Alycia revela o que pode esperar nessa temporada
Postagem por: Nalígia Moura

Enquanto espera para a estréia, que será transmitido dia 21 de Agosto, exclusivamente no canal AMC, o site Svet Plus conversou com Alycia Debnam-Carey, uma das estrelas da série. A atriz australiana contou as suas experiências com a gravação de Fear e como os telespectadores ao redor do mundo estão ansiosos pela volta do show.

 

1. O que os espectadores podem esperar da segunda metade da temporada? O grupo se separou, eles se encontrarão de novo?
“O fato de o grupo ter se separado na primeira parte da segunda temporada abre a possibilidade de deiferentes alianças e eventos. Acho que dá a eles a chance de aceitar esse novo mundo e desenvolver seus próprios mecanismos para enfrentá-lo. Encontrar força interior. Quanto a Alicia, ela começa a se provar como um membro igual em importância no grupo, e como uma adulta, tentando compreender sua mãe. Essa é outra questão que começa a se desenvolver em outra dimensão, o relacionamento entre mãe e filha. Madison começa a finalmente aceitar Alicia como adulta, e também a perceber que agora restam apenas elas duas, e que Nick escolheu deixá-las. Eu não sei o que  os produtores pretendem, e se todos iremos nos reunir novamente, mas eu gostaria que isso acontecesse. É empolgante que vamos pra lugares diferentes seguindo nossos rumos, mas não sabemos como nos sentiremos quando nos encontrarmos novamente. Como será essa mudança?”
2. Qual foi o maior desafio que você teve de enfrentar na série? Você acha difícil filmar cenas sangrentas?
“(Risos) Sabe, eu tenho alguns amigos que não conseguem assistir Fear. Eles dizem que é muito brutal! Felizmente, quando você está no set, tudo parece muito mais cômico. Nós não podemos ser sérios o tempo todo. E quando você vê os zumbis se contorcendo no chão, e aí um deles se levanta para descansar e tomar uma xícara de café, não dá pra não rir.  O maior desafio na série é que tenho que transmitir uma jornada ao público, o desenvolvimento de uma jovem mulher e todos aqueles momentos em que você não consegue entender o que está acontecendo ao seu redor. Tudo que é necessário para compreender e fazer isso sozinha.”
3. Enquanto vocês lutam para sobreviver no México, parece que os zumbis estão tentando sobreviver. O que você acha que realmente está acontecendo?  
“É uma perspectiva muito interessante. Outra coisa interessante que veio com a realocação da série no México é a cultura mexicana que permeia toda a segunda temporada. Sua superstição, religião e espiritualidade permeiam a história e os personagens. Acho que Alicia pensa que seu irmão substituiu uma obsessão por outra. E talvez ele realmente tenha encontrado um tipo de fé, esperança de que irá ajudá-lo a sobreviver. Existem várias direções que podem ser tomadas. Até ao ponto de perdermos a esperança. E se todos nós simplesmente desistirmos e morrermos…? Seria uma forma horrível e tão deprimente para terminar a história. Todos trabalharam tão duro e sofreram tanto, mas ainda assim perdem. Acho que o público não gostaria de ver isso. A série precisa desse sentimento de esperança.”
4. Do que você acha que a Alicia tem mais medo – os infectados ou seu meio-irmão, Chris?
“(Risos) Boa pergunta! Eu acho que do Chris, mas não necessariamente por causa do que a maioria das pessoas pensa. As pessoas têm medo dele porque acham que ele é louco, mas acho que Alicia viu nele uma pessoa que praticamente foi forçada a ficar nesse estado mental. Ela vê que ele está sofrendo, e fica triste. Se você pensar sobre isso, as pessoas tês sempre mais medo dos infectados. Os zumbis são apenas um pedaço de carne ambulante. As pessoas pensam. As pessoas têm suas próprias intenções. É muito mais terrível!”
5. Além da Alicia de Fear The Walking Dead, você é conhecida por seu papel como Lexa na série The 100. Lexa é uma personagem muito estranha, Alicia é uma adolescente que está lutando consigo mesma. Qual personagem é mais difícil de interpretar?
“Definitivamente uma adolescente. É mais fácil fingir, de forma mais objetiva, quando você é a heroina ou guerreira. Tudo sobre Lexa já estava definido em termos de quão bem ela se conhece ou como ela luta. Ela já atingiu um nível de maturidade, embora tenha isso forçada a isso. Adolescentes, por outro lado, estão sujeitos a muitos preconceitos e características presumidas. Normalmente são definidos como rancorosos, insuportáveis e irritantes. Mas, se estas características fazem parte da personagem ou não, ela é muito mais do que isso. O desafio é torná-la uma pessoa tridimensional. O adolescente é essencialmente um ser humano que ainda está aprendendo sobre si mesmo, que não está completamente formado. E isso é errado. Isso é que é interessante.”
6. De The 100 para Fear the Walking Dead… O que há entre você e drama pós-apocalíptico?!
“(Risos) Eu sei, é realmente estranho, não é? Eu acho que é mais sobre o fato de que hoje muitos mais séries estão explorando esse tema. Deve ter algo a ver com o nosso subconsciente humano. Nos tornamos conscientes da transitoriedade do mundo e do universo, e isso é refletido nos dramas que criamos e assistimos. Talvez seja como lutamos contra nossa mortalidade.
7. Do ponto de vista profissional, qual papel é mais interessante de atuar?
“Mais interessante? Na verdade ambos são bastante diferentes. Com Alicia em Fear, acho a personagem mais próxima, com um alvo eficaz. Aqui, como atriz você tem uma boa ideia do que está fazendo e qual a psicologia da personagem. Isso é ótimo. E com Lexa eu pude usar trajes fantásticos e lutar com espada, que também foi excelente. Cada papel é divertido de seu próprio jeito.”
8. Se você escrevesse Fear The Walking Dead, como terminaria a série? 
“Toda a série? Uau! Primeiro eu quero saber o que Colman diz sobre isso! Ele provavelmente vai dizer algo como: “Tudo vai terminar com uma bebida no bar. Ótimo!” [Risos]. Suponho que minha perspectiva seja muito diferente. Imagine que há apenas um homem e uma mulher vivos. A civilização tem que de recomeçar desde o início. Seria ótimo, não acha?”
Tradução e Adaptação ADCBR.