“FTWD mudou a minha vida” diz Alycia
Postagem por: Nalígia Moura

Durante sua visita à Madrid, para um evento de  Fear The Walking Dead no dia 14 de julho, Alycia concedeu uma entrevista para a revista Cuore. 

Confiram a entrevista traduzida logo abaixo:


A australiana nos adianta as chaves de seu personagem na segunda temporada de ‘Fear The Walking Dead’, e nos conta como é sua vida em LA.
Pele de porcelana, juba (ou cabelo) longa e povoada de um loiro entre o natural e tratado, que da um toque mais doce para sua pessoa. Alycia Debnam-Carey é ainda mais bonita pessoalmente do que na televisão e dispõe de uma maturidade precisa com apenas 23 anos. Os últimos cinco anos passou em Los Angeles, longe de sua família e focada em sua carreira como atriz. Agora entendemos por que ela está na mira da mídia: seu trabalho em The 100 e em Fear The Walking Dead, que acaba de estrear a segunda temporada na AMC, ela ganhou o elogio da crítica, da audiência e de alguns que se renderam a este diamante bruto.


Em uma situação hipotética de um apocalipse zumbi, Alycia seria tão decidida e valente como sua personagem?
Essa pergunta é interessante, pois é a primeira vez que a fazem. Sim, acredito que eu me sairia bem se estivéssemos em um apocalipse: creio que ambas faríamos uma boa parceria em uma situação assim. Teria algumas habilidades.
Nos episódios que estão por vir, Alicia terá que seguir “puxando” sua mãe: apesar da sua juventude, parece ter assimilado melhor o desastre…
Sim. Acredito que é um tema recorrente que se desenvolve na segunda parte dessa temporada: se aprofundará mais a relação de mãe e filha. Desde o princípio sempre houve uma tensão. Finalmente, Alicia começa a se desenvolver como mulher e também exige de sua mãe um pouco mais de atenção. É a primeira vez que começamos a ver a habilidade de Alicia para enfrentar a realidade da situação.
O que tem significado Fear The Walking Dead em sua vida?
Na realidade, comecei a me dar conta agora de como as coisas mudaram em minha vida. Essa turnê fora dos Estados Unidos fez com que ficássemos conscientes da popularidade da série no mundo inteiro. Estávamos concentrados nos comentários nas redes sociais e creio que ficamos um pouco em uma bolha: não estivemos realmente expostos à percepção das pessoas. As coisas passaram muito mais rápido do que havíamos pensado.
Australiana com base nos E.U.A… Sente muita falta da sua família?
Faz cinco anos que vivo em Los Angeles e posso dizer que tenho um grande grupo de amigos e uma vida nos E.U.A. Parte da minha vida adulta aconteceu aqui: definitivamente posso dizer que sou feliz no lugar em que vivo. Toda minha família reside na Austrália e tentamos nos juntar sempre que podemos.
Falam de você como uma das atrizes com maior potencial na indústria. Você nota essa pressão?
Oh, não, não mesmo. Eu tento ficar de fora do que as pessoas pensam ou esperam. Mas, bem, saber que tem pessoas animadas com seu trabalho é algo grande. Além disso, te enviam muito apoio e energia positiva.
Apaixonada pela música, você estudou percussão. Que papel tem a música na sua vida agora?
É algo que sempre esteve aqui e sempre vai estar, mas agora está um pouco estacionado para que eu possa me concentrar nisso (carreira de atriz), que é o que eu sempre quis fazer. Em algum momento pensei que queria me dedicar à música, mas me dei conta muito rápido de que não é o que eu quero seguir profissionalmente. À medida que você evolui na música, você percebe que nunca vai acabar.
Sua saída de The 100 provocou uma chuva de críticas na internet: o produtor, inclusive, teve que se desculpar por matar sua personagem e comentou que poderia recuperá-la mais adiante. Esta é uma possibilidade?
Não sei nada sobre isso. Foi um rumo inesperado como as pessoas reagiram à morte da Lexa. Isso não foi feito com essa intenção: foi um problema de agendas na verdade. Eu era regular em Fear The Walking Dead e, obviamente, creio que foi a forma como foi feito que não funcionou. Mas eu teria que me concentrar nesta série. The 100 foi um momento muito poderoso e importante da minha vida profissional, e para honrar isso não acho que seja positivo ficar indo e vindo.
Dos longas-metragens em produção; em um deles você muda radicalmente para a comédia… Feliz com este novo registro em sua trajetória?
Friend Request também está na mesma linha de terror, e sim, é verdade que a comédia Liked foi um sopro de ar fresco. Foi ótimo fazer parte de um exercício de improvisação e é algo que eu gostaria de fazer mais vezes.


Tradução: Natalia Silvestrini

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