final da temporada, apenas rumores.
Há muitas séries onde existe uma pessoa chamada “o produtor da morte”, que é responsável por anunciar quem vai morrer. E quanto a vocês, existe essa pessoa? Você tem medo de sua personagem morrer?
Não, e não é como se tivéssemos muitas mortes. E medo, não, isso é parte do nosso trabalho, todos os personagens tem que morrer, e quando você embarca num projeto como esse, você sabe que  tem que viver com a ideia de que seu personagem pode desaparecer a qualquer momento.
Quais as vantagens e desvantagens de participar de uma série global como FTWD?
Bastante apoio de uma grande rede de televisão e um time enorme nos bastidores. E mais do que desvantagens, o que temos é uma enorme pressão para atender às expectativas, e a necessidade de nos diferenciarmos da série original The Walking Dead. Sempre que viajamos mais, e fazemos mais entrevistas, percebo o que tudo isso significa.
Você não pode nos dar um spoiler, mas pode dizer se haverá mais infectados ou novas mortes?
Os personagens estão mais expostos porque o grupo está mas separado do que nunca, mas não posso contar mais nada.
Que outras séries você assiste?
Me disseram que Mr. Robot é legal, e eu estou guardando a última temporada de Game of Thrones que ainda não assisti, e assim que puder vou ver toda de uma vez.
Por você ser a garota jovem e bonita do grupo, há a chance de viver um romance?
O que o público quer de fato é que Alicia encontre conforto. Ela está tentando se encontrar como mulher, buscando seu lugar. Há a possibilidade de viver histórias de amor, mas por enquanto o importante é que ela se encontre.
Você participou de outra série com muitos fãs, The 100. Foi difícil trabalhar em duas séries ao mesmo tempo?
Foi bastante estressante, voar constantemente entre Los Angeles e Vancouver. Foi cansativo, mas divertido porque não há similaridade entre os dois shows.
Você tem outros projetos além de FTWD?
Estou avaliando alguns projetos, e vendo como encaixar na minha agenda, mas por hora estou focada nessa turnê promocional, e estou feliz porque no fim do ano começo a filmar a terceira temporada.

Tradução e Adaptação ADCBR.

Um dos assuntos mais falados no jornalismo televisivo dos Estados Unidos, no últimos meses, tem sido a tendência de matar personagens relevantes nesta temporada, e um dos shows que praticamente começou essa discussão é aquele que fez Alycia Debnam-Carey se tornar conhecida, The 100. Seu papel como Lexa, a Comandante grounder no show pós-apocalíptico, deu-lhe fãs que a seguiram para Fear the Walking Dead.
Esse é o título do spin-off de The Walking Dead, da AMC, que levou Debnam-Carey à Espanha com um de seus colegas, Colman Domingo, e ¡Vaya Tele! pôde confirmar que, de fato, a atriz australiana tem um grande grupo de jovens fãs que estavam esperando para vê-la. O site conversou com ela sobre isso e sobre a jornada que a segunda parte da temporada de Fear the Walking Dead, que retorna amanhã, dia 21.

Debnam-Carey interpreta Alicia, a filha na família principal, uma personagem que teve uma jornada notável desde que todos começaram a passar pelo início do apocalipse em Los Angeles. A atriz explica que “o desenvolvimento dela tem sido bastante intenso. Quando a vimos pela primeira vez, ela era uma garota de 17 anos que fingia ser forte e durona porque ela não tinha um pai, tinha um irmão que vivia com problemas de drogas, e uma mãe que dá maior parte de sua atenção ao outro filho. Então ela sempre olhava para o futuro, planejando-o e tendo seus sonhos. E, obviamente, no começo da segunda temporada uma parte disso foi destruída e ela está buscando conexões passadas, ou tentando preencher o vazio com algumas conexões, o que às vezes, por sua inocência, vieram a ser coisas ruins.”
“O que é bom agora é que a vemos um grupo de pessoas que perdeu muitas coisas; Strand perdeu seu namorado, Madison perdeu seu filho e seu companheiro, e Ofelia perdeu seu pai. E parece que, pela primeira vez, Alicia é a pessoa que pode assumir a responsabilidade do grupo, e se elevar como uma igual e, finalmente, agir e se ver como adulta. Para mim, essa é uma situação muito empolgante, porque agora a vemos tomar decisões e fazer coisas, se tornando uma personagem mais ativa.”
Sob esse aspecto, o processo de crescimento de Alicia também acontece como resposta ao fato de que Madison presta mais atenção em Nick, seu irmão viciado em drogas. Quando Kim Dickens, que interpreta Madison, esteve no “Festival de Séries de Madrid”, ela afirmou que o relacionamento entre mãe e filha é uma das coisas que ela mais gostaria de explorar e isso também parece ser importante para Alycia Debnam-Carey.
O finale do meio da temporada de Fear the Walking Dead deixou os personagens separados, e Alicia e Madison estão procurando um lugar para ir, junto com Strand e Ofelia. “O interessante sobre a segunda metade da temporada é que estão separados por mais tempo do que jamais estivemos, e isso abre portas para dinâmicas diferentes, para o desenvolvimento de novas alianças, para o fato de que pessoas podem avançar e aceitar este novo mundo, e como caminhar por ele da melhor forma possível.” Debnam-Carey explica sobre a nova situação, acrescentando que o relacionamento entre Alicia e Madison é importante: “É uma outra coisa que vai começar a se desenvolver na segunda metade da temporada, a dinâmica mãe-filha. Elas têm um relacionamento complicado, e isso definitivamente gira em torno de Madison aceitar Alicia como adulta e perceber que agora elas estão sozinhas. Nick escolheu ir embora.”
A forma como os personagens se separaram vai trazer consequências para eles nos primeiros episódios. Enquanto Alicia assumirá novas responsabilidades, sua mão terá que aceitar que Nick  foi embora. “Eu não posso falar pela personagem de Kim, mas eu não acho que qualquer mãe ou pai desistiria de seu filho.” diz Alycia Debnam-Carey. “Mas o que é importante para Alicia é que Madison entende que Nick, finalmente, tomou uma decisão. Ele escolheu o mundo ao invés delas, e Madison precisa aceitar e mudar o seu foco, que sempre esteve em cuidar dele, para perceber que Alicia precisa desesperadamente de atenção.”
O começo da segunda temporada mostrou o desenvolvimento de Chris, filho de Travis, que estava diretamente afetando Alicia e Madison de forma preocupante, então é de se esperar que a separação dele dê a elas um sossego. A atriz confirma que “sobre Chris, eu acho que Alicia está feliz que, por agora, esse problema está em outro lugar. Apesar de isso ser triste. Todos estão separados e isso muda muito as coisas.”
A espiral negativa de Chris mostra aos personagens o dilema bastante abordado em The Walking Dead, assim como em fear: o que dá mais medo? Zumbis ou humanos? Então, o que amedronta mais Debnam-Carey, Chris ou zumbis? “Chris. Mas não pelos motivos que todos imaginam.” Ela responde rindo. “As pessoas tiveram uma reação tão forte contra ele, que parecia que ele estava enlouquecendo, mas eu acho, e isso é o que Alicia também acha, é que ele é alguém que foi forçado àquela situação, ele está profundamente machucado, e não sabe como encarar isso. É triste. Mas eu acho que as pessoas dão sempre mais medo que os zumbis. Eles são apenas pedaços de carne, as pessoas têm ideias e intenções.”
É possível que algumas dessas intenções sejam mostradas nessa nova parte do show no México, que abre novas possibilidades e guarda novos perigos para o grupo de sobreviventes. A atriz explica que “trazer o show para o México é interessante porque a cultura influencia o roteiro e cria este mundo. Superstições mexicanas e latinas, aspectos religiosos e espirituais começam a permear os pensamentos dos personagens. E isso é mostrado nessa temporada e acho que cria uma dinâmica muito interessante.”
Uma grande parte dos novos episódios envolve o novo estado mental de Nick, que terminou a primeira parte da temporada se sentindo invulnerável aos zumbis. “Eu não posso falar pelo Frank sobre o Nick querer ser um zumbi” acrescenta Alycia Debnam-Carey, “mas para Alicia, parece que ele está simplesmente indo de um tipo de obsessão para outra. Talvez ele esteja procurando algum tipo de fé ou esperança que possa ajudá-lo a sobreviver.”
Apesar do foco da conversa com Alycia Debnam-Carey ser Fear the Walking Dead, não poderíamos perder a chance de perguntá-la sobre a personagem que a colocou na televisão americana, e que a fez tem um número tão grande de fãs: Lexa, a Comandante grounder de The 100. Sua introdução como uma mulher numa posição de poder, que não tinha seu gênero ou orientação sexual questionadas, não poderia ser mais diferente de Alicia, que é uma adolescente típica em Fear the Walking Dead. E é por isso que Debnam-Carey considera Alicia a personagem mais difícil de interpretar. “Você está bem distanciada quando interpreta uma personagem que é quase uma super heroína, ou uma guerreira, o que de alguma forma é mais objetivo. Tudo sobre ela (Lexa) já havia sido estabelecido, o quanto ela luta bem, ou o quanto ela se conhece bem. Eu acho que ela atingiu um nível de maturidade que foi imposto, enquanto que ao interpretar uma adolescente, você está sujeita a muito preconceitos e atributos pré-determinados que são tipicamente atribuídos a adolescentes, como ser mal humorada ou desagradável, irritável e respondona (…) É difícil ver que, sim, essas características podem ser evidentes, mas ao mesmo tempo é difícil mostrar essas características como justificáveis, ou mostrá-las como tridimensionais para o público.”
O que faz adolescentes serem interessantes, o que faz tantos shows na televisão focar neles, é que “são seres humanos que ainda estão aprendendo como ser seres humanos, não estão formados completamente, e isso os faz estarem sujeitos à mudanças e a cometer erros.” Diz a atriz, e acrescenta: “mas isso também significa que há muito mais opções e é difícil apagar o que você acha ser apropriado ou interessante. Algumas vezes, com personagens como Lexa, as decisões já foram tomadas por você, em termos de quem você realmente é.”
Provavelmente o fato de Lexa ter bastante certeza de quem é, e de qual seu papel naquela terra nuclear pós-apocalíptica é o que a fez uma personagem tão atrativa para os fãs, que seguirão Debnam-Carey em tudo que ela faz, um fenômeno que ela afirma “ser uma novidade, isso é o principal. Para ser honesta, nós estivemos numa bolha no México por bastante tempo, e eu evito ler muitos artigos ou usar mídia social.”
É perceptível o distanciamento da atriz da internet, mas ela justifica dizendo que “eu não presto muita atenção a isso porque acho que, a partir do momento que isso influencia demais suas decisões, acaba mudando a forma como você reage ao mundo ao seu redor. Eu estou ciente disso, e vi nas últimas semanas (de promoção). Até aqui, onde eu não esperava. Acho que a Espanha gosta um pouco de Lexa. É incrível ter uma rede de apoio tão forte, é um exercício de humildade.”
Os dois projetos que fizeram Alycia Debanm-Carey ser conhecido são histórias pós-apocalípticas, onde o mundo acaba e os sobreviventes precisam aprender a sobreviver sem as coisas serem como eram, algo que, nos últimos anos, se tornou bastante popular nos filmes e na televisão.
“É algo que obviamente se tornou parte do nosso subconsciente coletivo. Com o desenvolvimento da ciência, e o fato de ela ter importância na nossa sociedade e cultura, surgiu o diálogo de como lidar com nossa fragilidade no universo, e como nós não nos importamos com certas coisas. Acho que essa é uma forma das pessoas entenderem nossa mortalidade.” Conta a atriz, para explicar como ela seguiu o apocalipse nuclear de The 100 com o apocalipse zumbi de Fear the Walking Dead.
Ambos os shows não deixam de mostrar atos violentes e, o caso de Fear the Walking Dead, ele pode atingir níveis extremamente sangrentos, mas isso não afeta Debnam-Carey: “Tenho amigos que não assistem pois acham muito nojento mas, por sorte, eu acho cômico. Pode ser bastante sério, mas quando você vê zumbis que estavam jogados no chão se levantando pra tomar um café, é bem absurdo. E quando você trabalha nos filmes, vê que não é real. É muito mais divertido no set do que no show.”
Fear the Walking Dead já foi renovada para uma terceira temporada, mas é difícil não perguntá-la como o show terminaria. Alycia Debnam-Carey pensa por um tempo, e fala a primeira ideia rindo “só há um homem e uma mulher vivos, e eles recriam a história da bíblia, e é uma coisa estranha entre Origem, religião, e viagem no tempo, e todo mundo assistindo ficaria tipo ‘espera, o que aconteceu?’.”
Mas ela termina a entrevista com um final mais difícil, e que incitaria discussões calorosas na internet: “e se ele terminasse num momento onde não há mais esperança e todo mundo simplesmente morre? Eu sei que isso parece óbvio, mas as pessoas falariam sobre isso durante semanas. Eu acho que algumas pessoas diriam que seria anticlimático porque, obviamente, isso teria que acontecer, mas você provavelmente estaria pensando sobre isso por semanas, porque é um final muito deprimente para um show deprimente. Eles sofreram, trabalharam tanto, e nunca foi suficiente, e talvez a raça humana jamais possa se recuperar.”

Tradução e Adaptação ADCBR.

Quem lembra no ano passado, quando haviam publicado essa foto da Alycia nas redes sociais?

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Então, um ano depois, foi liberado (finalmente) o photoshoot. O photoshoot foi realizado para a revista Glamour Spain – Edição de Setembro 2016.

Confiram as fotos clicando nas miniaturas abaixo:

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Alycia
Um anjo entre zumbis
Seguindo os passos das atrizes australianas de sucesso em Hollywood, seu papel em Fear The Walking Dead a deu sucesso internacional… E seu reinado apenas começou.

Sua beleza é surpreendente, e muito; Alycia Debnam-Carey é uma daquelas mulheres que quando você a vê pessoalmente, ela te deixa abismado. Talvez porque suas personagens, normalmente dramáticas, esconderam essa vitalidade que ela exala por cada um de seus poros, essa felicidade que parece ser natural dela e brilha em flashes toda vez que ela ri. E, felizmente, ela ri regularmente, porque se sua aparência física é espetacular, seu senso de humor e inteligência estão no mesmo patamar. Ela tem 23 anos de idade e há menos de quatro anos ela saiu de sua cidade natal, Sydney, tentando fazer um lar da caótica cidade de Los Angeles. O motivo, duas séries ― não apenas uma ― para consagrá-la: The 100 e Fear The Walking Dead. Na verdade, a estreia da segunda parte da segunda temporada ― sim, a série moderna parece os hierglifos dos Marx Brothers ― é a razão pela qual ela veio ao Hotel Palace, em Madrid, onde ela nos recebe em um dos quartos aristocráticos. Do lado de fora, na rua, fãs estão parados em frente ao prédio emblemático esperando por um autógrafo, selfie ou fotos de paparazzi da atriz. Engraçada e sarcástica, ela imediatamente entra na conversa com a familiaridade de uma amiga que você não vê há um tempo e fala das novidades…


GLAMOUR: Nessa nova estreia, sua personagem Alicia Clark parece mais madura, ela se desenvolveu e cresceu enquanto mulher.
ALYCIA: Ela passou por uma grande evolução no decorrer da série. Ela começa como uma adolescente que é protegida por sua família e que vive algumas experiências: não tem um pai, seu irmão está metido em problemas com drogas e sua mãe está sempre tentando ajudá-lo e fazê-lo seguir em frente. Ela tem suas próprias aspirações e sonhos enquanto adolescente. Na segunda temporada, vemos como ela está se conectando com a realidade e a situação presente que ela está vivendo. Finalmente, conseguimos vê-la sendo mais independente, encontrando sua força própria e se tornando uma parceira igual para o resto do grupo. Agora ela é uma mulher forte, é incrível vê-la sendo sábia e mudando sua mentalidade, mais prática e, na verdade, mais realista.
GLAMOUR: Eu li que interpretar um personagem mais normal é mais complicado que interpretar outro tipo de personagem mais extremo.
ALYCIA: Acho que é mais difícil porque você está mais conectado a eles. Às vezes, é fácil quando você consegue usar certo sotaque ou tem que tomar decisões que nunca teria que tomar em sua vida pessoal quando está em situações drásticas ou extremas. Existem personagens assim na série, por exemplo, Chris. Mas para Alicia tudo é mais devagar, é o desenvolvimento de uma adolescente e é complicado porque você não sabe sempre o que você terá que escolher. É mais como uma evolução pessoal, mais intensa e real.
GLAMOUR: Julgando pelos dois primeiros episódios que pude assistir, parece que Alicia sofrerá bastante.
ALYCIA: Sim, ela sofrerá muito e vai ficar sozinha em muitos momentos. Ela vai se desenvolver em uma personagem com mais ação, terá que tomar decisões para seu próprio bem. Ela vai se expor a circunstâncias complicadas, situações mais físicas, então ela irá crescer por causa dela mesma nessas situações. Na verdade, ela já sofreu bastante: ela perdeu seu pai, seu namorado, seu irmão, Travis foi embora… Parece que seu sofrimento não tem fim (risadas), ele só continua, tão grande quanto o terrível mundo no qual ela está (risadas). Mas agora iremos vê-la parar de sofrer pelo passado.
GLAMOUR: Você mora em Los Angeles há quatro anos, e disse que levou três anos para se sentir confortável vivendo lá.
ALYCIA: Sim, sei que parece tempo demais, mas a verdade é que eu conheço muita gente em LA que passou por isso também. Acho que é um dos lugares que você precisa encontrar seu próprio grupo de amigos para poder aproveitar, e claro, é preciso tempo para você conhecer pessoas em que pode confiar. Não acho que isso acontece em outros lugares como Madrid, onde você sai e todo mundo está na rua, comendo, bebendo café… A vida noturna é incrível, a vida está na frente dos seus olhos, aqui tem esse tipo de energia. Em Los Angeles, você tem que criar sua própria atmosfera, seus próprios momentos em várias maneiras. E isso é um pouco complicado.
GLAMOUR: Do que você sente falta do seu país, a Austrália?
ALYCIA: Sinto falta do mar. Sei que Los Angeles tem praias, mas não é a mesma coisa (risadas). Comida natural e, claro, minha família e meus amigos. Mas, para ser honesta, Los Angeles se tornou meu lar e agora eu amo lá.
GLAMOUR: Você começou a atuar com oito anos de idade… Quando você olha para trás, o que você sente?
ALYCIA: Um sentimento bom! (Risadas) Eu comecei a atuar com oito anos porque é o que eu gostava de fazer, o que eu queria e significava muito para mim. Não existe mais nada que me deixa satisfeita. Cada passo é parte de uma trajetória. Tudo é parte da minha experiência e quando eu tiver feito mais disso, terei aproveitado mais ainda e conhecido mais gente interessante.
GLAMOUR: Sua mãe é roteirista, ela te deu algum conselho?
ALYCIA: Claro. Ela tem sido o apoio mais importante na minha carreira porque ela entende essa indústria, essa profissão, mas ela sempre permitiu que eu fizesse essas coisas sozinha.
GLAMOUR: Você ainda vai lançar um filme de comédia, Liked, e um de terror, Friend Request, qual gênero você prefere?
ALYCIA: Eu sempre fiz mais séries de ação, drama ou terror. Quando tive a oportunidade de fazer comédia é sempre muito, muito engraçado (risadas). Eu percebi que quando atuo eu me divirto muito (risadas). Não é mais fácil, é apenas diferente.
GLAMOUR: Com uma agenda apertada, qual é sua rotina de beleza?
ALYCIA: Minha rotina de beleza? Ninguém nunca me perguntou isso (risadas).
GLAMOUR: Bom, essa é a GLAMOUR, não a Forbes Magazine…
ALYCIA: (Risadas) Com certeza. A vantagem é que você está cercado de profissionais que te dão bons conselhos, e eles fazem sua maquiagem todos os dias, então é assim: Eu acordo e nunca na minha vida tive que fazer minha própria maquiagem em casa (risadas). É difícil. Eu faço tudo que pessoas normais fazem. As coisas óbvias: beber muita água, tentar dormir as oito horas necessárias, limpar bem meu rosto… Verdade seja dita, sou muito preguiçosa para essas coisas. Agora sendo séria, é verdade que eu tenho muito cuidado com a minha pele, não uso muitos produtos, mas, sim, eu me hidrato muito bem.
GLAMOUR: E sobre moda.
ALYCIA: Gosto de criar meu próprio estilo, gosto de me sentir confiante com o que uso e, também, com um toque feminino. Meu sonho é ter um estilo bem francês chique… Mas não sei se conseguirei (risadas).


Tradução e Adaptação ADCBR.

O site SciFiNow, publicou ontem um artigo onde fala um pouco sobre as mudanças enquanto Fear The Walking Dead entra na segunda metade da temporada 2. Eles falaram com os atores Alycia Debnam-Carey, que interpreta Alicia, e Colman Domingo, que interpreta Victor Strand, para descobrir o que está para vir.

Debnam-Carey promete “muito mais ação vindo, o que mudará Alicia em longo prazo,” enquanto Domingo está aguardando ansiosamente para ver como o laço crescente de Strand com a família o está mudando. “Acho que ele é alguém que é bastante controlado sobre exatamente o que ele deixará entrar em sua vida e o que não deixará… De uma maneira estranha, ele acha que os Clarks estão se tornando a coisa que ele nunca teve ou achou que precisava e queria, possivelmente, o que era uma família. E agora que ele está conseguindo uma, ele não sabe o que fazer com ela.”
A série se mudou para o México para a segunda metade da temporada, o que Debnam-Carey diz que “deu à série um visual e sentimento completamente diferentes, o que eu amo, e isso muda os temas da série também. Tem todo um elemento espiritual e estranhamente religioso nessa temporada, puramente por causa da cultura que existe naquela área, as superstições e tradições.”
“Pareceu que estávamos fazendo episódio atrás de episódio e que tinha uma conversa sobre fé,” Domingo diz, “e percebi que ela é uma coisa enorme, as pessoas ficavam tentando examinar quem eles são. Se você não tem mais nada, no que você acredita?”
A série também está se diferenciando de sua série-mãe, The Walking Dead, e enquanto Domingo ama interpretar um personagem original (“Quando Strand entra, é como, ‘o que é isso?’ porque o público nunca viu isso, possivelmente. Eu, pessoalmente, não acho que tenha visto um personagem como Strand na televisão”), Debnam-Carey está realmente interessada em ver onde as duas séries irão acabar.
“Onde quer que The Walking Dead e nossa série acabem, estarei bastante interessada em ver o quão diferente são os dois grupos, e se eles são muito diferentes, ou se eles se tornaram o mesmo… Talvez os dois se tornem entorpecidos, selvagens e primitivos, ou um grupo ficou assim, mas o outro encontrou outra maneira de sobreviver?… Apenas o tempo dirá.”

Tradução e Adaptação ADCBR.

Fonte.

Fear the Walking Dead foi criado em parte para expandir o universo zumbi de Robert Kirkman, mostrando como o outro lado do país estava lidando com o apocalipse, e os telespectadores puderam ver uma quantidade surpreendente de diferentes locações na temporada e meia que já foram ao ar. Recentemente o site cinemablend.com entrevistou a triz Alycia Debnam-Carey e perguntou a ela sobre o novo ambiente dessa segunda temporada, e como essas mudanças constante de lugar afetam o show. Aqui está o que ela respondeu.
“Nosso grupo se depara com um hotel, o que foi uma ótima ferramenta para a introdução de novos personagens. Incluindo novos personagens dos lugares onde estávamos filmando. Então estamos filmando no México, e finalmente podendo apresentar de fato as pessoas deste país, e isso foi muito bom pois a dinâmica é totalmente diferente. A língua, com a qual podemos brincar, e a cultura, então isso foi bem empolgante. Definitivamente deu um sabor diferente.”
Isso é exatamente uma das coisas que eu mais gostei até agora em Fear the Walking Dead. Muito do gênero de terror existe inteiramente em espaços limitados, seja numa casa mal-assombrada, numa vizinhança, ou até máquina cúbica estranha. E sim, isso inclui hotéis também, que Debnam-Carey já falou que haverá no show. (Ele pode ser visto no trailer que foi lançado há algumas semanas.) Mas será que alguém realmente espera que Madison, Strand, Ophelia e Alicia permaneçam neste lugar até o início da terceira temporada? Não é a melhor aposta. Se bem que parece um lugar bacana.
Como The Walking Dead que passou a primeira temporada viajando por Atlanta, os primeiros episódios de Fear the Walking Dead nos familiarizaram com os prós e contras de Los Angeles (e do subúrbio). Porém enquanto Rick & cia. passaram a tempo demais no celeiro do Hershel, a primeira metade da segunda temporada de Fear levou seus personagens centrais para o mar aberto, por um tempo, parando em alguns lugares a medida que se tornava claro que a cidade mexicana de Baja Califórnia era o destino escolhido. E então eles realmente foram para Baja Califórnia, onde um monte de coisas horríveis aconteceram que acabaram dividindo o grupo principal.
Como você pode imaginar, a segunda metade da segunda temporada vai seguir os diferentes grupos – com Nick rumando a lugares particularmente intrigantes – o que significa que veremos ainda mais ambientes diferentes além do hotel já mencionado anteriormente. E mesmo não citando mais nenhum futuro destino, Alycia Debnam-Carey falou um pouco mais sobre por que ela pessoalmente ama quando produções a levam para lugares diferentes do normal.
“Eu adoro trabalhar em locação, pois ela muda o tempo todo, tudo é novo e excitante, e você tem a oportunidade de conhecer tantos lugares novos e bacanas, e se envolver no ambiente. Mas isso também significa que sim, você está longe de casa, e não está no mesmo espaço. E especialmente trabalhando no México também, há muitas diferenças. Como a barreira da linguagem, e a comida, que ao mesmo tempo eram fantásticas.”
“Como alguém que é terrível para aprender novas línguas, para mim passar meses em um país diferente é quase tão intimidador quanto lutar com zumbis. Minhas habilidades de comunicação provavelmente seriam as mesmas em ambas as situação, ou não. De qualquer forma, eu amo que Fear the Walking Dead pode utilizar cidadãos locais, das diferentes locações, para dar mais autenticidade aos episódios.”
Tradução e Adaptação ADCBR.