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Alycia Debnam-Carey é uma atriz australiana. É conhecida por seu papel no filme Into The Storm, Lexa na série de TV The 100 e atualmente está fazendo o papel de Alicia Clark na série Fear The Walking Dead. A atriz nasceu em 20 de Julho de 1993, em Sydney, Austrália.


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04.04.2017
Data de estreia da 3ª temporada de FTWD é revelada
Postado por Nalígia Moura

Após o final de temporada de The Walking Dead, AMC anunciou a data da estreia da terceira temporada de Fear the Walking Dead, revelando ela retornará no domingo, 4 de junho, às 9:00 PM ET/PT. A primeira metade da temporada terá oito episódios que serão transmitidos ao longo de seis semanas, com dois episódios seguidos no domingo, dia 4 de junho, e no final da metade da temporada no domingo, dia 9 de julho.

Quando Fear the Walking Dead retornar para a terceira temporada, nossas famílias se juntarão na região vibrante e violenta, conhecida anteriormente como fronteira entre México e Estados Unidos. Com as barreiras internacionais rompidas após o fim do mundo, nossos personagens devem tentar reconstruir não apenas a sociedade, mas a família também. Madison se reconectou com Travis, seu parceiro no apocalipse, mas Alicia foi arrasada por ter assassinado Andres. O filho de Madison está a apenas algumas milhas de distância de sua mãe, mas a primeira ação de Nick como líder fez com que ele e Luciana fossem emboscados por um grupo miliciano americano – o casal escapou da morte, Luciana foi baleada, e Nick não se sente mais imortal. Se recuperando tanto física quanto mentalmente, Strand tem seu foco em juntar a nova moeda mundial, e a prisão de Ofélia irá testar sua habilidade de sobreviver e sua capacidade de ser selvagem como seu pai.

Confiram clicando na miniatura abaixo a primeira foto promocional em HQ de Alicia Clark:

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Os produtores executivos da série são o showrunner Dave Erickson, Robert Kirkman, Gale Anne Hurd, Greg Nicotero e David Alpert, e as estrelas Kim Dickens como Madison, Cliff Curtis como Travis, Frank Dillane como Nick, Alycia Debnam-Carey como Alicia, Mercedes Mason como Ofelia, Colman Domingo como Strand e Danay Garcia como Luciana. Se juntando ao elenco regular para a terceira temporada estão Dayton Callie (Sons of Anarchy, Deadwood), Daniel Sharman (The Originals, Teen Wolf) e Sam Underwood (The Following), que interpretarão a família Otto, fundadores de uma organização de sobreviventes que havia se preparado para a queda da democracia, mas não haviam antecipado o ressurgimento dos mortos, e também Lisandra Tena (Chicago P.D.) como Lola Guerrero.

Tradução e Adaptação: Joyce Fonteles – ADCBR. 

Fonte

01.12.2016
‘Friend Request’ é obrigatório para fãs de terror
Postado por Nalígia Moura

Em um pequeno artigo publicado pelo site BlastingNews, foi feita uma análise do filme de terror de 2016 ‘Friend Request’, e por que os fãs do gênero vão amá-lo. Confiram o artigo traduzido logo abaixo:

Alguns dos melhores filmes de terror dos últimos anos foram lançados em 2016, e “Friend Request” pertence a essa lista. Não é um dos melhores filmes de terror de 2016 pelo mesmo motivo que “A Bruxa” é; ele não é uma obra prima inovadora. Mas é um filme bem feito para os que amam filmes de susto, e ele utiliza da era moderna ao ter o Facebook como a plataforma para revelar a história. Até os fãs casuais de filmes de terror vão apreciar o tema, e é provável que nunca mais enxerguem a mídia social da mesma maneira.
O enredo e o trailer
Uma universitária (Laura) faz amizade com uma colega (Marina) no Facebook, e logo fica aparente que Marina é obcecada por Laura. Quando Laura ignora suas mensagens e a abandona por uma festa, um caos sobrenatural acontece; os amigos de Laura começam a morrer um por um.
A entrega
Histórias sobrenaturais com táticas de sustos são básicas em filmes de terror, mas muito frequentemente elas falham. “Friend Request” encontrou uma maneira de fazer uma entidade demoníaca ser assustadora novamente. E diferente de muitos filmes de terror, as técnicas de susto dele realmente funcionam; até quando você prevê o que vai acontecer. E ao usar a mídia social como grande parte da história, o filme se torna familiar e isso ajuda a aumentar o medo.
As sequências de animação utilizadas no decorrer do filme são maravilhosas. A cinematografia usada e a personagem Marina são um aceno aos filmes de terror do passado como “O Chamado.” Mas é uma homenagem àquela era, ao invés de ser algo roubado. E as mortes, que são muitas, são completamente bizarras.
Laura é interpretada por Alycia Debnam-Carey (“Fear The Walking Dead”), e ela tem um desempenho forte nessa joia do terror. Ela faz um ótimo trabalho de transformação das emoções; quando ela está assustada, o público sente isso. A história se constrói bem até o clímax e entrega um final satisfatório.
Por que ‘Friend Request’ é um dos melhores filmes de terror de 2016
Nem todo filme de terror precisa ser uma grande obra prima para ser bom. “Friend Request” faz um ótimo trabalho ao tirar os tropos de costume dos filmes de terror, e os utiliza com suas melhores habilidades. Parecido com filmes como “Pânico,” “A Hora do Pesadelo,” e “O Segredo da Cabana,” é melhor assistir a esse com as luzes apagadas e um grupo de amigos. A história é moderna, o enredo é original, e os sustos são genuínos, e esses ingredientes fazem de “Friend Request” um dos melhores filmes de terror de 2016.

Tradução e Adaptação: Laura Rodrigues, ADCBR.

Fonte

01.09.2016
12 Confissões de Alycia Debnam-Carey
Postado por Nalígia Moura
O FENÔMENO DOS FÃS…
“A coisa mais maluca que um fã fez por mim foi tatuar meu rosto ou uma das frases de The 100. Eu nunca fiz nada maluco como fã, eu não sou assim.”
O FIM DO MUNDO…
“Se isso acontecesse enquanto estou na Espanha, eu teria que aprender espanhol. Eu ficaria no hotel. Madrid é linda, isso é bom. E eu sairia para comer tapas!”
MEU MAIOR MEDO…
“Quando era uma criança, eu tinha medo de morrer, de um meteorito atingir a Terra. Agora não sei bem do que tenho medo.”
MÍDIA SOCIAL…
“Eu não sou boa nisso. Com elas você acaba perdendo uma parte da sua vida, você se torna obcecada querendo fazer a mesma coisa que outras pessoas. Se você focar em algo que é relamente apaixonada, essas coisas não importam.”
MINHA MÃE…
“Ela é uma roteirista. Ela é uma apoiadora fantástica, pois entende como as coisas são. Esse é um mundo tão estranho e maluco que você não consegue entender se não estiver na primeira fileira.”
MINHA PRIMEIRA DERROTA…
“Foi um sucesso. ‘Galyntine’ foi um piloto nunca lançado, da AMC também, e depois Fear the Walking Dead veio pra mim.”
O MELHOR CONSELHO…
“É mais revelador sobre quem você realmente é quando se está no seu pior e não no seu melhor.”
MODA…
“Eu adoro moda, deveria ser divertida. Eu recomendo o documentário sobre Iris Apfel, eu gosto de que uma mulher madura é um ícone porque ela tem mais experiência.”
MINHA PRIMEIRA AUDIÇÃO NOS EUA…
“Foi para ‘The Carrie Diaries’, há um tempo… Eu não tinha noção do que poderia acontecer. Eles não me escolheram, e acho que foi melhor assim.”
AUSTRALIA…
“Morando nos EUA, eu sinto falta do mar. Existem praias na Califórnia, mas nem se comparam.”
EU DISCONECTO…
“Assistindo junk TV. É terrível, mas se eu não quero pensar, é a forma perfeita.”
Tradução e Adaptação: Joyce Fonteles, ADCBR.
21.08.2016
Entrevista para o Today online
Postado por Nalígia Moura
O gênero zumbi parece não correr risco de desaparecer, e a atriz australiana Alycia Debnam-Carey acha que a razão disso é o que está acontecendo no mundo.

“Estou um pouco surpresa que essa loucura por zumbis tenha durado tanto tempo, pra ser sincera. Mas acho que isso tem ligação com o que vemos na mídia o tempo todo…o ambiente, engenharia genética, pobreza, doenças como Ebola. Eu acho que tudo faz parte da nossa consciência coletiva, e isso está refletido em filmes e na TV,” disse ela. “Eu acho que estamos percebendo nosso lugar no universo, que somos bastante frágeis, e que quanto mais a ciência e a tecnologia tomam a frente no nosso desenvolvimento enquanto espécie, mais fácil fica para que tudo seja tirado de nós.”
Debnam-Carey, 23 anos, está atualmente interpretando Alicia Clark na série Fear the Walking Dead, da AMC, um drama de terror americano que é spin-off e predecessor para o super popular The Walking Dead, do mesmo canal. Sua personagem é a filha adolescente e dedicada da conselheira escolar Madison Clark, interpretada por Kim Dickens.
Inicialmente, o gênero de terror não era o favorito da atriz. “Eu não sou uma pessoa que curte terror, então estava um pouco apreensiva para ler o roteiro de Fear. Mas quando o li, eu o achei tão envolvente e bem escrito,” ela admitiu.
Depois que ela começou a assistir The Walking Dead, ela “rapidamente começou a gostar”. “Não tem tanto a ver com zumbis como imaginei que seria. É sobre seres humanos e o que eles estão dispostos a fazer um ao outro para sobreviver. A manipulação, o equilíbrio de poder, e as lutas…isso é que é interessante,” ela compartilhou.
O show não deixa somente o público curioso, o elenco também é mantido no escuro. Debnam-Carey diz que entre episódios: “É sempre o caso de trabalhar uma semana de cada vez.”
“Então descobrimos talvez com cinco dias de antecedência o que vai acontecer no próximo episódio…E enquanto filmamos, não sabemos de fato o desfecho da temporada. Você conversa com pessoas no set, especula um pouco! Mas todo mundo mantém segredo sobre os detalhes.”

Pergunta: Sem dar nenhum spoiler, vai haver algum momento ou evento especialmente sombrio nessa metade da temporada? Talvez um dos personagens principais se tornar um infectado?
Alycia: Sem dar spoilers? Eu não poderia dizer algo assim sem ser um spoiler (risos). O que eu posso dizer é que nossos personagens estão sendo expostos a muito mais nesse mundo novo. Eles estão fraturados e separados, o que significa que há menos segurança. Então, definitivamente, eles estão em perigo de ter muito mais contato com os infectados, e isso é uma ameaça bem maior. Mas você vai ter que assistir para descobrir o que vai acontecer!
Pergunta: Sua personagem foi forçada a crescer muito, muito rápido. Você acha que isso também aconteceu na sua vida real?
Alycia: Eu sempre fui uma criança muito séria, pra ser honesta. Minha mãe sempre costumava dizer que eu era como um homenzinho carrancudo com uma nuvem negra me seguindo, porque eu era tão focada, determinada, e séria! (risos) Acho que eu e minha personagem somos bem diferentes. Também acho que crescemos de forma bem diferente também. Mas sim, acho que crescer foi algo que aconteceu rapidamente pra mim, em termos de começar a trabalhar, e então ter meu trabalho reconhecido tão inesperadamente. Mas, a maioria das vezes, você faz um trabalho e há bastante tempo antes dele ser lançado, e você não sente que algo esteja realmente acontecendo. Estar nessa turnê de imprensa na verdade me ajudou a perceber melhor o impacto do trabalho! Mas não, meu crescimento não teve uma transição tão severa como foi com Alicia.
Pergunta: Sua personagem era uma adolescente na primeira temporada. Você buscou alguma inspiração para interpretá-la?
Alycia: Na verdade não. Eu tinha 21 anos quando começamos, então ser adolescente não era algo muito distante. Na verdade acho bastante difícil interpretar uma adolescente, porque você é o sujeito de muitas características pré-determinadas. Existe um esteriótipo, de certa forma. Sabe, as pessoas já têm essa ideia de que uma adolescente é irritante, ou mal humorada, ou boba, ou talvez respondona… Mas como atriz, você está tentando fazer isso ser mais real. Você quer descobrir a essência da personagem, ao invés do esteriótipo. O que a define? O que ela deseja?

Tradução e Adaptação ADCBR.

20.08.2016
Como Alycia foi de Lexa a uma sobrevivente em FTWD
Postado por Nalígia Moura
Um dos assuntos mais falados no jornalismo televisivo dos Estados Unidos, no últimos meses, tem sido a tendência de matar personagens relevantes nesta temporada, e um dos shows que praticamente começou essa discussão é aquele que fez Alycia Debnam-Carey se tornar conhecida, The 100. Seu papel como Lexa, a Comandante grounder no show pós-apocalíptico, deu-lhe fãs que a seguiram para Fear the Walking Dead.
Esse é o título do spin-off de The Walking Dead, da AMC, que levou Debnam-Carey à Espanha com um de seus colegas, Colman Domingo, e ¡Vaya Tele! pôde confirmar que, de fato, a atriz australiana tem um grande grupo de jovens fãs que estavam esperando para vê-la. O site conversou com ela sobre isso e sobre a jornada que a segunda parte da temporada de Fear the Walking Dead, que retorna amanhã, dia 21.

Debnam-Carey interpreta Alicia, a filha na família principal, uma personagem que teve uma jornada notável desde que todos começaram a passar pelo início do apocalipse em Los Angeles. A atriz explica que “o desenvolvimento dela tem sido bastante intenso. Quando a vimos pela primeira vez, ela era uma garota de 17 anos que fingia ser forte e durona porque ela não tinha um pai, tinha um irmão que vivia com problemas de drogas, e uma mãe que dá maior parte de sua atenção ao outro filho. Então ela sempre olhava para o futuro, planejando-o e tendo seus sonhos. E, obviamente, no começo da segunda temporada uma parte disso foi destruída e ela está buscando conexões passadas, ou tentando preencher o vazio com algumas conexões, o que às vezes, por sua inocência, vieram a ser coisas ruins.”
“O que é bom agora é que a vemos um grupo de pessoas que perdeu muitas coisas; Strand perdeu seu namorado, Madison perdeu seu filho e seu companheiro, e Ofelia perdeu seu pai. E parece que, pela primeira vez, Alicia é a pessoa que pode assumir a responsabilidade do grupo, e se elevar como uma igual e, finalmente, agir e se ver como adulta. Para mim, essa é uma situação muito empolgante, porque agora a vemos tomar decisões e fazer coisas, se tornando uma personagem mais ativa.”
Sob esse aspecto, o processo de crescimento de Alicia também acontece como resposta ao fato de que Madison presta mais atenção em Nick, seu irmão viciado em drogas. Quando Kim Dickens, que interpreta Madison, esteve no “Festival de Séries de Madrid”, ela afirmou que o relacionamento entre mãe e filha é uma das coisas que ela mais gostaria de explorar e isso também parece ser importante para Alycia Debnam-Carey.
O finale do meio da temporada de Fear the Walking Dead deixou os personagens separados, e Alicia e Madison estão procurando um lugar para ir, junto com Strand e Ofelia. “O interessante sobre a segunda metade da temporada é que estão separados por mais tempo do que jamais estivemos, e isso abre portas para dinâmicas diferentes, para o desenvolvimento de novas alianças, para o fato de que pessoas podem avançar e aceitar este novo mundo, e como caminhar por ele da melhor forma possível.” Debnam-Carey explica sobre a nova situação, acrescentando que o relacionamento entre Alicia e Madison é importante: “É uma outra coisa que vai começar a se desenvolver na segunda metade da temporada, a dinâmica mãe-filha. Elas têm um relacionamento complicado, e isso definitivamente gira em torno de Madison aceitar Alicia como adulta e perceber que agora elas estão sozinhas. Nick escolheu ir embora.”
A forma como os personagens se separaram vai trazer consequências para eles nos primeiros episódios. Enquanto Alicia assumirá novas responsabilidades, sua mão terá que aceitar que Nick  foi embora. “Eu não posso falar pela personagem de Kim, mas eu não acho que qualquer mãe ou pai desistiria de seu filho.” diz Alycia Debnam-Carey. “Mas o que é importante para Alicia é que Madison entende que Nick, finalmente, tomou uma decisão. Ele escolheu o mundo ao invés delas, e Madison precisa aceitar e mudar o seu foco, que sempre esteve em cuidar dele, para perceber que Alicia precisa desesperadamente de atenção.”
O começo da segunda temporada mostrou o desenvolvimento de Chris, filho de Travis, que estava diretamente afetando Alicia e Madison de forma preocupante, então é de se esperar que a separação dele dê a elas um sossego. A atriz confirma que “sobre Chris, eu acho que Alicia está feliz que, por agora, esse problema está em outro lugar. Apesar de isso ser triste. Todos estão separados e isso muda muito as coisas.”
A espiral negativa de Chris mostra aos personagens o dilema bastante abordado em The Walking Dead, assim como em fear: o que dá mais medo? Zumbis ou humanos? Então, o que amedronta mais Debnam-Carey, Chris ou zumbis? “Chris. Mas não pelos motivos que todos imaginam.” Ela responde rindo. “As pessoas tiveram uma reação tão forte contra ele, que parecia que ele estava enlouquecendo, mas eu acho, e isso é o que Alicia também acha, é que ele é alguém que foi forçado àquela situação, ele está profundamente machucado, e não sabe como encarar isso. É triste. Mas eu acho que as pessoas dão sempre mais medo que os zumbis. Eles são apenas pedaços de carne, as pessoas têm ideias e intenções.”
É possível que algumas dessas intenções sejam mostradas nessa nova parte do show no México, que abre novas possibilidades e guarda novos perigos para o grupo de sobreviventes. A atriz explica que “trazer o show para o México é interessante porque a cultura influencia o roteiro e cria este mundo. Superstições mexicanas e latinas, aspectos religiosos e espirituais começam a permear os pensamentos dos personagens. E isso é mostrado nessa temporada e acho que cria uma dinâmica muito interessante.”
Uma grande parte dos novos episódios envolve o novo estado mental de Nick, que terminou a primeira parte da temporada se sentindo invulnerável aos zumbis. “Eu não posso falar pelo Frank sobre o Nick querer ser um zumbi” acrescenta Alycia Debnam-Carey, “mas para Alicia, parece que ele está simplesmente indo de um tipo de obsessão para outra. Talvez ele esteja procurando algum tipo de fé ou esperança que possa ajudá-lo a sobreviver.”
Apesar do foco da conversa com Alycia Debnam-Carey ser Fear the Walking Dead, não poderíamos perder a chance de perguntá-la sobre a personagem que a colocou na televisão americana, e que a fez tem um número tão grande de fãs: Lexa, a Comandante grounder de The 100. Sua introdução como uma mulher numa posição de poder, que não tinha seu gênero ou orientação sexual questionadas, não poderia ser mais diferente de Alicia, que é uma adolescente típica em Fear the Walking Dead. E é por isso que Debnam-Carey considera Alicia a personagem mais difícil de interpretar. “Você está bem distanciada quando interpreta uma personagem que é quase uma super heroína, ou uma guerreira, o que de alguma forma é mais objetivo. Tudo sobre ela (Lexa) já havia sido estabelecido, o quanto ela luta bem, ou o quanto ela se conhece bem. Eu acho que ela atingiu um nível de maturidade que foi imposto, enquanto que ao interpretar uma adolescente, você está sujeita a muito preconceitos e atributos pré-determinados que são tipicamente atribuídos a adolescentes, como ser mal humorada ou desagradável, irritável e respondona (…) É difícil ver que, sim, essas características podem ser evidentes, mas ao mesmo tempo é difícil mostrar essas características como justificáveis, ou mostrá-las como tridimensionais para o público.”
O que faz adolescentes serem interessantes, o que faz tantos shows na televisão focar neles, é que “são seres humanos que ainda estão aprendendo como ser seres humanos, não estão formados completamente, e isso os faz estarem sujeitos à mudanças e a cometer erros.” Diz a atriz, e acrescenta: “mas isso também significa que há muito mais opções e é difícil apagar o que você acha ser apropriado ou interessante. Algumas vezes, com personagens como Lexa, as decisões já foram tomadas por você, em termos de quem você realmente é.”
Provavelmente o fato de Lexa ter bastante certeza de quem é, e de qual seu papel naquela terra nuclear pós-apocalíptica é o que a fez uma personagem tão atrativa para os fãs, que seguirão Debnam-Carey em tudo que ela faz, um fenômeno que ela afirma “ser uma novidade, isso é o principal. Para ser honesta, nós estivemos numa bolha no México por bastante tempo, e eu evito ler muitos artigos ou usar mídia social.”
É perceptível o distanciamento da atriz da internet, mas ela justifica dizendo que “eu não presto muita atenção a isso porque acho que, a partir do momento que isso influencia demais suas decisões, acaba mudando a forma como você reage ao mundo ao seu redor. Eu estou ciente disso, e vi nas últimas semanas (de promoção). Até aqui, onde eu não esperava. Acho que a Espanha gosta um pouco de Lexa. É incrível ter uma rede de apoio tão forte, é um exercício de humildade.”
Os dois projetos que fizeram Alycia Debanm-Carey ser conhecido são histórias pós-apocalípticas, onde o mundo acaba e os sobreviventes precisam aprender a sobreviver sem as coisas serem como eram, algo que, nos últimos anos, se tornou bastante popular nos filmes e na televisão.
“É algo que obviamente se tornou parte do nosso subconsciente coletivo. Com o desenvolvimento da ciência, e o fato de ela ter importância na nossa sociedade e cultura, surgiu o diálogo de como lidar com nossa fragilidade no universo, e como nós não nos importamos com certas coisas. Acho que essa é uma forma das pessoas entenderem nossa mortalidade.” Conta a atriz, para explicar como ela seguiu o apocalipse nuclear de The 100 com o apocalipse zumbi de Fear the Walking Dead.
Ambos os shows não deixam de mostrar atos violentes e, o caso de Fear the Walking Dead, ele pode atingir níveis extremamente sangrentos, mas isso não afeta Debnam-Carey: “Tenho amigos que não assistem pois acham muito nojento mas, por sorte, eu acho cômico. Pode ser bastante sério, mas quando você vê zumbis que estavam jogados no chão se levantando pra tomar um café, é bem absurdo. E quando você trabalha nos filmes, vê que não é real. É muito mais divertido no set do que no show.”
Fear the Walking Dead já foi renovada para uma terceira temporada, mas é difícil não perguntá-la como o show terminaria. Alycia Debnam-Carey pensa por um tempo, e fala a primeira ideia rindo “só há um homem e uma mulher vivos, e eles recriam a história da bíblia, e é uma coisa estranha entre Origem, religião, e viagem no tempo, e todo mundo assistindo ficaria tipo ‘espera, o que aconteceu?’.”
Mas ela termina a entrevista com um final mais difícil, e que incitaria discussões calorosas na internet: “e se ele terminasse num momento onde não há mais esperança e todo mundo simplesmente morre? Eu sei que isso parece óbvio, mas as pessoas falariam sobre isso durante semanas. Eu acho que algumas pessoas diriam que seria anticlimático porque, obviamente, isso teria que acontecer, mas você provavelmente estaria pensando sobre isso por semanas, porque é um final muito deprimente para um show deprimente. Eles sofreram, trabalharam tanto, e nunca foi suficiente, e talvez a raça humana jamais possa se recuperar.”

Tradução e Adaptação ADCBR.
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