Entrevista com Alycia para revista Eslovena
Postagem por: Nalígia Moura

Quando uma multidão de adolescentes querendo autógrafos começou a se juntar em frente ao hotel em Soho, de Londres, era notável que algo estava acontecendo. No hotel, havia uma apresentação da segunda temporada de Fear The Walking Dead e a imprensa também teve acesso às estrelas Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo. Enquanto Alycia estava respondendo cuidadosa e lentamente, Colman era uma erupção de energia e suas gargalhadas eram ouvidas de longe nos corredores do hotel.

Pergunta: Três anos atrás, com 18 anos de idade, você estava se apresentando ao público no reality show Next Stop Hollywood, onde você sonhava com uma carreira. Está tudo como você imaginava?
Alycia Debnam-Carey: Eu queria atuar desde a infância. Esse programa tem (também) me ajudado a ser notada em Hollywood, sendo australiana, fui bastante sortuda. Não acho que é uma estrada linear com um destino final. É um resultado de trabalhos passados e no final você é recompensada com uma atuação em uma série muito valorizada. Eu poderia dizer que meus sonhos viraram realidade. Eu me tornei uma atriz profissional (risadas), o que é um pouco estranho, dizendo assim.
P: Houve muita conversa sobre você quando a personagem popular Lexa de The 100, que era lésbica, foi morta. A comunidade LGBT tem reclamado sobre a tendência na TV de matarem personagens lésbicas. Como você enxergou essas respostas?
ADC: Nenhum de nós esperava tal reação e fico feliz que não acabou em ouvidos surdos. Acho que aprendemos uma grande lição. De repente estamos prestando ainda mais atenção a isso e acho que eles irão tentar evitar situações similares nos roteiros. Ao mesmo tempo, a comunidade LGBT chamou atenção para ela mesma. Com razão.
P: Você acredita que os personagens adolescentes nas séries estão encarando a situação de um apocalipse zumbi realisticamente? (Assim como se fosse realmente acontecer) Você reagiria diferentemente?
ADC: (Risadas) Eu agiria completamente diferente agora, depois de duas temporadas, do que no começo. Graças aos fãs da série, agora eu tenho bastante informação, como sobreviver em um mundo assim, então estou muito mais preparada. Mas se fosse realmente me encontrar nesse mundo, não faço ideia do que faria. Gosto de imaginar que ficaria tudo bem. (Risadas) Ainda seria bom aprender como empunhar uma faca ou algo assim. (Risadas).
P: Muitos dos fãs de The Walking Dead não estão animados com FTWD, dizendo que não tem zumbis o suficiente. Qual a sua opinião?
ADC: Acho que foi a intenção dos roteiristas. De fazer uma série completamente diferente no mesmo mundo apocalíptico. A série original foi baseada em quadrinhos e tem, portanto, em sua base, heróis de ação como personagens principais, enquanto nossos heróis são completamente comuns. Eles não sabem o que está acontecendo, como reagir, eles têm que se adaptar à medida que avançam. Eles cometem tantos erros. Então espero que o público seja paciente e nos dê tempo para lentamente nos desenvolvermos em destruidores de zumbis. Precisamente, essa transformação é o que gosto da série. Com os temas pós-apocalípticos é principalmente sobre o que as pessoas farão umas com as outras para sobreviver e não o que os zumbis farão com as pessoas.
P: Sua personagem Alicia tem ficado mais forte no decorrer das duas temporadas. Isso irá continuar?
ADC: Com Alicia, é tudo sobre força. Na primeira temporada, ela cometeu muitos erros, o público estava especialmente incomodado com a estupidez com o rádio. Agora ela está mostrando que ela pode tomar o papel de líder do grupo. Ela irá tentar preservar o que resta de sua família. Ela é muito parecida com sua mãe, então a interação delas vai ser bastante interessante. Sempre tem tensão no ar entre elas.
P: O que você faz quando não está atuando?
ADC: Eu sou viciada em trabalho e não tenho muito tempo livre. Quando tenho, estou escrevendo e tentando ser criativa. Infelizmente, não tive férias em muito tempo. Sinto saudades das praias australianas. Dizem que tem praias em Los Angeles, mas não são as mesmas. Em Los Angeles, ninguém vai realmente à praia, exceto os que vivem em Venice. Então fiquei surpresa que todo mundo está falando da Califórnia como se fosse o paraíso dos mares. Quando vi como era, eu disse a mim mesma: Temos muito disso e é mais bonito. (Risadas).

Tradução e Adaptação ADCBR.

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