Alycia Debnam-Carey que interpreta Alicia Clark em Fear The Walking Dead, fala sobre seu zombie favorito, relacionamento de Alicia e Strand e porque ela gosta da narrativa desta temporada.

Q: Como foi passar tanto da temporada separada de tantos colegas de elenco?
A: É estranho no fato de que você não vê as mesmas pessoas no set todos os dias e você sente que tem histórias isoladas sobre as quais talvez não saiba muito. Mas, ao mesmo tempo, é bem legal do ponto de vista da história, porque o que eu gostei nessa temporada foi que eles agruparam personagens específicos, o que significa que poderíamos explorar a dinâmica um-a-um mais profundamente e gosto mais disso. Acho que isso nos dá mais tempo, especialmente em uma série que é tão cheia de ação, que é tão dominada por montagens e dublês e um tipo de enredo de grande ação — isso permite que os momentos do personagem se destaque. Então, quanto mais focamos em personagens individuais dentro de um número menor, eu simplesmente sinto que isso nos dá a chance de explorar melhor a dinâmica, de obter mais dos personagens nessa situação.

Q: Qual estado mental de Alicia no começo do episódio 7?
A: Bem, Alicia está desapontada não apenas com a forma como o relacionamento com Strand foi, mas também com o plano que ele propôs agora mudou e a deixou um pouco vulnerável e despreparada. Acho que para ela, neste momento, é apenas sobre se ela está pronta novamente e se esforça para ficar por cima. Acho que ela tende a permitir que outras pessoas governem a situação e confiar que essas pessoas em particular em sua volta seguirão adiante com seus planos. E, você sabe, a cada temporada que passa, ela está se tornando mais autônoma e mais astuta por conta própria, e acho que este episódio é outro exemplo de como ela é incrivelmente capaz quando está sozinha e se trata apenas de garantir que ela e Charlie estão preparadas da melhor maneira possível para perseguir o que quer que aconteça a seguir — seja para sair, seja para ficar e tentar lidar com situação. Mas acho que se trata de se proteger da melhor maneira possível.

Q: Por que ela decide responder a Strand depois de ignorá-lo por tanto tempo?
A: Quero dizer, acho que Alicia conhece Strand provavelmente melhor que todos, tirando talvez Daniel. Mas ela sabe que, embora sua manipulação e suas formas de barganha possam enganar, eles também fazem parte de quem ele é. E o fato de que ela sabe disso sobre ele a informa que ela pode potencialmente usar isso a seu favor também. Ele mostrou suas verdadeiras cores para Alicia e ela finalmente entende que ele é um vigarista, então ela sabe no que está se metendo sempre que ele apresenta certas situações. E então, se há algo que vale a pena negociar, ela não vai dizer “não” abertamente. Portanto, com Strand, há sempre uma possibilidade de um “e se?” questionar coisas que Alicia é inteligente o suficiente para não recusar. Acho que nessa situação em particular, enquanto ela ainda está irritada com o fato de que ele meio que a traiu, ela está disposta a deixar isso de lado para ver o que ele tem a oferecer.

Q: Alicia diz que está ajudando Strand porque possivelmente quer se unir às pessoas que levaram Dakota. É esse o verdadeiro motivo dela ou é por causa do que você acabou de dizer sobre Strand e sempre haver um ar de possibilidade com ele?
A: Bem, também tem isso. Eu acho que, se a anterior era a resposta mais geral, essa é a mais específica, então esta é a resposta mais específica de que ela quer usar o que puder a seu favor também. Strand não vai ser tão específico sobre seus planos. Ele não vai deixá-la saber o que realmente está acontecendo. Ela vai resolver o problema com as próprias mãos, então, se isso for encontrar pessoas que possam ajudá-la, ela vai fazer isso.

Q: Como foi filmar o ataque no celeiro? Essa cena parecia incrivelmente intensa.
A: Isso foi legal. Foi uma noite muito longa. Sempre que temos alguma coreografia de luta, é sempre divertido interpretar e fazer, e nossa equipe de dublês é incrível. Nós montamos e fazemos a coreografia bem rápido porque temos que entrar bem rápido, então é sempre como uma dança em certo sentido. É muito divertido quando você consegue realmente fazer. A configuração de toda a casa é muito diferente de [qualquer coisa] que vimos no show, e eu achei muito legal explorar esse momento neste mundo.
Foi também, na minha opinião, os melhores zumbis que ja vimos. Eu simplesmente amei como eles eram macabros e fantásticos. Isso me lembrou algo mais de conto de fadas do que nosso típico gênero zumbi. Achei que era um novo visual muito bom. Para ter algo tão diferente da 6ª temporada e para que eles sejam meus favoritos — quando digo isso, não digo levianamente. Eles eram meus favoritos porque eles… me lembravam de algo mais parecido com o O Labirinto do Fauno ou fantásticos como bestas gregas… E os efeitos especiais que criam esses looks, é apenas uma verdadeira conquista. Quero dizer, o trabalho que eles envolvem — alguns tinham escamas de crocodilo e cada um deles tinham olhos diferentes. Havia olhos de cabra e olhos de gato. Achei que era uma ideia tão legal, interessante e diferente. Eu amei. E então as silhuetas pareciam tão diferentes porque tinham chifres e quase parecia mais diabólico.

Q: Por que Alicia finalmente decide ir para o lugar seguro de Morgan com Dakota, em vez de entregar Dakota e ganhar sua própria liberdade?
A: É a ideia de que existe um ciclo para Alicia e dor e raiva, e, se você fizer algo mal por alguém, essa dor que eles podem sentir só vai piorar e se tornar mais dor no futuro e, potencialmente, voltar e te machucar — e também que não vai mudar nada combatendo fogo com fogo, essencialmente. Para Alicia, uma coisa que amo nela como personagem é que ela tem mais compaixão e mais otimismo, eu acho, do que muitos dos outros personagens, até [mais] do que sua mãe. Acho que a mãe dela era um pouco mais crua e um pouco mais implacável.
Alicia está pronta para tentar e promover um resultado melhor e tentar alcançar algo que seja melhor do que paramos, e eu amo isso nela. E eu acho que é uma das poucas coisas que vimos que é inata nela como personagem, em comparação com o mundo ao seu redor também. Ela ainda mantém isso, apesar de tudo. E então ela escolheu aprender uma lição sobre “nós não queremos criar monstros” e não há nenhuma maneira real de sair disso, a menos que tentemos ser compassivos um com o outro — Acho que há uma linha que, no final das contas, está fazendo dela uma líder melhor e uma sobrevivente melhor, estranhamente.

Q: Você acha que é verdade, como diz Strand, que Dakota respeita Alicia e confia nela?
A: Eu não acho que seja uma declaração que ela esteja particularmente segurando. Acho que ela pode estar ciente de que pode ter uma certa lealdade com um adolescente mais jovem porque ela mesma estava meio que nessa posição quando o apocalipse realmente começou. E nós vimos isso com Charlie também — existe uma espécie de irmandade nessas mulheres mais jovens, nessas garotas mais novas, onde um vínculo é muito importante. Mas, quero dizer, ela também é cautelosa.
Alicia não tem muitas pessoas confiáveis, eu acho. Alguém me perguntou recentemente em um painel: “Em quem Alicia mais confia?” e eu tipo, “Confiança é uma palavra inconstante neste apocalipse!” Então ela sempre vai ter cuidado ao seguir em frente, e eu acho que ela não vai colocar Dakota sob sua proteção, mas talvez ela possa ser influente e causar uma boa impressão nela. Acho que talvez seja por isso que no final deste episódio a vemos estender um ramo de oliveira, esperando que esta seja a escolha certa, que você é quem diz ser e que existe uma bondade e talvez possamos escavar um otimismo e uma compaixão aqui.

Q: Você pode descrever a evolução do relacionamento de Alicia com Strand?
A: É uma relação de personagem muito especial para mim, obviamente porque mantém [viva] a memória de um grupo de personagens do qual não sobraram muitos. Isso conecta aquela velha família a esta nova família e, apesar de todas as manipulações de Strand, características do vigarista e sua astúcia, ela sabe que, em última análise, eles compartilham muita história agora e compartilham muita dor e compartilham muito crescimento e sobrevivência. Isso os une, e eu não acho que isso seja algo que vai ser tão fácil de jogar fora. Acho que agora eles estão gratos por estarem nisso juntos, em certo sentido, e acho que sempre estarão.
E a dinâmica realmente mudou de Madison e Strand sendo camaradas para agora Strand sendo mais um mentor para Alicia e agora eles meio que se tornando uma família e iguais. É uma dinâmica realmente interessante e verdadeira. É revelado assistindo a série, e eu acho que é muito especial quando você faz algo assim.

Fear The Walking Dead todas as segundas no AMC Brasil.

Tradução e Adaptação: Carol Prado – ADCBR.

Fonte:

Alycia Debnam-Carey estrelou alguns papéis incríveis nos últimos anos. Desde seu trabalho como Lexa em The 100 até Alicia Clark em Fear the Walking Dead, ela tem uma maneira de dar vida a personagens tão fortes e poderosos. Para celebrar a recente temporada de Fear the Walking Dead, Alycia sentou-se conosco para conversar sobre tudo – como quais papeis ela fez audição (mas não conseguiu), o episódio favorito de FTWD e se ela guarda alguma coisa do set de The10

Aqui está tudo o que nós aprendemos:

1.Primeiro, qual foi a última série que você maratonou?

A última série que eu maratonei foi Sucession.Era nessa que eu estava tão interessada. E quando começou a pandemia, eu estava tipo, “Tudo que eu preciso é a nova temporada de Sucession” Então eu mal posso esperar para a Terceira Temporada. É isso que vem na minha mente

2. Qual emoji você mais usa?

Nossa, eu amo essa pergunta! Vou olhar meu celular para te dar uma resposta exata. Bom, nesse momento, é a carinha chorando (😭), que resume perfeitamente 2020. Mas além desse, é provavelmente as pequenas estrelas (✨) ou olhos com coração/amor (😍), eu acho. Mas nesse momento, apenas a carinha chorando.

3. Qual é seu filme preferido de todos os tempos?

Eu nunca tive uma boa resposta para isso. Nunca mesmo. Eu sinto que  gosto dos filmes por razões diferentes. Eu amo Pulp Fiction, mas eu também amo How to Lose a Guy in 10 Days. E, você sabe, tem uma grande diferença entre eles. Também tem aqueles bobos que eu quero assistir o tempo todo, como Superbad. Eu sinto que é muito difícil para eu escolher um filme favorito de todos os tempos

4. Tem algum filme que mais te marcou?

Eu penso constantemente sobre Melancholia

5. Qual pessoa mais te impressionou?

Recentemente, eu vi Quentin Tarantino e foi um “Ai meu deus. Ai meu deus”. Pulp Fiction é um dos meus filmes favoritos. Lembro de ter visto ele e apenas ficado tipo, “Ai meu deus, ai meu deus. Está acontecendo. Eu estou vendo você,” e ele, tipo, me olhou por um momento, e foi algo como “Está acontecendo.” E foi literalmente isso. Nós trocamos olhares.

6. Qual foi o hobby que você adquiriu ou voltou a fazer durante a quarentena?

Ler foi um grande. Também comecei a tocar piano. Eu não sei tocar piano, mas eu meio que comecei a tocar. Eu também estava pintando e desenhando bastante. Foi um tempo bem criativo para mim. Eu não tinha muitos planos, então só decidi ver onde isso me levaria, e essas foram as três coisas principais para mim.

7. Qual foi o último livro que você leu?

O último livro que eu li foi Pachinko. Durante a quarentena e o confinamento, eu fiz parte de um pequeno clube do livro com os meus amigos de Sydney, e foi muito, muito legal. Então nós começamos a ler vários livros. O último que eu li foi Pachinko. Nós ainda precisamos discuti-lo, tive vários sentimentos sobre. Gostei, mas não amei.

8.  Qual é a única coisa que você não pode viver sem?

Tenho uma pequena coleção de fotos dos meus amigos, da minha família e de Polaroids. Eu viajo bastante, então sempre carrego eles comigo. Eles estão lá no meu diário e eu os tenho há, acho que provavelmente, pelos últimos sete ou oito anos. É apenas um lembrete das pessoas da minha vida e das pessoas que eu amo, e isso é algo que eu realmente aprecio.

BuzzFeed: E tem algo diferente sobre ter as fotos físicas do que olhar no seu celular.

Com certeza! Na verdade, alguns anos atrás, eu tinha um desses aplicativos de foto que você pode colocar todas as fotos do seu celular e uma empresa vai imprimi-las para você. Em casa tenho essa grande caixa de fotos. Preciso fazer isso de novo eu gosto delas. Lembro de pensar quando éramos crianças, você provavelmente teve a mesma experiencia, de ficar olhando os álbuns de fotos e não é mais uma coisa. É incrível apenas sentar e viajar pelos anos, seu crescimento e as pessoas em sua vida. Não fazemos mais tanto isso

9. Qual é a sua coisa favorita de cozinhar?

Eu não sou uma grande cozinheira, mas faço um salmão assado muito, muito bom com brócolis grelhado e espinafre refogado. Eu posso arrasar nisso.

10.  Tem algum papel que as pessoas ficariam surpresas ao descobrir que você fez a audição e não conseguiu?

Ai me deus, tem tantos papeis. Eu não sei se você já viu o vídeo no Youtube com a Brie Larson que ela lista todos os filmes que ela fez audição?

BuzzFeed: Sim! É um dos meus vídeos favoritos

Eu assisti e foi como “Isso é tão eu.” Lembro de ir para The Bling Ring e ver [Brie Larson] na sala de audições comigo e pensar, “você não precisa estar aqui. Por que você está nessa sala de audições? Você deveria ter recebido esse papel.”

Recentemente, eu acho que os papeis que vem na minha cabeça são Black Widow e Little Women. Tem tantos. Se você for nos meus e-mais, é constante. Quer dizer, tem tantos.

11. Quem é seu crush celebridade da infância?

Provavelmente Zac Efron. Quando High School Musical saiu, eu tinha 12 ou 13 anos. E fiquei tipo, “Wow!” Esse foi o começo. Aquele pequeno corte de cabelo swoopy. Ele tinha tudo.

BuzzFeed: Ele tinha o corte de cabelo original do Justin Bieber antes de ser legal.

E é isso! Ele tinha antes de ser legal. Eu era obcecada.

12. Tem alguma celebridade que você é frequentemente confundida?

Me falaram que eu pareço com muitas pessoas. Já falaram Miley Cyrus, nós temos o mesmo formado do rosto. Já ouvi Fiona Apple. Antes Faye Dunaway. Geralmente é o formado do rosto. Por um tempo foi Emilia Clarke

13. Tem alguma história específica que você lembra quando te confundiram com outra celebridade?

Eu lembro, isso foi engraçado, fui para um show no Hollywood Bowl e era a orquestra de Game of Thrones tocando. Então, eu estava andando e esse cara que estava pegando os ingressos estava tipo, “Ai meu deus, eu não acredito que você veio. É uma grande honra”. E eu fiquei “O que você está falando?” e depois percebi que ele achou que eu era a Emilia Clarke

14. Qual é a sua história de fã mais louca?

Eu acho que é sempre muito louco ver pessoas que tatuaram minha maquiagem de The 100, como meus olhos ou meu rosto, tatuadas nos seus corpos, é sempre uma coisa muito doida ver. É um outro nível de dedicação. Eu estarei sempre observando vocês agora.

15. Na maioria de seus programas de TV e filmes, você tem um sotaque americano. Ficou mais fácil de fazer com o tempo?

Sim, acho que sim. Quer dizer, é porque a maior parte do trabalho que fiz foi na verdade nos Estados Unidos e todos com sotaque americano. Nunca usei meu australiano aqui. E, especialmente trabalhando em uma série nos últimos cinco anos, eu gasto muito do meu tempo com um sotaque americano, então isso se torna uma segunda natureza. Mas, é claro, de vez em quando há um deslize e eu digo: “Uau, isso realmente acabou de acontecer.” Meu sotaque é sempre mais forte quando volto da Austrália.

16. Você costuma voltar e assistir algum de seus trabalhos anteriores?

Assistirei ao que fiz, mas geralmente apenas uma vez. Normalmente faço isso só para ver como ficou, para ver como ficou, para ver se foi traduzido da maneira que pensei que seria. Eu quase vejo isso mais de uma perspectiva muito crítica, não uma perspectiva emocional do tipo, “Oh Deus, eu estou tão terrível. Oh, isso foi horrível. Eu deveria ter sido melhor”, nada disso. Quero ver como fica e gosto de ver o produto final. Mas raramente olho para as coisas uma segunda vez e, se o faço, é anos e anos depois. Então, eu tenho uma perspectiva muito diferente sobre isso, onde é como, “Oh meu Deus, eu pareço tão jovem.”

17. Você se lembra de como foi sua audição para Fear the Walking Dead?

Eu tive um processo de audição bem rápido porque eu tinha feito um piloto com AMC anteriormente que não deu certo. Era um piloto de Ridley Scott, e todos estavam tipo, “Oh meu Deus, isso vai acontecer, isso vai acontecer,” e por alguma razão, simplesmente não aconteceu. Então eles já estavam escalando [Fear the Walking Dead] e naquele ponto eles pensaram que eu poderia estar realmente certo para isso. Então entrei e acho que depois da primeira audição, fui colocada em uma leitura de química em tela com todos.

18. Existe alguma leitura de química em tela durante seu processo de audição de Fear the Walking Dead que você mais se lembra?

O que eu mais me lembro é de estar com Frank Dillane, que interpretava Nick. Eu me lembro que na audição, ele continuou me chamando de Alicia e, originalmente, eu recebi lados falsos. O personagem na verdade se chamava Ashley, e na audição, ele continuou me chamando de Alicia. Eu estava tipo, “Eu não sei, talvez esse cara seja como um ator de método britânico, algo que eu não me importo.” Então, descobriu-se que, quando todos nós conseguimos o show, estamos sentados em uma mesa gigante lida com AMC, executivos, produtores e a personagem agora se chama Alicia. Eu estava tipo, “Oh, espere, o que está acontecendo?” Foi um processo longo, mas também bastante rápido e furioso.

19. Alicia passou por tal crescimento de personagem desde a primeira temporada e se tornou uma personagem muito forte. Como é retratar o crescimento dela?

Eu olho para trás e tem sido muito gratificante. Eu acho muito raro conseguir essa oportunidade onde você trabalha com um personagem por tanto tempo e poder ter uma mão na sua transição e metamorfose, sabe? Eu acho que o que tem sido realmente especial sobre isso, é o fato de que eu tive que tê-la desde adolescente e acompanhá-la até se tornar uma jovem mulher. Essa é uma oportunidade rara, especialmente para espelhar isso com o pré-apocalipse e o pós-apocalipse. Ver um personagem crescer não apenas como um humano, mas também crescer em resposta ao ambiente é realmente ótimo e excitante.

20. Você sabia como a história da Alicia ia ser desde o começo?

Quero dizer, com programas de TV você não tem necessariamente o arco completo de como tudo vai se desenrolar como se fosse um filme. Então é um pouco mais difícil traçar as batidas principais [desde o início], mas eu acho que tem sido incrível. Ela teve o maior crescimento porque foi provavelmente a que foi mais longe. O público está aprendendo enquanto ela aprende. É uma oportunidade rara, mas realmente maravilhosa.

21. Você teve um momento específico da Alicia de que mais se orgulha até agora?

Eu sempre penso na terceira temporada, para ser honesta, e penso em quando fui empurrada pela primeira vez no bunker. Lembro que foi um grande momento porque foi o meu episódio. Foi a primeira vez que realmente tive um episódio singular. Lembro de sentir que este deve ser o momento em que Alicia evolui e muda para se tornar não apenas uma filha, uma irmã e uma adolescente, mas ela tem que estar à altura da ocasião. Então esse foi um grande momento para mim.

Eu também acho que, tendo aquele episódio com Charlie e Alicia em casa durante a tempestade durante a 4ª temporada, também foi um episódio importante para mim. Fiquei muito orgulhosa daquele episódio porque éramos apenas nós duas. Nós só tínhamos uma a outra para nos apoiar. Acho que realmente trabalhei muito para ter certeza de que fizemos o melhor que podíamos no tempo limitado que conseguimos. Foi outro episódio em que tivemos que vê-la evoluir, mudar e superar sua raiva por Charlie e sua tristeza e arrependimento por Nick e sua família, e simplesmente se tornar outra pessoa. Esses dois são grandes pontos de evolução para Alicia, então acho que esses são os dois de que mais me orgulho.

22. Você surpreendeu a todos quando voltou para o final da série The 100. Como o grande retorno de Lexa aconteceu?

Foi uma daquelas coisas em que nos últimos dois anos, houve momentos ou oportunidades em que poderíamos ter tentado [trazê-la de volta]. Eu sei que as pessoas realmente queriam trazer Lexa de volta, e havia tanta dor e mágoa que as pessoas estavam passando [depois de sua morte]. Eu nunca quis que parecesse um tapa na cara trazê-la de volta e levá-la embora novamente.

Então, quando Jason [Rothenberg] me ligou, ele disse: “Acho que tenho esta oportunidade que realmente gostaria de fazer com você. É o episódio final. O que queremos fazer com isso é apenas uma homenagem aos fãs e também para fazer uma declaração de que Clarke e Lexa realmente se amavam e se preocupavam uma com a outra. Seu amor se estenderá por muitas vidas. ” Acho que foi quando pensei: “Ok, esse é o único ponto que faz sentido.”

23. Você pensou muito nos fãs quando filmou o final da série?

Eu queria fazer isso especificamente para os fãs e ter um pequeno encerramento para finalmente sentir que houve uma volta positiva que aconteceu. Eu sei que era Lexa como a juíza e não necessariamente Lexa como ela mesma, mas eu ainda achava que o sentimento era importante. Foi uma homenagem ao quanto essas personagens se amavam e para ter um pouco de cura para os fãs. Tudo veio com muito amor e boas intenções.

24. Como foi se tornar Lexa novamente?

Foi surreal, mas também coube como uma luva. Era estranho como eu simplesmente escorregava de volta para a roupa. Acho que por ser uma personagem que passamos muito tempo criando e que tinha tantos atributos físicos – o figurino, a maquiagem, o cabelo – quando você veste algo assim, é uma experiência muito visceral. É muito como, “Oh, estou aqui neste personagem.” É muito bom.

25. O traje de Lexa era exatamente o mesmo quando você voltou?

Eles mantiveram a roupa de Lexa perfeitamente e eu me senti muito feliz comigo mesma. Eu estava tipo, “Oh, ainda serve. Está tudo bem.”

26. Você conseguiu manter alguma coisa do set de The 100?

Eu guardei o encosto da minha cadeira. Quando você está no set, você consegue levar as costas da cadeira do ator que tem no set. Então eu guardei isso. Bem, na verdade eles me presentearam ela em uma moldura, o que foi realmente adorável. Quanto a muitas outras coisas, não acho que tenho porque exatamente por essas razões que você tem que voltar de repente, três anos depois. Eles teriam ficado tipo “Ooh, nós realmente precisamos de você de volta.”

27. E, finalmente, você já pegou alguém assistindo a um de seus programas de TV ou filmes em um vôo?

SIM! Eu vi! E, eu não vou mentir, foi bem legal. Eu vi pessoas assistindo Fear the Walking Dead. Lembro que Into the Storm esteve em aviões por um tempo. Sim, FTWD e Into the Storm estavam em voos e me lembro de ter pensado, “Meu Deus, isso é tão legal!” Lembro também de sentar ao lado de alguém enquanto eles assistiam. Eu só estava pensando: “Estou bem do seu lado.” E eles não tinham ideia.

Você pode assistir Alycia em Fear the Walking Dead segundas no AMC Brasil.

Tradução e Adaptação: Amanda Lemos e Marina Brancher – ADCBR.

Fonte

Em novembro de 2019 foi anunciado que Alycia Debnam-Carey seria o rosto da nova fragrância chamada “Amazing Grace”, da marca Philosophy. “Amazing Grace” é o nome de uma coleção de produtos da marca, que possui além de fragrâncias, loções, cremes, produtos para cabelos, entre outros.

E! Online:

Alycia Debnam-Carey, de Fear the Walking Dead, não para de usar este perfume

Quando Alycia Debnam-Carey se encontra no set de Fear the Walking Dead, as coisas nem sempre são bonitas. Mas quando as câmeras vão embora e é hora de um pouco de R&R em casa, a atriz adora se dedicar à filosofia.

“Eles têm produtos bonitos, mas também o “amazing grace” é um perfume e uma fragrância que é tão adorável, fresco, limpo e simples”, compartilhou Alycia com a E! News exclusivamente após ser nomeada uma das novas Grace Girls da marca. “Acho que o que há de tão bom na Philosophy é que nenhuma dessas coisas é muito louca ou excessivo. É algo que você pode usar todos os dias e as pessoas ficam tipo: ‘Oh, você cheira bem. O que é isso?’ Não é excessivo como ‘Oh Deus, isso é cheiro demais’.

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Fonte 

Confira fotos em HQ do photoshoot para a Philosophy:

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Veja algumas fotos e vídeos de divulgação do produto:

🎥| “Amazing Grace – Philosophy.” (via https://vimeo.com/370306616/description)

Opublikowany przez Alycia Debnam-Carey Brasil Piątek, 1 listopada 2019

 

Em janeiro deste ano, foi anunciado que a atriz realizaria um Q&A (Perguntas e Respostas) no Instagram @lovephilosophy. Alycia respondeu 5 perguntas no Instagram, que você pode conferir traduzidas na nossa thread do Twitter:

Para a comemoração do lançamento da fragrância, Alycia compareceu ao evento da Philosophy em Nova Iorque, no dia 24 de janeiro deste ano.

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Veja mais no Instagram da Philosophy e em nossas redes sociais. Você pode conferir todos os produtos da coleção “Amazing Grace” no site da Philosphy.

Alycia Debnam-Carey, que interpreta Alicia em Fear the Walking Dead da AMC, discute como sua personagem está se recuperando e por que ela está escolhendo sobreviver sozinha. (SPOILERS)
P: Alicia tentou ficar sozinha, pensando que estar longe de sua família e amigos seria a melhor maneira de sobreviver. Isso está pesando nela agora?

A: sim Já vimos Alicia sair sozinha e isso reforça a ideia de que ela está melhor sozinha. A única coisa que a trouxe de volta na última vez foi sua conexão com sua família – sua mãe e seu irmão – e ela não tem mais isso, então por que ela deveria ser responsável por mais alguém? Eu acho que ela se sente melhor por não estar por perto de outras pessoas.

P: Existe uma razão oculta para Alicia procurar a pessoa que solicita ajuda no depósito de madeira?

R: Eu acho que a fixação da Alicia em tentar salvar outras pessoas é parte de uma tentativa de se redimir e compensar o mal que ela fez, e o assassinato do qual ela fez parte. É sua tentativa de equilibrar isso novamente, e reencontrar a sua essência, reencontrar a pessoa que ela costumava ser e de quem gostava, alguém compassivo, amoroso, carinhoso e esperançoso. Ela também quer homenagear o legado de sua mãe, e faz isso saindo e encontrando pessoas para salvá-las. Foi o que eles fizeram no estádio de beisebol. Eles saíram em missões para levar as pessoas que estavam à beira da destruição e da morte e as acolheram. Ela se fixou na ideia de que isso vai consertá-la e torná-la melhor.

P: Como é para ela quando chega ao pátio e percebe que é tarde demais?

A: Quando ela vê que a pessoa já transformou, isso é um grande golpe para ela. Ela não pode vencer. Isso confirma o quanto ela falhou e que ela não pode fazer o que sua mãe fez ou ser a pessoa que ela costumava ser. As coisas nunca mais serão as mesmas para ela.

P: A decisão de Morgan de voltar para “casa” é outra perda a processar?

A: Há uma conexão entre Morgan e Alicia, mas, ao mesmo tempo, ela não está aberta o suficiente para receber qualquer ajuda que ele está tentando dar a ela. Para Alicia, este é apenas mais um exemplo de como você não pode confiar em ninguém. Eu não acho que seja uma decepção, mas é algo que a pega desprevenida. Ela está em um ponto deprimido. Ela está além do desapontamento e da mágoa. Você não pode contar com ninguém. Morgan está dizendo que você pode contar com as pessoas, mas ela está segurando um espelho para ele e mostrando a ele que ele não é diferente de ninguém.

P: Onde ela encontra coragem para continuar? O que está alimentando ela agora?
A: Estamos vendo uma nova versão dela. Estamos vendo ela completamente livre para qualquer família e completamente sozinha. Ela está tentando gostar da pessoa que ela já foi e aceitar sua existência e talvez honrar sua mãe. Parte dela está tentando processar essa dor e essa perda. Ela não sabe o que vem a seguir. Ela tem falado da morte e destruindo a vida de outras pessoas e matando pessoas, mas eu não acho que ela saiba o que vem a seguir. Eu não tenho certeza se ela tem esperança ou amor ainda. Ela não gosta de si mesma. Ela não está pronta para ficar com outras pessoas. Parte de sua jornada é definitivamente tentar traduzir o que sua vida vai significar agora.

Tradução e Adaptação, Romina V. Rocha – ADCBR.

Fonte

 

Alycia Debnam-Carey, que interpreta Alicia em Fear the Walking Dead da AMC, fala sobre a destruição e a perda que antecederam a final da quarta temporada e para onde sua personagem vai de lá.

P: Como você gostou de contar a história através de flashbacks e mexendo com o tempo?

R: Brincar com o tempo definitivamente tem sido um dos elementos mais divertidos desta temporada… você desenvolve o personagem de duas maneiras diferentes e fica pulando entre o presente e o passado. Ao mesmo tempo, também é muito difícil. Você tem que ficar por dentro de como tornar o personagem diferente… Pareceu muito diferente nesta temporada e nos deu um tipo diferente de profundidade. Para interpretar a história em termos de Madison e Nick… tem sido uma ferramenta muito eficaz. Isso torna ainda mais doloroso como tudo acaba.

P: Quão diferente é a Alicia que estamos vendo agora daquela que conhecemos na primeira temporada?

R: Ela é uma pessoa completamente diferente. Eu acho que ela teve um dos desenvolvimentos mais extremos de todos os personagens. Se você olhar para quem ela era na primeira temporada, ela era apenas uma adolescente que tentava sair da cidade. Você a vê agora e ela é uma concha… essa pessoa. No fundo, acho que ela ainda tem todas essas qualidades, mas perdeu muito da humanidade, da moral, e da ética. Ela está muito brutal e muito destruída depois de tudo o que aconteceu com ela. Tem sido muito legal para mim levá-la para aquele lugar – e isso não termina por aqui. Ela está se desenvolvendo mais conforme avançamos.

P: A primeira metade desta temporada foi levando ao final da metade da temporada. Como foi finalmente chegar a isso? Quais foram alguns dos detalhes práticos, bem como o trabalho emocional, que fez parte de um episódio tão grande?

R: Foi o maior episódio para filmar. Todos nós sabíamos que é isso que estávamos esperando com a morte de Madison e o fim dos flashbacks com o Nick. Isso significou que este foi realmente o fim de uma história e o começo de outro capítulo. Foi o empurrão final para o tornarmos especial e honrar esses personagens e também dizer adeus a eles ao mesmo tempo. Foi muito difícil. Acho que todos sentimos a mesma pressão levando à isto. De certa forma, houve uma sensação de alívio quando terminamos, mas foram todos aqueles meses de emoções e corações partidos em um episódio. Eu acho que pode ser o meu episódio favorito de todos que filmamos. É uma homenagem tão legal e linda para esses personagens. Houve tantos elementos diferentes também. Tivemos efeitos práticos em termos de armas de fogo e treinamento de armas e sequências de dublês. Ao mesmo tempo, houve cenas incrivelmente emocionantes, como a com todos ao redor da fogueira, lembrando o legado de Madison, e a cena em que Morgan está tentando convencer Alicia a não matar Naomi. É muita coisa. Espero que tenhamos feito justiça.

P: Quais são seus pensamentos sobre o lema recorrente de Madison de que “ninguém se vai até que eles se vão”? E como isso permeia toda a temporada, até o final?

R: O lema de Madison continua a aparecer através do desenvolvimento de Alicia. Também ressoa com ela quando ela está naquele impasse com Morgan. Ele diz para ela: “Eu sei que você ainda está aí. Eu vejo sua mãe em você.” Isso é um lembrete para ela do que sua mãe realmente representava. Eu não acho que Alicia pode manter essa crença desde a morte de sua mãe. Eu acho que ela decidiu que não é verdade e que as pessoas precisam pagar por suas ações, mas ela chega a um ponto em que alguém reconhece nela que ainda existe algo bom e que ela pode ser salva mesmo que tudo esteja desmoronando ao seu redor.

P: Madison fez de sua missão preservar a humanidade de seus filhos. Isso é mesmo possível?

R: Eu acho que depende do que você define como humanidade. Existe uma maneira de preservar a moral e a ética, mas acho que suas prioridades só mudam com o tempo. O que conhecemos como moral e ética agora pode não pertencer ao que a moral e a ética são no apocalipse. É o mesmo com qualquer período de tempo na história. É diferente em termos de contexto e circunstâncias. Eu acho que elementos de amor, esperança e perdão ainda existem e são verdadeiros – é por isso que qualquer um dos nossos personagens ainda existem – mas é definitivamente desafiador neste ambiente.

P: À este ponto, Alicia perdeu toda a sua família – pelo menos biologicamente. Ela pode encontrar um sentimento de pertencimento em Luciana e Strand? E quanto a Charlie e June – ou Naomi/Laura?

R: [Risos] É, eu nunca sei como chamá-la!… Embora ela possa ter sido afastada da completa destruição e vingança, Alicia definitivamente não se sente conectada a ninguém. Eu não acho que ela queira estar perto de ninguém… uma parte dela percebe o efeito destrutivo que ela tem em outras pessoas e ela não sabe como lidar com isso. Ela está em um ponto onde ela realmente não gosta de si mesma, o que eu acho que é a coisa mais triste de todas… Estar neste novo grupo de pessoas que ela tentou prejudicar e estar cercada por pessoas que afetaram diretamente sua vida, como Charlie – ela está querendo sair. É um outro nível de perda e tristeza.

 

Fear the Walking Dead retorna com a outra metade da 4ª temporada dia 12 de Agosto.

Tradução e Adaptação, Marina Brancher – ADCBR.

Fonte

No dia 29 de maio, Alycia e Colman participaram de uma transmissão ao vivo no Facebook da AMC Latinoamérica para responder algumas perguntas de fãs sobre a terceira temporada de Fear The Walking Dead, e sobre o desenvolvimento de seus personagens durante estes novos episódios. A terceira temporada estreou oficialmente dia 4 de Junho, na AMC.

Assista ao vídeo legendado logo abaixo:

Entrevistador: Você já disse antes que é atraída por papeis pós-apocalipticos. Com tudo que está acontecendo à nossa volta no mundo ultimamente, como ataques terroristas e a campanha do Trump, quais seus sentimentos sobre isso?
ADC: Eu acho que todo mundo está pensando sobre isso. Você mesmo disse: essas batalhas estão por toda parte. Na TV, nos filmes, nos jogos. As pessoas lidam com quão frágeis são no universo, e elas estão muito mais cientes de seu lugar no mundo. Todos nós buscamos nossa importância enquanto seres humanos, nossas limitações, o que podemos fazer. As pessoas sempre terão uma curiosidade mórbida.
Entrevistador: Olhando para o passado agora. Você lembra como se sentiu depois de assistir The Walking Dead pela primeira vez?
ADC: Sim, eu achei a sequência de abertura uma das melhores na história da televisão. Aquela em que Rick encontra a garota com o ursinho. Uau. Aquilo foi televisão fantástica na minha opinião.
Entrevistador: Falando de garotos, um dia descobriremos o que aconteceu com Tobias? Eu acho que a Madison deixou ele passando fome até morrer.
ADC: Ah, ele sabia que o apocalipse estava chegando. Ele era o profeta. Os fãs realmente amam o Tobias, e eu sei que os roteiristas se importam com a opinião dos fãs. Seria legal se o encontrássemos de novo, mas eu não sei como e se isso aconteceria.
Entrevistador: Olha, sua mãe, a família se desfazendo e a separação no final da primeira parte da temporada me pareceram uma coisa natural de acontecer. A família está sempre brigando, e as pessoas estão desaparecendo por conta disso, e por estarmos no início do apocalipse, as pessoas parecem esquecer que podem nunca mais se ver novamente.
ADC: Em termos de história, eu acho que a separação aconteceu no momento certo. Eu estou animada pra ver os personagens passando um tempo afastados. A rivalidade, as alianças, é fascinante de assistir. Para Alicia, ver Nick partir é um alívio pois o ciclo entre eles está finalmente quebrado. Talvez esse seja um recomeço para ela também. Ela tem qualidades de uma líder, tem uma boa cabeça, e o potencial para ser uma presença forte nesse novo pequeno grupo que se formou.
Entrevistador: Sem querer parecer racista, eu acho que posso presumir que cartéis de drogas tem uma chance maior de ser tornarem gangues por causa do apocalipse. Veremos algo assim?
ADC: Porque estarmos no México, estamos mostrando a cultura mexicana. Queremos ser fiéis à realidade. Posso dizer que há interessantes negoociações acontecendo, e uma dinâmica interessante entre os personagens.
Entrevistador: Antes de terminarmos, eu tenho que perguntar: você provou a sopa Pozole, que se tornou a refeição oficial da temporada, enquanto estava filmando?
ADC: Não, eu nem sei qual é o gosto.
Entrevistador: você sabia que um dos ingrediente costumava ser carne humana?
ADC: (chocada) por que eles fariam isso?
Entrevistador: última pergunta, e considere que o público israelense vai te julgar com base na sua resposta – qual o melhor show: Neighbors ou Home and Away?
ADC: Essa é uma pergunta difícil. Eu não estive em nenhuma delas, mas escolho Home and Away.
Entrevistador: Israel ama você.
Tradução e Adaptação ADCBR. 

Nesta terça-feira, (11 de Julho), Alycia realizou junto com seu colega Colman Domingo um Q&A na página oficial da AMC UK.

Confira o Live legendado, no player abaixo:

Confira também as fotos com fãs logo abaixo:

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Tradução e legenda: ADCBR 

Alycia Debnam-Carey, que interpreta Alicia Clark em Fear The Walking Dead da AMC’s, fala sobre ser sequestrada da Abigail e os privilégios subestimados do apocalipse. CONTÉM SPOILER!

Q: Quando Alicia ouve primeiro Jack no walkie-talkie/rádio, você teve um mau pressentimento sobre o salto?
A: Isso é algo que ela tem que ser cautelosa – considerando a situação e que ela não conhece realmente em quem pode confiar – mas ela ânsia por alguma conexão e alguma normalidade em sua vida. Ouvir alguém chegando – outra pessoa jovem nesse mundo louco que ela está tentando se conectar com alguém – eu acho que deu a ela uma sensação de esperança quando tudo está desmoronando.

Q: O que você pensou primeiro sobre as condições que Alicia conheceu Jack? Pior encontro ás cegas de todos?
A: [Risos] sim, certo? Eu acho que é totalmente inesperado para ela. Ela acha que seu pequeno erro não irá causar nada e que ela tinha se safado por pouco, mas ele dá a volta por cima. Isso é ainda pior… pensado que ela está se afastando com ele e percebe que isso é ainda pior do que ela jamais pensou.

Q: No episódio 5, Jack tenta convencer Alicia de ficar com ele. Embora ela seja leal a sua família, você acha que isso passou pela cabeça dela por algum minuto?
A: eu acho que é difícil para ela deixa-lo porque acho, que no momento, ela percebe a fragilidade das pessoas. Esperança transcende a si mesmo neste mundo. Jack quer começar uma nova vida e ficar juntos, e isso é rapidamente quebrado porque é irrealista. Ela sente pena por ele porque ele está sozinho nessas circunstâncias e ela percebe rapidamente como pode manipular a situação, mas ela está tentando chegar a sua família, não há danos colaterais que vem com ele.

Q: Era realmente você na cena onde Alicia desliza para fora do barco e cai na água para chegar até Madison e Travis?
A: [Risos] foi uma saída tão dramática, mas não era eu. Minha dublê é incrível e ela que fez isso. Era uma queda de 40 pés (cerca de 12 metros) e ela fez isso duas vezes. Ela acertou em cheio. Eu acho que realmente não havia outro modo da Alicia sair do barco!

Q: Alicia descreve o apocalipse para Nick como “acabou antes de percebesse que começou”. O que você acha que isso significa?
A: Alicia não estava em laço a muito, muito tempo. Madison, Travis e Nick descobriram o que estava acontecendo mas Alicia descobriu um pouco depois. Ela foi mantida no escuro. Ela ainda é a pessoa que espera uma conexão e ela é uma bússola moral. Isso é uma grande parte de como ela não está pronta para isso. Quando algo ruim acontece, acontece rápido e acaba antes que você possa se recuperar. Ela tinha ambições e perdeu tudo. Ela nem se quer teve tempo para pensar que as coisas estavam caindo aos pedaços. Ela estava vivendo uma vida completamente diferente em questão de dias. Ela ainda não sabe como processar isso.
Q: No episódio 2, Nick e Alicia conversa sobre as vantagens sobre o apocalipse, onde Nick menciona sem aviões sem poluição. Você consegue pensar em algum?
A: Bem, com certeza não a trânsito, mas, novamente, não há realmente lugar algum para dirigir! Uma vantagem do apocalipse, eu penso, pode ser que você realmente não tem tempo para qualquer tipo de vaidade. Você não tem que impressionar ninguém e eu diria que há espelhos aos arredores que podem mentir.
Q: O que você acha sobre Alicia assumir um papel mais ativo nessa temporada?
A: Alicia era mantida no escuro durante a primeira temporada, mas ela sentiu que devia se desenvolver mais como adulto para a melhoria do grupo. Ela é uma adolescente se tornando uma jovem mulher e isso é difícil para Madison, que está tentando proteger uma adolescente em um mundo que está longe de ser normal. Alicia sabe que se ela continuar sendo tradada como uma criança, isso irá trazer problemas.

Tradução e Adaptação ADCBR .

Fonte

A AMC fez um Q&A com todo o elenco de Fear The Walking Dead, e claro que a Alycia não podia ficar de fora!

 

Quem é Alicia?
Alicia Clark é realmente a única estável na família Clark. Kim Dickens que interpreta Madison é, essencialmente, a rocha da família, mas ela está lidando com seu filho, que é um viciado em heroína, e ela perdeu o marido e está passando por tudo isso sozinha. Então, Alicia tem sido realmente uma espécie de solitária e auto-suficiente por um longo tempo. Ela sentiu a necessidade de compensar todos que precisam. Ela é uma boa menina, inteligente, pronta para terminar a escola e ir embora. Acho que a coisa interessante com Alicia nesta circunstância é que ela tem um plano para sua vida. Ela sabe onde ela quer ir; ela sabe que quer se mudar e começar sua própria vida e se sentir como sua própria pessoa. Uma grande parte dos holofotes foi tirado dela e focado em Nick por causa de seu vício, então ela quer sair dessa. E as pessoas vão se relacionar com ela, porque ela tem um plano para sua vida que desmorona completamente em face do que começa a acontecer à sua volta. Assim é a vida real.

Qual é a dinâmica familiar para Alicia?
Eu acho que ela se sente muito presa nesta cidade e esta dinâmica familiar que é extremo de muitas maneiras. É uma família muito moderna. Você não necessariamente tem mais o que é considerado uma família nuclear. É uma família monoparental com uma figura de um pai que não está mais presente e um irmão viciado em heroína que está à solta, por isso é uma casa muito quebrada, realmente.

Sobre o que a série fala? 

Fear  Walking Dead é uma série sobre a dinâmica familiar em meio a circunstâncias pré-apocalípticas, e o que acontece depois quando a sociedade se desintegra do mundo e desmorona e como as pessoas lidam com ele. Eu acho que o que é diferente entre essa série do original é que ele é centrado em torno do que aconteceu antes, e como ele mesmo chegou a esse estágio de gravidade, e o que acontece quando todas as estruturas – energia elétrica, transporte, governo, medicina e todos os outros fundamentos – apenas se dissipam. Esse é um lugar muito interessante para começar a série.

O que é diferente entre FTWD e The Walking Dead?
Com The Walking Dead, há uma sensação muito provincial para isso porque é muito rural. Este está situado em uma das maiores cidades os EUA – e que o torna assustador. Se o apocalipse vier a acontecer, seria pouco provável que muitas pessoas seriam capazes de sobreviver em uma cidade tão grande. LA é um grande pano de fundo para que isso aconteça; é muito urbano e relacionáveis para as pessoas dessa forma. Esta série é realmente tudo sobre os seres humanos e como eles sobrevivem e o que eles fazem uns aos outros para sobreviver, e isso para mim é a viagem psicológica mais incrível para testemunhar. As pessoas vão fazer o que for preciso para manter seus parentes seguros, e que nunca fica velho.

Descreva o relacionamento de Alicia com seu irmão, Nick.
Eles sempre tiveram uma ligação de irmão/irmã. Perder o pai colocou Nick em um caminho definido e extremo do uso de drogas, e isso realmente quebraram um pouco o relacionamento. Eu acho que para Alicia, com a perda de seu pai, e agora perder seu irmão para as drogas, tornou-se difícil para ela confiar nas pessoas e estar aberta. Mas, ao mesmo tempo, Nick e Alicia compartilham essa perda e ninguém mais sabe o que sente, mas eles sim, que também os mantém perto um do outro de uma forma.

Como é que Alicia se sente sobre sua mãe, Madison?
Temperamental. A relação entre uma mãe e filha adolescente é sempre tumultuada, mas, essencialmente, é boa. Há uma unidade familiar muito forte entre Nick, Madison e Alicia, mas eu acho que tem apenas sido tão quebrado pelas circunstâncias. É difícil porque Madison teve de concentrar muito mais atenção sobre Nick e seu vício, e assim ela exigiu muito mais de Alicia, sem necessariamente saber. Ela está colocando seus próprios sentimentos e peso para Alicia, e Alicia teve que suportar o peso um pouco mais do que ninguém, talvez.

Como você acha que seu personagem vai lidar com o que está por vir?
Como qualquer personagem há um caminho que tem que acontecer. Provavelmente porque Alicia começou a ser tão forte, o declínio para ela vai ser muito pior. O que está por vir em episódios futuros é aquela sensação de que nada vai ser mais normal. Ela não pode confiar em mais nada.

Tradução e Adaptação ADCBR