A “anti-ingênua”
Atriz australiana Alycia Debnam-Carey está silenciosamente deixando sua marca em Hollywood por todos os bons motivos

Abaixo da superfície

O “jovem ingênuo” de Hollywood parece ultrapassado, não? Essa “trope” existe há tanto tempo quanto a indústria cinematográfica e televisiva conta histórias, mas, à medida que atitudes e oportunidades mudam, atores como Alycia Debnam-Carey estão forjando carreiras menos vinculadas para ao estereótipo de elenco bidimensional. A jovem de 25 anos, por exemplo, pode ser mais conhecida por suas duas temporadas como Comandante Lexa no universo pós-apocalíptico de The 100. Ou mais recentemente como Alicia, uma mulher navegando pelo colapso da civilização, no favorito Fear the Walking Dead.
Debnam-Carey acabou de passar 15 horas no set deste último quando ela liga de Los Angeles – sua segunda casa desde que se mudou de Sydney sete anos atrás. E enquanto a atriz gosta do fato de que um dia filmando Fear the Wallking Dead pode ser preenchido com treinamento de luta, empunhando uma faca e matando zumbis, ela parece desconfiada de ser rotulada de “fodona”, pelo menos no sentido tradicional. “Eu sinto como se originalmente houvesse uma expectativa de retratar a ‘fodona’ com características essencialmente masculinas”, diz ela, explicando que quando uma mulher interpreta uma guerreira, não necessariamente equivale a uma presença intensa na tela. É preciso ter nuance. “O que eu acho tão agradável é realmente incorporar a complexidade da mente feminina que – para mim pessoalmente – inclui uma suavidade”.
Com uma lista de projetos mais sombrios, você pode pensar que Debnam-Carey encontrou seu nicho. Mas, quando questionada, ela responde pensativamente que ela ecoa os papéis prontamente disponíveis, ao invés de uma propensão particular dela. “Esses tipos de narrativas distópicas são predominantes na mídia agora mais do que nunca”, explica. “Acho que isso reflete a necessidade de investigar e entender nosso lugar no universo e nossa mortalidade como raça humana”. Considerando o cenário político atual, especialmente em torno do debate sobre mudanças climáticas, ela provavelmente está certa.
Com isso em mente, não é tão surpreendente ouvir que quando chega o momento a atriz fica ansiosa para diversificar. Um próximo papel no suspense policial “A Violent Separation” se afasta dos universos pós-apocalípticos, e Debnam-Carey se deslocaria ainda mais longe com prazer. “Eu sempre quis fazer um drama de época, como “Desejo e Reparação”, ela revela. “Estou animada para sair um pouco mais caprichosa.” Para uma amante da moda, o figurino desse gênero também é atraente após anos passados coberta de sangue e lama no trabalho. “Eu criei esse termo no nosso set [de Fear the Walking Dead] chamado “nail jail”, porque cada vez que aparecemos no set eles só preenchem nossas unhas com sujeira”, ela compartilha com uma risada. “Ser refinada por uma vez seria adorável.”

Por NATALIE MELL

Veja todas as fotos em HD do photoshoot na nossa GALERIA.

Tradução e adaptação: Marina Brancher, ADCBR 

Fonte

Um novo artigo sobre Alycia, está disponível na Revista W Magazine, edição de Setembro.

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Foto (via  no Twitter)

Confiram o pequeno artigo traduzido logo abaixo:

Como Lexa, a comandante lésbica dos clãs Grounders na série sci-fi The 100 da CW, Alycia Debnam-Carey recebeu uma onda de elogios tanto de fãs quanto críticos – além da comunidade LGBTQ. Então em março passado, a personagen da atriz australia de 23 anos teve um fim trágico, incitando um diálogo por Hollywood sobe quais personagens de TV são mortos e por quais motivos. ” The 100 tem fãs tão ferosmente apaixonados. Eles criaram um movimento,” diz Debnam-Carey, que se tornou uma causa célebre da noite para o dia, “o fandom adolescente é tão poderoso. Qualquer escolha que eles fazem na cultura pop força o resto do mundo a tomar conhecimento.” Para Debnam-Carey, a vida segue. Ela recentemente reprisou seu papel de Alicia Clark, uma estudante modelo em Fear the Walking Dead da AMC, um show imensamente popular com um demográfico bem maior, mas que também se passa num mundo pós-apocalíptico. “Essa ideia de fim do mundo está no subconsciente de todo mundo.” 

Tradução e Adaptação ADCBR.