Alycia Debnam-Carey que interpreta Alicia Clark em Fear The Walking Dead, fala sobre seu zombie favorito, relacionamento de Alicia e Strand e porque ela gosta da narrativa desta temporada.

Q: Como foi passar tanto da temporada separada de tantos colegas de elenco?
A: É estranho no fato de que você não vê as mesmas pessoas no set todos os dias e você sente que tem histórias isoladas sobre as quais talvez não saiba muito. Mas, ao mesmo tempo, é bem legal do ponto de vista da história, porque o que eu gostei nessa temporada foi que eles agruparam personagens específicos, o que significa que poderíamos explorar a dinâmica um-a-um mais profundamente e gosto mais disso. Acho que isso nos dá mais tempo, especialmente em uma série que é tão cheia de ação, que é tão dominada por montagens e dublês e um tipo de enredo de grande ação — isso permite que os momentos do personagem se destaque. Então, quanto mais focamos em personagens individuais dentro de um número menor, eu simplesmente sinto que isso nos dá a chance de explorar melhor a dinâmica, de obter mais dos personagens nessa situação.

Q: Qual estado mental de Alicia no começo do episódio 7?
A: Bem, Alicia está desapontada não apenas com a forma como o relacionamento com Strand foi, mas também com o plano que ele propôs agora mudou e a deixou um pouco vulnerável e despreparada. Acho que para ela, neste momento, é apenas sobre se ela está pronta novamente e se esforça para ficar por cima. Acho que ela tende a permitir que outras pessoas governem a situação e confiar que essas pessoas em particular em sua volta seguirão adiante com seus planos. E, você sabe, a cada temporada que passa, ela está se tornando mais autônoma e mais astuta por conta própria, e acho que este episódio é outro exemplo de como ela é incrivelmente capaz quando está sozinha e se trata apenas de garantir que ela e Charlie estão preparadas da melhor maneira possível para perseguir o que quer que aconteça a seguir — seja para sair, seja para ficar e tentar lidar com situação. Mas acho que se trata de se proteger da melhor maneira possível.

Q: Por que ela decide responder a Strand depois de ignorá-lo por tanto tempo?
A: Quero dizer, acho que Alicia conhece Strand provavelmente melhor que todos, tirando talvez Daniel. Mas ela sabe que, embora sua manipulação e suas formas de barganha possam enganar, eles também fazem parte de quem ele é. E o fato de que ela sabe disso sobre ele a informa que ela pode potencialmente usar isso a seu favor também. Ele mostrou suas verdadeiras cores para Alicia e ela finalmente entende que ele é um vigarista, então ela sabe no que está se metendo sempre que ele apresenta certas situações. E então, se há algo que vale a pena negociar, ela não vai dizer “não” abertamente. Portanto, com Strand, há sempre uma possibilidade de um “e se?” questionar coisas que Alicia é inteligente o suficiente para não recusar. Acho que nessa situação em particular, enquanto ela ainda está irritada com o fato de que ele meio que a traiu, ela está disposta a deixar isso de lado para ver o que ele tem a oferecer.

Q: Alicia diz que está ajudando Strand porque possivelmente quer se unir às pessoas que levaram Dakota. É esse o verdadeiro motivo dela ou é por causa do que você acabou de dizer sobre Strand e sempre haver um ar de possibilidade com ele?
A: Bem, também tem isso. Eu acho que, se a anterior era a resposta mais geral, essa é a mais específica, então esta é a resposta mais específica de que ela quer usar o que puder a seu favor também. Strand não vai ser tão específico sobre seus planos. Ele não vai deixá-la saber o que realmente está acontecendo. Ela vai resolver o problema com as próprias mãos, então, se isso for encontrar pessoas que possam ajudá-la, ela vai fazer isso.

Q: Como foi filmar o ataque no celeiro? Essa cena parecia incrivelmente intensa.
A: Isso foi legal. Foi uma noite muito longa. Sempre que temos alguma coreografia de luta, é sempre divertido interpretar e fazer, e nossa equipe de dublês é incrível. Nós montamos e fazemos a coreografia bem rápido porque temos que entrar bem rápido, então é sempre como uma dança em certo sentido. É muito divertido quando você consegue realmente fazer. A configuração de toda a casa é muito diferente de [qualquer coisa] que vimos no show, e eu achei muito legal explorar esse momento neste mundo.
Foi também, na minha opinião, os melhores zumbis que ja vimos. Eu simplesmente amei como eles eram macabros e fantásticos. Isso me lembrou algo mais de conto de fadas do que nosso típico gênero zumbi. Achei que era um novo visual muito bom. Para ter algo tão diferente da 6ª temporada e para que eles sejam meus favoritos — quando digo isso, não digo levianamente. Eles eram meus favoritos porque eles… me lembravam de algo mais parecido com o O Labirinto do Fauno ou fantásticos como bestas gregas… E os efeitos especiais que criam esses looks, é apenas uma verdadeira conquista. Quero dizer, o trabalho que eles envolvem — alguns tinham escamas de crocodilo e cada um deles tinham olhos diferentes. Havia olhos de cabra e olhos de gato. Achei que era uma ideia tão legal, interessante e diferente. Eu amei. E então as silhuetas pareciam tão diferentes porque tinham chifres e quase parecia mais diabólico.

Q: Por que Alicia finalmente decide ir para o lugar seguro de Morgan com Dakota, em vez de entregar Dakota e ganhar sua própria liberdade?
A: É a ideia de que existe um ciclo para Alicia e dor e raiva, e, se você fizer algo mal por alguém, essa dor que eles podem sentir só vai piorar e se tornar mais dor no futuro e, potencialmente, voltar e te machucar — e também que não vai mudar nada combatendo fogo com fogo, essencialmente. Para Alicia, uma coisa que amo nela como personagem é que ela tem mais compaixão e mais otimismo, eu acho, do que muitos dos outros personagens, até [mais] do que sua mãe. Acho que a mãe dela era um pouco mais crua e um pouco mais implacável.
Alicia está pronta para tentar e promover um resultado melhor e tentar alcançar algo que seja melhor do que paramos, e eu amo isso nela. E eu acho que é uma das poucas coisas que vimos que é inata nela como personagem, em comparação com o mundo ao seu redor também. Ela ainda mantém isso, apesar de tudo. E então ela escolheu aprender uma lição sobre “nós não queremos criar monstros” e não há nenhuma maneira real de sair disso, a menos que tentemos ser compassivos um com o outro — Acho que há uma linha que, no final das contas, está fazendo dela uma líder melhor e uma sobrevivente melhor, estranhamente.

Q: Você acha que é verdade, como diz Strand, que Dakota respeita Alicia e confia nela?
A: Eu não acho que seja uma declaração que ela esteja particularmente segurando. Acho que ela pode estar ciente de que pode ter uma certa lealdade com um adolescente mais jovem porque ela mesma estava meio que nessa posição quando o apocalipse realmente começou. E nós vimos isso com Charlie também — existe uma espécie de irmandade nessas mulheres mais jovens, nessas garotas mais novas, onde um vínculo é muito importante. Mas, quero dizer, ela também é cautelosa.
Alicia não tem muitas pessoas confiáveis, eu acho. Alguém me perguntou recentemente em um painel: “Em quem Alicia mais confia?” e eu tipo, “Confiança é uma palavra inconstante neste apocalipse!” Então ela sempre vai ter cuidado ao seguir em frente, e eu acho que ela não vai colocar Dakota sob sua proteção, mas talvez ela possa ser influente e causar uma boa impressão nela. Acho que talvez seja por isso que no final deste episódio a vemos estender um ramo de oliveira, esperando que esta seja a escolha certa, que você é quem diz ser e que existe uma bondade e talvez possamos escavar um otimismo e uma compaixão aqui.

Q: Você pode descrever a evolução do relacionamento de Alicia com Strand?
A: É uma relação de personagem muito especial para mim, obviamente porque mantém [viva] a memória de um grupo de personagens do qual não sobraram muitos. Isso conecta aquela velha família a esta nova família e, apesar de todas as manipulações de Strand, características do vigarista e sua astúcia, ela sabe que, em última análise, eles compartilham muita história agora e compartilham muita dor e compartilham muito crescimento e sobrevivência. Isso os une, e eu não acho que isso seja algo que vai ser tão fácil de jogar fora. Acho que agora eles estão gratos por estarem nisso juntos, em certo sentido, e acho que sempre estarão.
E a dinâmica realmente mudou de Madison e Strand sendo camaradas para agora Strand sendo mais um mentor para Alicia e agora eles meio que se tornando uma família e iguais. É uma dinâmica realmente interessante e verdadeira. É revelado assistindo a série, e eu acho que é muito especial quando você faz algo assim.

Fear The Walking Dead todas as segundas no AMC Brasil.

Tradução e Adaptação: Carol Prado – ADCBR.

Fonte:

Alicia Clark está prestes a entrar em ação em grande estilo na 6ª temporada de ‘Fear TWD’

É difícil lembrar que Alicia Clark era uma estudante de ensino médio quando o apocalipse zumbi aconteceu em ‘Fear The Walking Dead’. Ela certamente percorreu um longo caminho depois de perder sua família e ganhar uma nova. Agora, na sexta temporada de ‘Fear TWD’, ela está prestes a começar a fazer suas próprias decisões pra proteger ela mesma e as pessoas com quem ela se importa.

No final do episódio dois da sexta temporada, Victor Strand mandou Alicia se afastar porque ele sabia que pra conseguir tirá-los do controle de Virginia, ele precisava fazer coisas que Alicia talvez não concordasse. Ela não sabe disso, o que deixa a situação ainda mais difícil porque ela acha que ele simplesmente a dispensou.

Tudo que a Alicia sabe é que ela está por conta própria com a Charlie e que elas precisarão encontrar, juntas, um jeito de sobreviverem.

Alicia sempre foi forte mas ela vai ter que ser mais do que nunca porque agora ela está verdadeiramente sozinha. Mesmo quando as coisas estavam piores na terceira temporada, ela ainda tinha o Jake (mais ou menos) e a família dela com ela. Agora, ela é a única protegendo a Charlie dos perigos e isso coloca ela em todo um papel de defensora.

Alycia Debnam-Carey deu a entender esta transformação antes do início da temporada durante uma entrevista no set de ‘Fear TWD’ em fevereiro:

Alycia Debnam-Carey:“Eu digo isso toda temporada, é como se Alicia estivesse se encontrando, ela está virando quem ela precisa ser mas é algo realmente difícil quando você começou uma série sendo uma adolescente e está passando pela maior transição (para adulta), então essa é a primeira temporada onde não há dúvida sobre qual é o papel dela em tudo isso. Ela é uma dos adultos e está lá como uma verdadeira candidata para a liderança e o que ela quer fazer tem gravidade e peso. É diferente (justamente) porque há mais peso, há mais gravidade do que antes. Há muitas visões diferentes entre os personagens de como as pessoas deveriam estar vivendo e a visão dela de como viver definitivamente tem algum peso por trás. Então, é isso que está diferente, a perspectiva dela, as opiniões dela estão realmente se aprimorando e eu acho isso incrível”

Nós sabemos que o legado da Madison tem vivido pela Alicia desde que o matriarcado da família Clark morreu na quarta temporada. Todas as decisões da Alicia até agora representaram o pedido que sua mãe fez para ajudar outras pessoas e isso vai realmente tomar conta dela agora que ela tomou a responsabilidade de proteger a Charlie.(Apesar de podermos encarar que – Charlie pode cuidar de si mesma tranquilamente)

Agora que o Strand partiu, é a chance da Alicia de virar a líder que ela foi feita pra ser desde sempre.

Foi necessária essa jornada de perda e recuperação para se tornar a líder feroz que ela estava destinada a se tornar para honrar sua mãe. E agora, na sexta temporada, é hora de vê-la liberar esse potencial e mostrar pra Virginia com quem ela está se metendo, e isso vai ser muito divertido de se assistir!

Tradução e Adaptação, ADCBR.

Fonte.

Se você sempre quis participar de um fã-site inteiramente dedicado à Alycia Debnam-Carey, agora é sua chance. O Alycia Debnam-Carey Brasil está com vagas abertas! Quer fazer parte da nossa equipe? Se você tem tempo livre e interesse,  preencha o formulário conforme a vaga que deseja ocupar e nos envie por email: debnamcareybr@hotmail.com

Antes de tudo, vale ressaltar que o trabalho feito no site não tem fins lucrativos e não é remunerado, é tudo feito de fãs para fãs de forma voluntária por admiração ao trabalho da atriz.

Saiba mais detalhes sobre as vagas:

Gallery Manager:
Função: Atualizar a nossa galeria com fotos da Alycia.
Requisitos: Ter tempo livre para procurar fotos em alta qualidade e screencaps de filmes, photoshoots e mais. Conhecimento básico de Coppermine e FTP.
OBS: Se você não tiver conhecimento com  Coppermine e/ou upload via FTP, iremos lhe ensinar.

Tradutor:
Função: Traduzir entrevistas, matérias, vídeos e mais;
Requisitos: Ter tempo livre, saber escrever de forma correta e coerente, além de ter boa ortografia e conhecimento médio ou fluente na língua Inglesa.

Designer:
Função: Fazer designers para redes sociais, banners, e mais;
Requisitos: Ter tempo livre, mostrar um bom trabalho e criatividade nas artes, estar sempre a nossa disposição.

 

Vale ressaltar que é preciso ter responsabilidade para cumprir as tarefas da vaga desejada. 

Se estiver interessado em se inscrever em uma dessas vagas, nos envie um email com o assunto “Vagas ADCBR” com os seguintes dados abaixo. Depois, é só aguardar o nosso contato de volta.

Nome Completo:

Idade: 

Cidade/estado:

Twitter/WhatsApp:

Tempo livre por semana:

Conhecimento da língua Inglesa (básico, médio, fluente):

Cargo(s) desejado(s):

Já fez ou faz parte de algum fã site? Se sim, qual(is)?

Por que gostaria de fazer parte do ADCBR? 

Nos envie as respostas e iremos avaliar.

Equipe Alycia Debnam-Carey Brasil.

Por Romina V. Rocha

Para uns, ela é a Comandante Lexa. Para outros, Alicia Clark, a heroína de Fear the Walking Dead. Para o mundo do entretenimento, ela é Alycia Debnam-Carey, uma australiana de 26 anos, que vem conquistando público e crítica com suas atuações seguras e sua beleza incontestável.

Nascida em Sidney, Debnam-Carey estreou na televisão com apenas 8 anos de idade e desde então apareceu em várias produções em seu país de origem, até se aventurar em Hollywood. Sua grande chance chegou em 2014, quando fez uma participação especial em The 100, como Lexa, a Comandante dos 12 clãs. O sucesso da atriz foi grande na série até a trágica morte da personagem, que gerou comoção mundial e liderou tendências nas redes sociais. A repercussão foi tão grande que até hoje existem campanhas para o retorno dela.

Antes de aceitar viver a líder dos Grounders na série de TV e se tornar mundialmente conhecida, Alycia já havia participado de três longas metragens, Into the Storm, The Devil’s hand e Friend Request. Em todas as produções a atriz recebeu críticas positivas. A expectativa pela próxima incursão da atriz no cinema foi grande, o que gerou grande antecipação com relação ao filme A Violent Separation.

Uma tragédia convertida em crime. Dois irmãos unidos por um segredo. Um amor ameaçado por uma ligação de sangue. Assim começa A Violent Separation. Dirigido pelos irmãos Kevin e Michael Goetz, o filme é ambientado do meio oeste norte americano, e gira em torno do relacionamento dos irmãos Norman e Ray Young, com as irmãs Abbey e Frances Campbell.

A trama tem início com uma tragédia envolvendo as famílias Campbell e Young. Teria sido um crime ou apenas uma fatalidade? Com medo de ser responsabilizado devido ao seu passado conturbado, Ray resolve agir e fazer qualquer evidência do suposto crime desaparecer e, para isso, acaba envolvendo Norman, o até então correto policial.

O que se segue é o desmoronamento da relação entre os irmãos, agora envolvidos em um crime. Até aí o filme transcorre bem, com bons momentos de tensão e diálogos interessantes, tudo isso envolto em uma fotografia primorosa, retratando com fidelidade a época em que se passa, os anos 80, e o local onde a história acontece.

A Violent Separation peca em alguns momentos, principalmente na fragilidade do elenco masculino e a lentidão do enredo. O Norman, de Brenton Thwaites, não tem o carisma e o apelo necessário para o papel. Apesar de por vezes caricato na sua interpretação de um suposto ‘bad boy’, o Ray de Ben Robson cumpre relativamente bem o que dele se espera. Frances, por sua vez, é o personagem central do filme, sendo responsável pelos melhores momentos. É possível perceber a angústia da personagem, dividida entre o amor pela irmã e o sentimento de revolta, por ser sempre a que precisa resolver seus problemas.

Vale destacar a presença dos veteranos Ted Levine (O Silêncio dos Inocentes), como o xerife Ed Quinn, e Gerald McRaney, vencedor do Emmy pela série This is Us, como o pai de Frances e Abbey. A relação de Frances com o pai é um dos trunfos do filme, e tanto Alycia quanto McRaney brilham em seus papeis. Vale destacar também a participação de Claire Holt, como Abbey. Ela e Debnam-Carey são o coração do filme, que merece ser assistido.

A CHANEL liberou hoje (19 de novembro) o lindo ensaio fotográfico e uma matéria que eles realizaram recentemente com a atriz, Alycia Debnam-Carey. Confiram tudo logo abaixo:

Como é usar alta-costura CHANEL pela primeira vez? É só perguntar para Alycia Debnam-Carey.

Todo mundo se lembra das suas primeiras vezes. Primeiro beijo. O primeiro término que veio depois. A primeira vez morando fora de casa. Primeiro emprego. E se você é Alycia Debnam-Carey, sua primeira vez usando alta-costura CHANEL. Enquanto a maioria das pessoas estão acostumados a ver Debnam-Carey retratando a lutadora de zumbis Alicia Clark em Fear the Walking Dead, nós pudemos ver um lado completamente diferente da atriz quando nós nos escondemos com ela por uma tarde no Hotel Surrey com quartos e mais quartos de alta-costura CHANEL.

Embora Debnam-Carey passe a maior parte do seu tempo comandando a tela, é justo dizer que fashion pode ter sido seu primeiro amor. “Fashion sempre foi algo que eu fui super apaixonada desde que eu era muito nova e muito intrigada,” ela nos disse. Na verdade, a maior parte do seu amor por fashion foi inspirado pelo o que ela viu em filmes, “Muitas das minhas primeiras memórias sobre fashion são filmes antigos. O que me vem na cabeça é algo como O Mágico de Oz, Dorothy e aqueles sapatos vermelhos. Eu acho que eu adquiri um fetiche por sapatos, porque eu amo sapatos, mas essa é uma memória bem marcante, aqueles sapatos.” Ela continuou, “coisas bobas também, tipo Como Perder Um Homem Em 10 Dias, quando Kate Hudson está usando aquele vestido amarelo ouro. Eu lembro de ter pensado, eu quero usar isso quando eu tiver 10 anos ou coisa assim. Eu acho que para mim, é daí que o amor vem também, a combinação de filmes com fashion para mim sempre foi uma colaboração, eu tenho toda uma fascinação e apreciação por isso.”

Claro, nós tivemos que perguntar qual é o estilo de Debnam-Carey em seus dias de folga quando ela não está mergulhada em diamantes e descobrimos que ela tem um favorito muito específico, “Eu amo vestidos de verão, são meus favoritos em LA. Eu, na verdade, tenho dificuldades quando não é verão porque todo mundo está tipo, ótimo, agora eu posso usar jeans e camiseta. Mas para mim, eu só quero viver em vestidos de verão. Eu acho tipo o estilo dos anos 40 e 50 em particular. E eu amo chinelos ou rasteirinhas, ou até, na verdade, ultimamente eu ando amando mules. E uma boa bolsa bem clássica para deixar mais chique.”

Conforme o dia passava, nós também descobrimos mais sobre a atriz e sua carreira. “Eu sempre soube que queria fazer isso,” ela explicou. “Então eu comecei bem cedo. Eu gravei minha primeira música quando eu tinha oito, e foi aí que eu me apaixonei por tudo isso. Eu não sabia que existia um mundo inteiro onde as pessoas poderiam trabalhar juntas e criar mágica aos meus olhos, na verdade. E então, eu sabia que isso era o que eu queria fazer.” Aos 17, ela assinou com um agente nos EUA e quando ela tinha apenas 18 anos, ela saiu da Austrália e mudou para Los Angeles. Embora o primeiro ano tenha sido cheio de gravações consecutivas, Debnam-Carey também descobriu os altos e baixos de atuar. “Eu tive um ótimo primeiro ano, foi meio que coisa de um sonho. Foi trabalho consecutivo- foi quase bom demais para ser verdade. E depois, o segundo ano foi silêncio total e eu acho que isso faz parte das dores de crescimento de LA e da indústria também. Que você precisa ter esse desafio, e é bom para você ter isso. Para que você saiba que é realmente isso que você quer fazer. E que as razões pelas quais você ama fazer isso são as razões certas, o que são para mim a arte em si e o processo disso tudo. Então depois disso, eu meio que consegui alguns papéis incríveis. Mas claro, é realmente Fear the Walking Dead que tem sido meu maior aprendizado. Eu aprendi muito com os atores brilhantes da série, Kim Dickens, Frank Dillane, Lennie James, Cliff Curtis, Colman Domingo, essas pessoas que têm sido incríveis atores, mas também profissionais maravilhosos.”

Debnam-Carey quer trazer todas essas experiências para sua carreira no futuro. “Eu estou nessa posição incrível em que eu posso liderar uma série de um jeito diferente e agora eu realmente estou na vanguarda, o que é muito diferente, mas também muito interessante. Mas além disso, eu estou tentando ser muito particular com o que eu escolho. Eu quero focar mais em filmes ou séries limitadas porque eles te dão mais tempo para pular de um lado para outro e investigar outros personagens e outros mundos e é por isso que eu sempre me apaixonei. O jeito que você consegue viver diferentes vidas, e períodos de tempo, e vestimentas, e personagens.”

CHANEL1.jpg
CHANEL27.jpg
CHANEL11.jpg
CHANEL12.jpg
CHANEL6.jpg

   

Tradução e Adaptação, Adriana Rinaldo – ADCBR.

Fonte.

Por Romina V. Rocha

Tudo começou quando uma jovem atriz australiana foi escalada para o papel de Lexa, Comandante dos 12 clãs dos habitantes da Terra, na série pós-apocalíptica The 100. Pouco se sabia sobre a atriz ou a personagem, que antagonizaria a protagonista Clarke Griffin. Já nos primeiros minutos em cena, todos os olhos se fixaram na jovem tímida, responsável pela comunicação dos ‘grounders’ com os prisioneiros Jaha e Kane. Quando ninguém esperava, a aparente serva se revela Comandante de todo um povo, e sua postura muda completamente. O olhar se torna penetrante, a face estoica e o brilho da atriz ofuscavam todos os colegas de cena. Assim ‘nasceu’ a Comandante Lexa aos nossos olhos. Assim o mundo tomou conhecimento de Alycia Debnam-Carey, um talento que, a cada dia, ganha mais reconhecimento no mundo da televisão e do cinema.

Mas Alycia não era estreante nas telinhas. Com uma carreira sólida na TV Australiana, a nativa de Sidney, que terminou o ensino médio com excelência acadêmica e uma graduação em percussão clássica, já era um rosto conhecido em seu país. Ela estreou no filme Martha’s new Coat, quando era ainda uma criança, e seguiu atuando em produções de sucesso local, como McLeod’s Daughter (2006), Resistance (2008), A Dream Life (2008), um filme feito para a TV, e Dance Academy, de 2011. Alycia estrelou filmes de curta metragem que tiveram grande sucesso de crítica, como Jigsaw Girl, de 2008, At the tattooist, de 2010, além do aclamado, The Branch, de 2011. Por problemas com a distribuidora, esse esperado filme não foi lançado comercialmente.

O reconhecimento começou quando Alycia Debnam-Carey participou, juntamente com cinco jovens artistas australianos, do documentário Next Stop Hollywood. No programa, dividido em seis partes, os seis jovens talentos competiam por uma chance de conseguir um papel na tv Americana. Alycia não conseguiu nenhum papel diretamente, mas participou de diversas seleções de elenco, e acabou sendo escalada para o filme Into the Storm, de 2014. Logo em seguida, ela foi a protagonista do suspense The Devil’s Hand, onde dividiu a cena com Adelaide Kane, a rainha Mary da Escócia, na bem sucedida série Reign, Thomas McDonell, o Finn de The 100, e Jennifer Carpenter, que brilhou em O Exorcismo de Emily Rose, As Branquelas e na série Dexter.

Outro sucesso de Alycia nas telonas foi Friend Request, de 2016, um aterrorizante thriller de suspense e terror, em que vemos a atriz enfrentar algo maligno simplesmente por aceitar o pedido de amizade em uma rede social.

Mas o sucesso global viria com a mencionada participação na série The 100. A princípio seriam apenas poucos episódios na segunda temporada, mas o sucesso da personagem, e a química perfeita com Eliza Taylor, protagonista da série, fizeram com que Lexa fosse confirmada por mais uma temporada. Ao mesmo tempo, rumores de que Alycia estrelaria um spin-off do sucesso The Walking Dead se tornavam cada vez mais contundentes, o que foi confirmado com a morte da querida personagem Lexa. Um dos momentos mais controversos e tristes da história recente da televisão americana, gerando comoção mundial e deixando uma legião de fãs órfãos.

Em meio à lamentação coletiva pela morte de Lexa, uma nova personagem conquistava o coração da América e dos fãs, Alicia Clark! Uma das protagonistas de Fear the Walking Dead, Alicia vem crescendo a cada temporada, enfrentando tragédias pessoais e lutando pela sobrevivência. Ela encerrou a quarta temporada como a única remanescente do elenco original, e a verdadeira protagonista da série derivada de The Walking Dead.

A grande expectativa agora é pelo lançamento do filme A Violent Separation, que deve chegar aos cinemas no próximo mês. O filme conta a história do relacionamento de um jovem delegado em uma cidade do interior, que acaba encobrindo um crime, cometido por seu irmão, enquanto se envolve romanticamente com a irmã mais nova da vítima, personagem de Alycia. A Violent Separation foge um do estilo das produções que a atriz estrelou no cinema até o momento, filmes de ação, como Into the Storm, e suspenses aterrorizantes, como The Devil’s hand e Friend Request.

O sucesso de Alycia Debnam-Carey nas produções para a televisão parece estar garantido a ela uma transição segura e consciente para o cinema, proporcionando uma maior diversidade de papéis e confirmando o talento dessa jovem atriz, que seguramente está destinada ao estrelato.