A medida que nos preparamos para o lançamento de Fear the Walking Dead, a edição de hoje da nossa série de artigos CarterMatt Unsung Heroes é sobre a jornada de uma heroína e alguém que se viu em meio a tremendo perigo e sofrimento. Alicia Clark, interpretada por Alycia Debnam-Carey, começou a série como alguém completamente despreparada para os perigos que a rodeavam no apocalipse zumbi; agora, ela tem a capacidade de ajudar outras pessoas que estão sofrendo e de tomar decisões difíceis quando as situações surgem.

Como a série permitiu que esse personagem tivesse tanta profundidade ao longo do tempo? Muito disso começa como o olhar para onde sua história começou – ao começar a história de Fear the Walking Dead logo após o inicio do apocalipse, tivemos a chance de mergulhar na humanidade da Alicia. Ela era uma jovem mulher com suas próprias questões de identidade e propósito para descobrir, e apostar na vida ou morte em cima disso era uma receita para o desastre. Vimos seu medo, sua insegurança e também um pouco da sua capacidade para cometer erros. Ela fez várias, seja em termos de confiança ou sobrevivência.

E é ai que o próximo componente chave da evolução de Alicia Clark entra em cena: sua capacidade de aprender. Apesar de seus defeitos (como todos os grandes heróis), sua maior força é que ela nunca ignora o conhecimento. Ela aprendeu com suas experiências, e ela aprendeu com sua mãe Madison, que passou por sua quota de dor muito antes do inicio do apocalipse. Ela ficou mais forte, e foi capaz de usar um pouco de sua intuição natural mais no campo. Mesmo no meio da morte, ela tinha alguém para quem ela pudesse olhar. Ela já entendia empatia e cuidava de outras pessoas devido ao seu relacionamento com Nick, mas passar pelo apocalipse ajudou a entender melhor em uma escala mais ampla. No rancho Broke
Jaw, Alicia viu exemplos de má liderança e caos, mas ela também começou a entender a boa liderança, oferecendo esperança e encontrando soluções rápidas para problemas que não eram egoístas. Enquanto Alicia ainda se esforçava ocasionalmente para aqueles momentos de normalidade, ela percebeu que este não era um mundo normal. Ela mostrou que pode tomar as decisões certas e superar as perdas. É por isso que ela ainda esta de pé e o crescimento de seu personagem é tão verossímil e natural para esse mundo que você não pode deixar de torcer por ela.
O desempenho de Debnam-Carey também traz a Alicia para novos patamares, já que a cada temporada parece que ela descobre algo mais sobre essa personagem e contribui para o coquetel de experiências de vida que ela tem. Ela pode canalizar sua dor lindamente, mas também ser forte e entrar no modo assassina de zombi, se necessário. Se você já precisou de um microcosmo da evolução da personagem, tudo o que você precisa fazer é olhar para a imagem abaixo da próxima temporada.

Você pode imaginar esta Alicia existindo na primeira temporada de Fear the Walking Dead? é difícil. É um sinal de seu heroísmo, seu crescimento e sua força.

 

O que você acha que pode estar vindo para Alicia Clark nessa nova temporada de Fear the Walking Dead? e você está tão impressionado quanto nós com o crescimento da personagem?

A quarta temporada de Fear The Walking Dead estreia neste Domingo, 15 de Abril, na AMC.

Tradução e Adaptação, Cláudia Facci – ADCBR.

Fonte:

Alycia Debnam-Carey de Fear The Walking dead ofereceu mais sugestões que a quarta temporada vai incluir “saltos no tempo”.  Há especulações que a linha do tempo para os novos episódios vão se entrelaçar com a série parente The Walking dead. Isso explica como Lennie James pode fazer um “salto no tempo” entre dois shows como Morgan Jones.

Alycia falou ao Digital spy em uma recente visita ao set em Austin, Texas, que terá definitivamente linhas de tempo alternadas nos novos episódios, dando a ela chances de explorar diferentes lados de sua personagem Alicia.

“Eu não posso ir muito afundo mas há elementos excitantes nessa temporada, em particular na primeira parte, onde nós brincamos muito com o tempo, então verão diferentes pontos de quem Alicia é como personagem, e nesse tempo eles estarão bastante diferentes, eles filmaram em partes muitos diferentes umas das outras e todos eles parecem diferentes.”  Ela explica.

“Isso é muito animador. É algo que nunca vi sendo tentado em qualquer um dos universos de The Walking dead muito menos com qualquer outro TV show no momento. Há também um monte de mudanças dramáticas acontecendo para ela, ela está crescendo e aprendendo. Eu acho que vimos ela se tornar algo como uma badass apocalíptica, ela é capaz de se aguentar muito bem agora mas esses passos irão subir para outro nível.”

Alycia não entrará em detalhes específicos sobre as mudanças que os telespectadores vão ver na Alicia, mas deu uma pista criativa sobre isso.

“Desde o início desse show eu tenho sempre o papel da jovem adolescente,” Ela diz. “Eu acredito que você pode muito com isso se você por pra fora, dizer o que você quer, perguntar por coisas, pedir materiais diferentes, ser investida e ser membro ativo desse show. Eu sempre fui muito ativa em perguntar o que eu queria e o que eu gosto, eles escutam e são muito receptivos.”

“Minha coisa favorita sobre os ‘saltos no tempo’ no show é que você tem uma mudança específica que pode acontecer com seu personagem. Uma das coisas mais difíceis sobre esse show é que se move devagar em termos de minutos, é sempre sobre o detalhe. Com o salto no tempo é divertido porque você tem uma específica mudança, quer seja partido dos escritores ou de uma perspectiva de um  personagem que você tem licença pra fazer, mesmo se você só quer cortar o cabelo.”

 

Fear the Walking dead retorna com sua nova temporada dia 15 de Abril, na AMC.

Tradução e Adaptação, Larissa Ricardo – ADCBR.

Fonte:

 

 

Há dois anos atrás, um assunto dominou os Trends do Twitter, os Fãs LGBTs merecem mais.

Quando The 100 matou a comandante dos clãs, lésbica, Lexa, a audiência não ficou apenas chateada, eles ficaram bravos. Esta foi a ultima gota depois de anos de personagens LGBTQ serem mortos sem piedade. Publicações Mainstream como The Washington Post, Variety e The Hollywood Reporter, todos se juntaram.

Uma campanha de arrecadações de fundos foi criada, assim como a ClexaCon, que foi um grande sucesso. Mas quando estamos falando sobre a “bagunça de The 100”, como Maureen Ryan da Variety diz, não estamos apenas falando sobre as conseqüências de matar uma lésbica. Os escritores de The 100 atraíram fãs lésbicas e bissexuais em fóruns Queer – “safe spaces” – ao ridicularizarem as preocupações válidas de suas vitimas que caíram na tropa do “Bury your gays”. Depois de o episódio ser exibido, alguns usuários influentes no twitter tiveram que postar linhas de atendimento contra suicídio, porque quando você se lembra quem é o publico algo de The 100, é além de antiético e deliberadamente manipulador atrair jovens LGBTQ que já estão passando por dificuldades na vida real e que usam a televisão como uma válvula de escape.

No entanto, em vez de refletir sobre a injustiça que muitos fãs sentiram que enfrentavam, nós só podemos olhar para frente. A representação LGBTQ está em constante evolução na televisão… ou é isso? Eu fui para o twitter para descobrir o que as pessoas pensam. Foi no twitter que tudo isso começou; O twitter terá sua voz ouvida mais uma vez. Eu perguntei:

1.) Com a vergonhosa “bagunça da Lexa” como vocês avaliariam, brevemente a representação LGBTQ, na TV agora? Especialmente, como vocês acham que a morte da Lexa afetou essa representação LGBTQ? O que ainda falta e o que melhorou, desde o impacto da morte da Lexa? Se é o caso?

Os fãs responderam quase que instantaneamente. Aqui é o que alguns deles disseram:

“Eu acho que a morte da Lexa certamente aumento a consciência de algo que os escritores
eram ignorantes como sendo um problema repetitivo ou uma atividade ignorada para um final
mais conveniente /falta de criatividade para um final de uma história de amor lésbica. O
resultado da morte da Lexa fez com que seja impossível de ignorar isso.”

“Ainda estou traumatizada. A morte da Lexa realmente trouxe atenção para o “Bury your
trope” (a morte dos gays). Parece que é um padrão vicioso que está sendo feito de modo
exagerado. As mentiras, iscas e decepções ainda continuam. Alguns atraem os LGBTQ para
assistirem suas séries apenas por lucro.”

“A morte da Lexa afetou claramente a representação LGBTQ na TV. A enorme reviravolta
obrigou a grande mídia a tomar nota e, posteriormente, pressionaram os criadores/líder dos
seriados para discutirem o tratamento dos personagens LGBTQ de maneira que foram
previamente autorizados a obter um passe para.”

“A morte inútil e cruel da Lexa teve o poder de diminuir o número de hipotecas entre os
personagens LGBTQ, mas, além disso, não melhorou a qualidade da representação e eu não
pude amar um novo personagem LGBT porque tenho medo de sofrer novamente.”

“Claro que teve um impacto, mas a vida da Lexa teve um impacto maior. Nós não vamos
conseguir mais consciência para o que é boa representação, enquanto os escritores escaparem
com tropos e estereótipos nocivos. Ouça, repense, reescreva, encontre uma maneira. Seja
responsável, envie a mensagem certa.”

A principal idéia de tudo isso infelizmente, eu não acho que possamos esperar uma representação perfeita em todas as frentes ainda. O mundo é muito diversificado em termos de etnia, raça, sexualidade, deficiência… todos os tipos. Mas em vez de discriminar por causa dessas individualidades, por que não comemorar isso?

Parece que o consenso geral é que, embora o tratamento do “incidente da Lexa” não tenha sido ótimo, tudo em seguida foi. De certa forma, é uma vitória. Uma tragédia sempre permanecerá uma tragédia, mas se ela inspira tal generosidade, apoio e amor compartilhado a comunidade, sim, entre uma multidão de estranhos na internet, então, talvez nós, não sejamos viciados em mídias sociais por todos os motivos errados. Em alguns casos, como se viu nos tweets acima, os fãs estavam tão ligados a Lexa e o que ela queria dizer como símbolo, que eles não podiam ver a representação LGBTQ da mesma maneira novamente. E isso é uma pena, porque há excelentes meios de comunicação la fora.

One day at a time, Brooklyn Nine-nine e Legends of Tomorrow, por exemplo. Mas não é difícil simpatizar aqui, porque pela milésima vez: a televisão não é um vácuo. Os espectadores são pessoas reais; alguns são tão jovens.

A vulnerabilidade está na vanguarda e até a televisão melhorar seus padrões de representação, talvez essa vulnerabilidade permaneça na vanguarda. Não quer dizer que a televisão não tem, mas ainda tem um caminho compreensivelmente longo a seguir. No entanto, o que os fãs fizeram, tão sensivelmente, é continuar com o legado da Lexa. A Lexa sempre foi uma personagem altruísta. Não há nada que se possa fazer sobre a morte, além de decidir o que você aprende e tira disso. Lexa deixou um legado de amor, e os fãs abraçaram isso. A prova disso são as campanhas de arrecadações de fundos, na ClexaCon, nos brindes e na produção de algumas coisas incríveis de fãs. Os legados ficam, sim. Mas o que realmente importa é o que você faz com esse legado. E neste
caso, penso que a mensagem de amor foi ouvida em voz alta, triunfante e claramente.

Ah, temos um longo caminho a percorrer, mas as rodas do nosso comboio LGBT estão, definitivamente, em movimento. Agora, esperamos um Tesla de arco-íris para nos lançar em um mundo verdadeiramente representativo da diversidade de beleza com que somos tão abençoados todos os dias na vida real.

Nicola Choi sobre a representação LGBTQ, a morte dos personagens gays e o legado duradouro da Lexa.

Tradução e Adaptação, Cláudia Facci – ADCBR.

Fonte:

Alguém esperava uma invasão tão grande e que as campanhas e convenções seguissem após a morte da Comandante Lexa em The 100? Nós não.

‘Fog of War’ foi o episódio. The 100 foi o show. 3 de dezembro de 2014 foi a data do lançamento

Faz três anos que a atriz de Fear the Walking Dead, Alycia Debnam-Carey, fez sua primeira aparição como ‘Heda‘. Ou em nosso inglês: a Comandante. O efeito foi instantâneo. Debnam-Carey, da noite para o dia, foi lançada no estrelato e tornou-se a favorita dos fãs de imediato. Além disso, os espectadores descobriram instantaneamente química entre a líder do show, Eliza Taylor.

Sendo uma metade do famoso ship ‘Clexa‘, que desde então passou a inspirar uma convenção atual, é seguro dizer que a introdução de Debnam-Carey transformou a série. The 100 teve um típico passeio de montanha-russa entre a CW. Uma primeira temporada cegamente ruim, seguiu uma segunda temporada surpreendentemente viciante. E, então, uma onda estupenda de “como assim?” temporadas daqui em diante.

A centralidade da Lexa para a série foi inimitável. Quando você pensa em The 100, você pensa em uma centena de crianças aleatórias e indistintas que caíram na terra ou você pensa em Grounders, warpaint e aquela cena de luta com o Prince Roan de Zach McGowan?

Francamente, pouca atenção foi polvilhada no pequeno show da CW até a notícia de um novo personagem revolucionário escorrer da saída para a saída. Grandes como a Variety; The Hollywood Reporter; Entertainment Weekly; e Vanity Fair. Em uma série sobre adolescentes que sobreviveram feridas de lança no peito (… mas não um tiro de arma) – por meio de algas marinhas, esse conceito também era fora deste mundo. The 100, no The CW, estava prestes a apresentar uma comandante sem sentido, forte e independente, diplomática que também era lésbica?

Sim. Sim eles fizeram. Concedido, Debnam-Carey pode não ter recebido o melhor material como Lexa. Mas ela fugiu com a série, depois de tudo?

Definitivamente, parece que sim.

As consequências emocionais da morte da Comandante Lexa provocaram indignação, campanhas de hashtag controladas … e vidas salvas.

Imediatamente após as consequências da morte de Lexa, a conversa sobre o trote de Bury Your Gays provocou indignação. A hashtag #LGBTFansDeserveBetter ficou no Twitter por dias. Doações de qualquer lugar e em todos os lugares derramados em um fundraiser. Produtos, livros de arte e camisetas foram vendidas com o lucro indo para instituições de caridade.

No entanto, onde há revolução também existe resistência. É apenas “outra lésbica morta“, na verdade. Isso é tudo, não é? Kira M. Deshler (2017) estudou a falta de cuidados particularmente nocivos.

“Descobri que garotas criaram seus mundos únicos nesses espaços online, e por meio de seu ativismo e discurso público, começaram a mudar o equilíbrio de poder entre produtores e telespectadores de textos de mídia, estabelecendo conexões importantes entre a ficção e o mundo ‘’real’’ que eles gostam. “- Deshler, 2017.

E essa é a beleza disso. É tão agridoce que tal tragédia – aconteceu em um público relativamente jovem – teve que inspirar esse movimento. Por algum milagre, a arrecadação de fundos provavelmente aumentou mais dólares do que The 100 tem telespectadores. Notavelmente, a audiência jovem (maioria) manobraram feridas legítimas e raiva no compromisso de mudança de vida para a sociedade.

O Projeto Trevor fornece “serviços de intervenção de crise e prevenção de suicídios para jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e questionadores (LGBTQ) de 13 a 24 anos de idade”. Perturbadamente, esta linha direta teve que ser distribuída em massa após a morte de Lexa.

Muitas pessoas podem simplesmente ignorar isso. “É apenas televisão”, você vai ouvir. E novamente, todos nós ouvimos a frase “televisão não está mais no vácuo”, também. Mas é verdade. A televisão saiu da tela e entrou nos corações dos espectadores. A representação importa porque muitas vezes, na vida real, essas comunidades minoritárias não se vêem como a guerreira Lexa. A lutadora valente que ela era; a amante compreensiva que ela era. No entanto, ela inspirou muitos. E se esse impacto sísmico é reconhecido e ainda é suficiente para alguém ignorar as audiências ruins, pedimos desculpas em seu nome. Dizer a alguém como sentir sobre sua interpretação é roubá-los não só de sua independência. Mas também é ridicularizá-los em seu pior estado. No entanto, enquanto a feiura festejava, a beleza flutuava sob a forma de salvar vidas e coligação das comunidades.

Heda Lexa: a Comandante que revolucionou a sociedade do seu povo e não apenas sobreviveu – mas viveu.

A desconfiança foi pesada para começar. Inicialmente, Lexa era uma comandante brutal, traiçoeira e auto-interessada. Como Debnam-Carey a desdobrou, aprendemos sobre o amor perdido, seus valores nobres e o altruísmo em que nasceu a traição de Clarke. A inteligente interação de Skaikru com a segunda temporada e a verdade sangrenta da visão de Lexa, como uma líder de guerra experiente, cavaram o caminho para um excelente personagem tridimensional.

Uma das citações mais significativas de sua personagem veio em ‘Bodyguard of Lies’:

Lexa: “Você acha que nossos caminhos são difíceis, mas é assim que sobrevivermos”.

Clarke: “Talvez a vida seja mais do que simplesmente sobreviver. Não merecemos coisa melhor do que isso? “

É certo que, desde a surpresa da qualidade da segunda temporada, a consistência da caracterização da Lexa na terceira temporada declinou (?). Talvez seja o melhor do sucesso de ‘Clexa‘, o papel de Lexa foi extremamente romântico. Os confrontos morais da marca registrada entre Clarke e Lexa permaneceram. Mas quando um adolescente inexperiente anda por todo o Comandante da Coalizão em matéria de guerra, Lexa como alguém que existia além de um Interesse de amor, fracassou.

No entanto, nos ofereceu uma visão íntima de um enigma. Você não conhece muitos, como Lexa, que não temem a morte e não são psicopatas. Pequenas cenas da vida de Lexa foram dados para nós. Sua afabilidade natural com o seu filho Nightbloods. A vulnerabilidade era tão clara que isso lhe custaria. E fatalmente, o medo da morte antes mencionado.

A terceira temporada foi mais um pico para Lexa e caracterização. Mas isso nos mostrou que sua filosofia de usar sua cabeça e não o coração agora havia se fundido. E embora a execução tenha sido tão fraca, é difícil conciliar, é um pouco menos doloroso saber que Lexa morreu sabendo que ela era amada, muito querida. No entanto, arcos forçados e temporários, não aguardam. Nem para revolucionários.

Em parceria com com Eliza Taylor, ela e Debnam-Carey aproveitaram a oportunidade de esmagar os corações com sua interpretação de ‘Clexa‘.

Nada preparou a base de fãs (e os escritores, claramente) para o quão enorme ‘Clexa’ se tornaria. Maravilhosamente, é uma fonte inspiradora de criatividade dentro do fandom. Alguns dos conteúdos gerados podem ser verdadeiramente abertos. Quem pode dizer que fandom não pode inspirar verdadeiro talento? E aqueles que pensam “bem, vamos dar uma chance”? Um ciclo eterno de inspiração é lindo, certo?

É algo que você não imaginaria que a morte de um personagem fictício deixasse para trás. No entanto, uma grande parte disso veio do ship ‘Clexa’. Debnam-Carey e a química com Taylor certamente dispararam como um raio antes do trovão ter uma chance de recuperar o atraso.

Eliza Taylor: “Sinto que [Lexa] era” ‘a certa’ para ela .

A representação manifesta-se em muitas formas incontáveis. O que Lexa era para muitos, assim como Clarke. E juntas? Como um casal? Um casal abertamente estranho que estava no precipício de comandar suas sociedades? Em última análise, essas duas estavam presas em uma suspensão de descrença no mundo de The 100. Mas eles ressoaram com uma quantidade inacreditável de pessoas. Isso não pode ser coincidência. Em um mundo televisivo privado de relacionamentos como Clarke e Lexa, essa era a esperança pendurada em uma corda. Através de manipulação de bastidores, ela foi exageradamente arruinada.

Sem rodeios, a pura frieza do tal não-profissionalismo é tão chocante quanto a deposição do próprio tropo. Há tantos artigos criticando a nocividade do tropo. Poderíamos – e talvez um dia iremos – falar sobre isso de forma adequada.

Mas há três anos, Alycia Debnam-Carey explodiu em nossas telas e roubou The 100. Para seu bem, vamos comemorar e nos orgulhar disso.

Nós lemos, fizemos campanhas, ferimos, unificamos – mas enquanto o legado de Lexa viver dentro de nós – certamente podemos comemorar a Comandante Debnam-Carey.

Três anos depois, Lexa ainda é o topo das listas de personagens favoritas de muitas pessoas. Ela, um mistério de contradições, não deveria ter existido. Mas Lexa existiu. Fechada para o amor, ainda sobrecarregada disso por Clarke. Inimaginavelmente poderosa, porém doloroso para a humanidade.

De todas as citações, a maioria veio de suas “lições” para Clarke. Uma configuração óbvia para o final, uma das mais memoráveis ​​foi:

Lexa: “A vitória está de costas ao sacrifício”.

Pode ter sido um descarte barato em ‘Blood Must Have Blood: I‘. Mas o sacrifício sempre foi um tema para a Lexa. Primeiro, ela sacrificou seu amor para forjar uma aliança com seu inimigo, portanto uma coalizão. O sacrifício de seu interesse próprio era uma decisão regular que ela tinha que fazer. No entanto, como líder, jurou a sua população, a dor que a maioria não conseguiria lidar descansava unicamente sobre seus ombros.

Lexa era corajosa diante do terror. Ela era diplomática mesmo no meio de um golpe contra ela. A astúcia, inteligência e compreensão permitiram que ela perdoasse a traição. E sua cabeça finalmente ensinou a ela a parar de fechar o coração e deixar o amor-vida infiltrar. Não é difícil ver por que ela era um ícone. Complexidade e insegurança a atormentavam. Mas ela era uma guerreira. Uma lutadora que ganhou, em nossa comunidade LGBTQ. Em última análise, Lexa era amor – ela sempre tinha sido – e o fato de que ela era uma guerreira e uma comandante também era indecisivelmente capacitador. A morte não precisa ser um símbolo para ela;

Infinito soletrado na parte de trás do seu pescoço. E o infinito é talvez por quanto tempo ela será amada e lembrada.

“Eu sempre estarei com você”, prometeu. Inegavelmente, podemos sentir isso.

Papéis como esses raramente são tão bem retratados e, como já vimos, ainda mais raramente tao bem escritos. Mas o legado que resta é inspirador.

Há tantos buracos abertos e inconsistências de personagens envolvendo a Lexa que é notável que ela não se transformou em um Fight Club da televisão.

Mas você é tão bom quanto as palavras que você recebe. Ou então o mito vai.

Simplesmente, você não especifica os maneirismos característicos de Lexa da maneira que Debnam-Carey fez apenas lendo palavras de um script. Muitas vezes, os pensamentos, medos e desejos de Lexa poderiam ter feito com um pouco mais de “mostrar, não contar”. No entanto, a generosa natureza do trabalho de Debnam-Carey compensou imensamente. Seus olhos sempre foram uma porta de entrada para a alma de Lexa e Debnam-Carey abriu isso. A postura real; a mandíbula teimosa; a enunciação perfeita. Debnam-Carey não era apenas um símbolo para Lexa: ela era Lexa.

De certa forma, a base de fãs era uma fênix que se elevava das cinzas. E a base de fãs não representou apenas Lexa, também. Eles também eram a Lexa.

Essa unidade inspirou convenções maciças – a mais notável é a ClexaCon em Las Vegas. Não só conseguiu grandes audiências e convidados, mas também deu a comunidade LGBTQ uma chance única de realmente se encontrar e vincular. Famosamente, o escritor Javier Grillo-Marxuach abriu seu Tumblr para críticas para entender a dor e a dor que o tropo causou. A evolução com sites dedicados e o aumento dos sistemas de apoio está mudando o alcance da televisão para melhor. E, espero, essa será uma tendência ascendente. Espero que seja o legado de Lexa – de unidade e paz sempre crescente.

Sua luta pode ter acabado, Comandante Lexa. Nós vemos que você se mudou para matar zumbis agora, o que é consideravelmente mais frio se estamos sendo honestos. Mas a batalha difícil que você começou é uma que prometem continuar. Assim, do fundo do nosso coração:

“Oso gonplei nou ste odon kos oso gonplei don jos stot au.”

Tradução e Adaptação: Júlia Santos, ADCBR – Fonte

Na Comic Con de Nova York, o criador de The Walking Dead, Robert Kirkman, revelou que um personagem de The Walking Dead vai se juntar ao elenco de Fear the Walking Dead ou vice-versa. Se o cenário vir a ser um personagem de Fear indo para a costa leste para se juntar ao grupo de sobreviventes de Rick Grimes, o melhor para fazer isso é a personagem de Alycia Debnam-Carey, Alicia Clark.

“Há um personagem que vai passar de uma série, que não vou nomear, para outra, que não vou nomear”, disse Kirkman. “Este é um grande evento no mundo de The Walking Dead.”

Se um personagem de Walking Dead se juntar à Fear, Abraham Ford é o candidato provável, mas a Alicia deve ser a primeira na fila para o crossover oposto. É uma jogada que o elenco de Fear the Walking Dead não estava ciente antes do anúncio e até mesmo pegou o showrunner Dave Erickson um pouco de surpresa.

“Eu tinha suspeitas, mas não era algo que estávamos considerando quando estivemos fazendo a 3ª temporada”, disse Erickson. “Eu acho que é uma coisa boa para a série. Eu acho que é algo que esperamos para reanimar a nossa fã base modesta e, em seguida, a fã base muito maior de Walking Dead”.

Para que Debnam-Carey se torne a personagem que cumpra o destino do crossover, a atriz seria obrigada a trabalhar aparentemente mais semanas do que há num ano. No entanto, com base na narrativa dos dois shows, ela é a melhor candidata do Fear the Walking Dead para se juntar ao grupo em Alexandria

Aqui está o porquê:

De todos os personagens de Fear the Walking Dead, Alicia Clark sofreu a transformação mais impressionante. A personagem começou o apocalipse chorando por seu namorado que foi vítima do apocalipse zumbi nos primeiros dias. A partir daí, algumas decisões imaturas como revelar sua localização a um garoto no rádio que colocaria seu grupo em perigo. Até agora, no entanto, Alicia é uma sobrevivente assassina e prática. Ela está disposta a fazer o que é necessário sempre que necessário para assegurar sua própria sobrevivência, mas não perdeu sua moralidade. Tanto foi evidenciado quando encontrou uma estranha no episódio 3×14 que levaria sua comida. Em vez de matá-la, Alicia raciocinou com ela. As qualidades são semelhantes das de Maggie Greene, de The Walking Dead. Maggie começou o apocalipse sendo protegida do mundo novo e duro na fazenda do pai. Desde então, ela experimentou tremendas perdas. Sua família foi exterminada e seu marido assassinado diante de seus próprios olhos. Alicia sente uma dor semelhante e a usa para motivá-la de maneira semelhante. Na verdade, durante um painel na Build Series, em Nova York, este ano, Debnam-Carey nomeou Maggie como o personagem de The Walking Dead com quem mais gostaria de se encontrar.

“Eu sempre disse que Maggie seria uma boa [para trabalhar] só porque acho que seríamos uma boa dupla”, disse Debnam-Carey. “Eu acho que eu realmente gostaria de ver esse poder feminino. Sim, então, acho que esse seria o meu sonho de crossover”.

Sem deixar de falar, Debnam-Carey tem uns seguidores ávidos nas mídias sociais que a seguirão em qualquer lugar, embora o grupo defenda manter seu personagem em foco, em vez de descuidada no conjunto bem maior de The Walking Dead.

Antes do anúncio do crossover de Robert Kirkman, Fear the Walking Dead pode já ter plantado as sementes para Alicia Clark começar sua jornada em The Walking Dead. Nos Episódios 3×12, 3×13 e 3×14, Alicia Clark foi colocada em um caminho para se estabelecer em sua própria jornada, separada do grupo na jornada mexicano-americana. Conforme Alicia dirige em uma nova direção com seu novo amigo, ela se torna a candidato mais provável para chegar à costa leste e se juntar aos sobreviventes do The Walking Dead. Ainda assim, Fear the Walking Dead está definido anos antes da cronologia atual do The Walking Dead. Então, com a separação geográfica dos personagens resolvidos, os anos passam antes que a Alicia possa aparecer ao lado de Maggie ou qualquer outra pessoa de Alexandria, Hilltop ou o Reino.

Fear the Walking Dead foi renovado para uma quarta temporada, que será lançada em 2018. A quarta temporada e as épocas que podem seguir podem apresentar momentos de avanço no tempo, que The Walking Dead fez entre muitas das pausas, acelerando o processo e a evolução de Alicia Clark em sua jornada para o leste.

A série-irmã de Walking Dead, Fear the Walking Dead, passa aos domingos à noite na AMC.

Tradução e Adaptação: Marina Brancher, ADCBR. 

Fonte

AUSTIN, Texas – Entrando na terceira temporada de ‘Fear The Walking Dead’,

Alicia Clark, interpretada por Alycia Debnam-Carey, já passou por momentos muito difíceis. No período de alguns dias na série, Alicia tirou sua primeira vida humana para proteger Travis no final da segunda temporada. Pouco depois, na estreia da terceira temporada, ela vê Travis cair de um helicóptero até sua morte, por conta de uma bala perdida aparentemente fatal. Então, provavelmente é um eufemismo dizer que a Alicia está passando por uns problemas sérios.

Em uma entrevista com imprensa após o painel de ‘Fear The Walking Dead’ no ATX Television Festival no domingo (11), Debnam-Carey disse que estava ansiosa para ver seu personagem evoluir a partir dessas duas experiências

muito traumáticas. “Para Alycia, com Y, eu, foi ótimo” disse ela. “Eu adorei que estivéssemos vendo a aceleração desse personagem em um período de tempo muito rápido. Foi de repente, ela ficou abrigada, penso eu, por um longo tempo. Muitas vezes ela está na sombra de Nick, de Madison, até certo ponto. Ela finalmente está sendo confrontada com algumas experiências traumáticas e depois tem que crescer com tudo isso”. Dirigindo-se ao terceiro episódio da terceira temporada, ‘Teotwawki’, Alicia e a família Clark estão se instalando no Broke Jaw Ranch. Este refúgio pós-apocalíptico é tentador na superfície: foi criado por um “preparador para o dia do Juízo Final” e, sem dúvida, é a comunidade mais bem equipada que vimos no universo de The Walking Dead. Mas Madison está trocando farpas com o líder da comunidade, Jeremiah Otto, depois que sua família foi quase morta por seu filho, Troy. (Madison, não por nada, cavou uma colher no olho de Troy, no que se tornou um uso icônico de um escudo humano na televisão).

Apesar desta tensão no rancho, Alicia conhece os adolescentes de sua idade em ‘Teotwawki’ sob a aparência do “estudo bíblico”. As aspas são necessárias, porque os “estudantes da Bíblia” ficam em um abrigo – como uma versão distópica do círculo de That 70’s Show – relaxando com uma cabeça de zumbi decapitada, mas ainda animada, chamada Jeff. “A Alicia está tentando aproveitar ao máximo,” disse Debnam-Carey, sobre seu personagem no Broke Jaw Ranch. “Ela passou por tantas coisas que agora faz bem a ela estar com pessoas de sua idade e talvez tentando preencher o vazio do que sua vida poderia ter sido antes de tudo. As experiências que ela provavelmente deveria ter.”

Uma peculiaridade do personagem de Debnam-Carey que a atriz lutou, que ainda está presente na terceira temporada: a faca de Alicia. O canivete deveria fazer uma saída na segunda temporada, mas Debnam-Carey fez campanha com sucesso para manter a arma com Alicia. Ela disse que gosta da ideia de que a peça se torne sinônimo de seu personagem, semelhante a Michonne e sua katana ou Negan e seu taco em The Walking Dead. “Eles escreveram a saída do canivete e depois eu pedi para que ele voltasse, porque eu queria que ele se tornasse mais conectado a ela, e também achei que era hora dela começar a carregar o poder, ou ter algum tipo de defesa que não fosse ‘apenas Madison’”, ela explicou. “Eu acho que [Madison] sempre foi a força da proteção, e uma mudança agradável para ela era começar lentamente a fazer suas próprias escolhas – e essa era uma delas. Isso funcionou muito bem”.

Enquanto Debnam-Carey permaneceu calada sobre detalhes da nova temporada – e compreensivelmente, mesmo que a produtora executiva Gale Anne Hurd não estivesse sentada diretamente a seu lado – ela deu alguns palpites sobre seu episódio favorito da terceira temporada como uma experiência difícil e cansativa. “Acabei de gravá-lo,” disse ela. “Está mais longe de ir ao ar, então eu não posso falar sobre isso. Foi cansativo, é o que vou dizer, mas ótimo. Tem sido uma temporada dinâmica. Tivemos tantos episódios ótimos.”

A terceira temporada de Fear The Walking Dead vai ao ar aos domingos, na AMC.

Tradução e Adaptação, Beatriz Lima – ADCBR.

Fonte:

Se você assiste ‘Fear The Walking Dead’, então, você está ciente do foco na fronteira mexicana e a coincidência com o que está acontecendo na vida real. Em uma entrevista com HollywoodLife.com, Alycia explica o paralelo ‘interessante’ na série.

Alycia Debnam-Carey, de 23 anos, sentou-se com HollywoodLife.com no ATX Festival em Austin, Texas, para discutir todas as coisas sobre Fear The Walking Dead em junho de 2017. Não pudemos deixar de perguntar sobre o foco contínuo da série na fronteira mexicana, e o quanto reflete no atual clima político entre o país e os Estados Unidos. “Esta temporada tem vários momentos reflexivos sobre o clima econômico e social atual nos EUA”, disse Alycia a HollywoodLife.com. “Não foi planejado ou proposital, mas é inevitável que essas coisas entrem e saiam. No momento acontece, e é bastante relevante.” Com certeza!

A atriz que interpreta Alicia Clark na série também compartilhou que a fronteira acrescenta muita diversidade às histórias que eles estão contando. “Há alguns grupos interessantes que encontramos que possuem ideologias diferentes, diferentes origens”, acrescentou Alycia. “[Isso] realmente vai ser interessante para ver como as pessoas respondem”. A produtora executiva, Gale Anne Hurd, também esteve presente para a entrevista da HollywoodLife e explicou que o drama da fronteira na série realmente contribui para a história que eles estão tentando contar. “Sempre há um monte de drama em qualquer fronteira, e isso sempre foi o caso desta fronteira”, explicou Gale. “Sempre que você tiver esses tipos de conflitos, ambos os lados acreditam que estão certos. É ótimo ver esses grupos e essas filosofias colidirem. E ter a abertura criativa para explorar isso.”

No caso de você não estar atualizado em Fear The Walking Dead, a segunda temporada levou a família Clark de Los Angeles, na Califórnia, ao México, com esperança de encontrar refúgio. Eles estavam abaixo da fronteira até o final da segunda temporada quando fizeram uma tentativa desesperada de voltar para o solo americano, o que os levou a mais problemas do que jamais poderiam ter imaginado.

Tradução e Adaptação, Marina Brancher – ADCBR.

Fonte:

A estrela de Fear TWD, em entrevista feita pelo Eric Goldman do site IGN, fala sobre sua habilidade com facas, como REALMENTE sobreviver o apocalipse zumbi e muito mais.

AVISO: Spoilers dos episódios mais recentes de FTWD.

Alicia Clark (Alycia Debnam-Carey) passou por muita coisa em Fear the Walking Dead. Uma garota normal de LA cursando o ensino médio, quando a série começou, Alicia acabou correndo com sua família, seguindo o surto de zumbis que iniciou a série – e os eventos recentes ficaram ainda mais intensos para ela, quando matou uma pessoa viva pela primeira vez para salvar Travis (Cliff Curtis)… apenas para Travis morrer na frente dela pouco depois.

No entanto, Alicia, sua mãe, Madison (Kim Dickens) e o irmão Nick (Frank Dillane), agora se encontram no Broke Jaw Ranch, entre um grande grupo de sobreviventes, no que se sente como um ambiente relativamente seguro… mesmo que haja motivo para ser muito cauteloso com os moradores locais como Troy Otto (Daniel Sharman). Alicia

foi abraçada por um grupo de adolescentes locais, dando-lhe o primeiro momento de normalidade em bastante tempo. Mas será que pode durar?

No ATX Television Festival em Austin, TX, na semana passada, acompanhado de um painel para Fear the Walking Dead, Eric falou com Debnam-Carey sobre a atual temporada de Fear, o ponto de vista da Alicia sobre a vida em Broke Jaw, suas habilidades com a faca e muito mais. Confiram toda a entrevista traduzida logo abaixo:

IGN: Os Clarks estão neste novo lugar, com esse novo grupo, e eles estão tentando se acostumar. Qual é o sentimento da Alicia com tudo isso?

Alycia Debnam-Carey: Os próximos dois episódios são muito únicos para Alicia já que é quando ela finalmente começa a sair com jovens de sua idade, outros adolescentes.

IGN: Este falso grupo religioso.

Debnam-Carey: [Risos] Sim, esse falso grupo religioso! Nós a vimos como essa garota que tinha todas essas esperanças e sonhos – que queria ir para a faculdade e sair de Los Angeles e fazer suas próprias coisas. O apocalipse já anulou tudo isso. Ela não foi autorizada a ter nenhuma dessas experiências. Esta é a primeira vez que vemos se ela pode ter essas experiências, se ela pode sair com pessoas de sua própria idade, se ela pode ter um relacionamento. Suas prioridades agora mudaram porque ela está vendo o quão rápido você pode perder sua vida… Com Travis tendo juntado todos, só para perdê-lo tão rápido e tão inesperadamente. Então, há essa realidade de sua própria morte e também de se sentir como se ela estivesse finalmente neste santuário. Quanto a sua mãe, há algum tipo de conflito de culpa lá e um fardo de que Alicia é responsável por isso de uma maneira estranha. Então, ela fica tipo, “vou ficar aqui e tentar fazer isso funcionar” e preencher esse vazio que está dentro dela, seja com amigos ou experiências como beber e festas e esse fator inteiro. Estamos conseguindo realmente vê-la tentar descobrir como talvez ser uma adolescente de novo. Mas está muito longe agora?

IGN: Como você disse, a cena em que você descobriu que a verdade sobre esse grupo é talvez o “rolê” mais normal que já vimos para a Alicia. Ela está brincando, fumando maconha, fazendo novos amigos… mas há uma cabeça de zumbi sentada na mesa. É a diversão para encontrar a deturpação de Fear The Walking Dead em tudo?

Debnam-Carey: Não podemos sair sem ser um pouco macabro, podemos? Mas é bom ter um episódio onde não é tudo escuro e pesado. Depois de algo como Travis morrendo, nós conseguimos ver alguns elementos interessantes de humor, até a forma como o episódio começa com o vídeo do fim do mundo. Quando eu finalmente vi isso, pensei “isso é tão bom”. Era cafona e absurdo e tão estranho. Mas esse é o ponto… Eu acho que a única maneira pela qual as pessoas podem lidar com coisas terríveis é através do humor, e então, encontrando alguma esperança. Nós conseguimos ver um pouco disso nesse episódio.

IGN: Mesmo que tenha havido uma pausa entre as temporadas, para os personagens isso só foi alguns dias. Alicia matou um homem para salvar Travis e logo depois Travis morreu. Isso é muito para processar. Você acha que é por isso que ela ainda está mais determinada a abraçar esses momentos normais?

Debnam-Carey: Sim, e acho que a ideia de que isso equivale a algum tipo de santuário e segurança, que eles estão aqui e eles não vão estragar isso desta vez. Que não podem. Eu acho que o que é interessante nesse episódio [recente] é que o humor de Alicia muda de forma bastante dramática. Especialmente nessa cena com Nick, onde ela está dizendo “você não precisa se culpar. Não é justo que mamãe coloque essa culpa em você.”  Mas então ele também se vira no minuto seguinte e diz “é um momento ruim para formar uma consciência.” Há muitos sentimentos tumultuosos nela, eu acho. Depois de alguns dias de caos, essa estabilidade – eu acho que ela está tentando aproveitar ao máximo isso e afastar todas essas experiências ruins, flashbacks e memórias para outro lugar por agora, para tentar e simplesmente lidar com tudo.

IGN: Qual a opinião dela sobre esses dois irmãos, Jake e Troy – os irmãos aparentemente bom e mau. É simples assim? Existe alguma conexão, ou ela está mantendo distância?

Debnam-Carey: Acho que ela definitivamente mantém distância de Troy. O que é incrível sobre Alicia, e o que eu acho que ela não tem crédito suficiente, ela parece ser a mais nivelada de todos. Ela é a única que ancora a ética e a moral ao máximo de Nick e Madison. Ela fala quando está errado e se cansa para compensar quando está certo. Com Troy, não é exceção. Ela viu o que ele pode fazer. Ela não aprova que Madison manipule seu caminho para se lançar um pouco sobre ele. Então eu acho que ela definitivamente quer manter distância de Troy. E Nick, obviamente, não é fã de Troy. Mas Jake, eu não acho que ela realmente o conhecia ainda, então vamos ver.

IGN: Sim, eles tecnicamente se conheceram, mas estavam em meio a uma crise.

Debnam-Carey: Exatamente. Eles experimentaram esse tipo de vínculo. Eu acho que você sempre terá uma conexão com alguém que atravessa algo tão traumático. Eles serão capazes de se descobrir de maneira diferente a partir daqui.

IGN: Alicia Clark parece ter se familiarizado com A faca. Que tal Alycia Debnam-Carey?

Debnam-Carey: Eu piorei! Por pior que seja admitir, mas piorei. Eu não consegui usá-la tanto nesta temporada. Usei nos primeiros episódios, mas enquanto continuamos, comecei a me ramificar para coisas diferentes. Mas piorei. Eu estava em boa forma, depois fomos para a pausa e perdi todas as minhas habilidades.

IGN: Esta franquia é conhecida por “entrar” em lugares muito sangrentos. Penso nessa cena na última temporada com Nick colocando os dedos nos olhos… [Risos] Sua expressão de nojo me diz a resposta para onde eu vou, eu acho! Mas quando você vê algo assim, você pensa: “Graças a Deus, eu não tenho que fazer essa cena” ou há uma parte de você que acha que seria divertido ficar tão louco e sangrento assim?

Debnam-Carey: É engraçado… Quando você assiste, é muito mais real e isso me deixa tão enjoada, mas quando você está fazendo isso, é tão técnico. Mesmo com a mordaça do olho, com a colher, demorou tanto para filmar que por ser uma peça tão frágil de maquiagem de efeitos especiais. Mesmo movendo-o um pouco, poderia bloquear a cena ou exibir o olho real. Você precisa ter muito cuidado com eles. Para mim, sempre quando finalmente os vejo, eu fico tipo “Oh, meu Deus, esqueci o quão desagradável foi isso.” No primeiro episódio em que Willy atravessa a parede com todos os ratos e seu corpo se encaixa em si mesmo, lembra disso? Para mim, eu pensava “Oh cara, isso é demais!” Isso também foi um pouco engraçado porque era tão cômico.

IGN: Os Clark estão de volta juntos, embora tenham sofrido grandes perdas ao longo do caminho. Você gosta de como a série está começando a mudar seu personagem, com pessoas diferentes, em pares diferentes, e então ver como é quando a família se reúne?

Debnam-Carey: Sim, adoro que finalmente pudemos reunir os Clark. Adorei quando conseguimos fazê-lo na 1ª temporada e eles não se reuniram realmente na 2 temporada . Então, voltar a isso, é incrível, principalmente porque adoro trabalhar com Frank [Dillane] e Kim [Dickens]. Eu acho que eles são pessoas maravilhosas e atores brilhantes. Eu aprendi muito com eles e me diverti muito trabalhando com eles. Também é bom poder se concentrar em um grupo central de pessoas e as relações de personagem para pular um ou dois de cada vez. Não é sempre em situações de grupo onde você está tendo que descobrir uma dinâmica de grupo. É bom ver personagens que se conhecem muito bem e fazer com que eles reajam. Eu me diverti muito com essa temporada. Foi bom também ter novas adições, mas mantivemos isso isolado e acho que está focado em cada personagem um pouco mais do que a temporada passada. A última temporada foi mais de todos ao mesmo tempo. Foi um pouco mais caótico, como isso é muito específico.

IGN: A série vai para esses lugares difíceis, quanto o que é o moral, o que é certo é nesta situação elevada. Na última temporada, foi “deixamos as pessoas entrar no hotel?”, sem saber quem eles estão deixando entrar. Tenho certeza de que isso é ótimo para vocês como atores, mas também leva a debates ou pensamentos internos sobre o que você faria em uma situação como essa?

Debnam-Carey: Você pode facilmente ficar preguiçoso e pensar “Eu tenho todas as respostas apresentadas para mim porque eles as escrevem para mim.” Mas na verdade, quando você vai a eventos como este [na ATX], as pessoas realmente o obrigam a considerar o que você faria. Eu tive que realmente pensar – já tivemos alguns debates na verdade. Daniel Sharman, que está fazendo Troy, ele decidiu que todos deveriam estar sobre palafitas e viver três metros acima do nível do solo. O que eu acho ridículo! Mas então eu pensei: “Por que não estaríamos em árvores!” Essa é uma ideia incrível. Por que todos não vivem em árvores? Todos poderíamos ir à floresta e à selva e viver em casas de árvores. Isso resolveria tudo. [Risos] Então, tivemos algumas coisas interessantes.

IGN: Onde vocês estão na 3ª temporada?

Debnam-Carey: Estamos chegando ao fim. Estamos filmando o episódio 314, então faremos o quinze e o dezesseis simultaneamente. Estou exausta. Como eu disse anteriormente, é uma viagem de menos de 24 horas para cá [Austin, depois de volta ao México para filmar]. O que é incrível, mas uma série como esta é muito exigente fisicamente e emocionalmente. Você não está apenas aparecendo para trabalhar todos os dias e trabalhando um dia de doze a catorze horas, você também está “fazendo acrobacias” e ficando maltratado e ferido. É divertido, mas tira isso de você. Estou planejando uma viagem para depois das gravações. Em algum lugar exótico e luxuoso para sair da sujeira e todo o lodo em que estivemos. Mas foi uma ótima temporada!

IGN:Seu showrunner até agora, Dave Erickson, anunciou que ele está saindo após essa temporada. Você está curiosa para ver como as coisas acontecerão, pois o show essencialmente entra nesta segunda fase no próximo ano?

Debnam-Carey:Estamos realmente curiosos para ver o que vai acontecer. Dave fez um trabalho tão maravilhoso e todos nós o amamos e sabemos que ele vai fazer coisas incríveis. Também é animador ver uma nova perspectiva de “há um salto no tempo?” Ou vamos continuar de imediato, ou vamos conseguir personagens completamente novos Ele nos prepara para algumas histórias potencialmente muito legais.

IGN:Eu não sei se você viu que no final desta temporada de The 100 eles finalmente fizeram um grande “salto no tempo”. Eles não precisam mais interpretar adolescentes!

Debnam-Carey:Eu vi isso! Foram seis anos ou algo assim, certo? Provavelmente estava começando a ficar um pouco inacreditável. Como, “Sim, ela tem 16 anos!”

IGN:[Risos] Sim, eu estava procurando “Quantos anos tem Octavia?” E ela tem tipo 17?! Para você, por não saber o que o futuro tem em um show como este, isso faz parte da emoção? Você poderia voltar na próxima temporada e pode ser o próximo dia para o seu personagem, ou então, um pouco mais tarde.

Debnam-Carey:Eu acho que seria ótimo se nós tivéssemos um grande pulo no tempo. Isso seria fantástico. Só permite que você crie uma história de fundo completa e que você possa ter um pouco mais de controle ou que tenha alguma contribuição com os escritores em como começamos aqui e ela muda dessa maneira ou assim e tem algumas surpresas lá. Seria muito legal. Mas nem estamos perto de considerar onde a próxima temporada está indo ainda! Ainda vamos passar pelos dois últimos episódios.

IGN:E tirar essas férias.

Debnam-Carey:Sim! E um bronzeado!


Fear the Walking Dead vai ao ar aos Domingos na AMC.

Tradução e Adaptação, Beatriz Lima – ADCBR. 

Fonte:

A estrela de Fear The Walking Dead, Alycia Debnam-Carey, aprendeu em primeira mão o quanto a fã base de The Walking Dead pode ser apaixonada. “Eu não sabia muito sobre The Walking Dead até eu marcar a audição e então eu assisti as primeiras quatro temporadas,” Debnam-Carey confessou recentemente ao The Australian. “Eu fiz maratona e assisti tudo em duas semanas, e nessa hora eu percebi, ‘Oh isso é muito maior do que eu achei que seria’,” ela adiciona.

Os fãs de Debnam-Carey são tão ardentes que muitos estão dispostos a tatuar seu nome. Ela recentemente contou à BT.com, “Lembro-me de quando eu estava na Copenhagen Comic Con, tinha pessoas dizendo: ‘apenas escreva seu nome no meu braço e eu vou tatuá-lo!’ Ou ‘Você pode fazer um desenho e eu irei tatuar ele!” Eu estava tipo, “eu não sei desenhar, então aqui está a pior imagem do mundo – você realmente quer isso tatuado em você?”

Apesar dos elogios, Debnam-Carey recentemente tomou um hiato de seis meses de todas as mídias sociais. “Eu precisava apenas tirar uma folga disso,” disse ela à BT.com. “Eu realmente precisava de uma pausa para pensar porquê eu uso isso e o que significa para mim, porque eu não confio muito nisso.” Depois de tomar um tempo para refletir, ela recentemente reapareceu, o que emocionou seus fãs. “Mas também notei o quão valioso é e como é importante honrar as pessoas que estão realmente apoiando você e compartilhando o que você está fazendo, o que é uma coisa tão incrível e humilde,” explicou.

Os fãs (tatuados com seus desenhos ou não) podem agora esperar para ver mais de sua atriz favorita no Twitter e nas suas telas de TV enquanto Fear está no ar com sua terceira temporada. Então, o que podemos esperar da Alicia, igualmente chamada? “Eu acho que vamos ver seu tipo de ramificação, não muito recebendo conselhos, mas assumindo uma carga,” Debnam-Carey revelou ao The Daily Telegraph. “A Alicia terá muito mais independência”.

A terceira temporada de Fear The Walking Dead estreou domingo, 4 de junho, nos EUA e internacionalmente, segunda-feira, 5 de junho.

Tradução e Adaptação, Beatriz Lima – ADCBR.

Fonte.

Em um artigo recente postado pelo site News, fala que Alycia Debnam-Carey não sabia no que estava se metendo quando conseguiu um papel na série de TV americana Fear the Walking Dead. 

“Eu não sabia muito sobre Walking Dead até eu conseguir o trabalho e então assisti as primeiras quatro temporadas, fiz uma maratona em duas semanas, e naquele momento eu percebi ‘ah isso é muito maior do que eu imaginava’, Debnam-Carey contou à AAP. “Não acho que eu estava preparada pra isso. Então tem sido uma doce surpresa.”

Debnam-Carey já tinha causado excitação como a Comandante Lexa em outra série de sci-fi, The 100. Ela deixou esta série por Fear the Walking Dead. Entretanto os dois shows, ambos baseados numa ficção de gênero apocalíptico, têm muito em comum.

“Os fãs de ambos os shows são completamente apaixonados e muito ávidos pelo que está por vir”, ela disse.

Quando sua personagem em The 100 foi morta, os fãs ficaram revoltados e abriram um debate maior sobre a morte recorrente de personagens lésbicas no horário nobre da TV,

“Isso realmente abriu meus olhos para algo que eu não acho que estava verdadeiramente ciente, que uma personagem foi capaz de inspirar e mover pessoas,” ela disse.

Debnam-Carey afirma que a terceira temporada de Fear the Walking Dead tem um tom mais político. A família segue para a região do que era conhecido como a fronteira México-Estados Unidos, enfrentado problemas reais.

“A série reflete muitos dos temas que estão na mídia no momento, em termos de território, racismo e política,” ela disse.

Acompanhem a terceira temporada de Fear The Walking Dead, todo Domingo, pela AMC Brasil.

Tradução e Adaptação, Joyce Fonteles – ADCBR.

Fonte.