Alycia Debnam-Carey: Ela rouba a cena
Postagem por: Nalígia Moura

O site tvafterdark.com, publicou recentemente um artigo onde destaca Alycia como a “rouba cena”, em seus papeis nas séries Fear The Walking Dead e The 100. 

Confiram todo o artigo traduzido abaixo:

Muitos julgaram Alicia Clark na primeira temporada como uma adolescente chata e chorona – até que ela provou que todos estavam errados em “Captive”.
Alicia Clark era uma excelente estudante secundária, com um namorado, que iria para Berkeley. Não, ela não era dessas que decapitam pessoas, mas alguém suspeitava que ela fosse? Logo de cara?
À medida que a família de Alicia se despedaçava, seu irmão viciado em drogas, Nick (Frank Dillane), entrava novamente em sua vida. A demonstração sutil de desamparo de Debnam-Carey foi estupenda. Ela estava presa ao amor que sente por Nick. Desamparada ao lamentar sua juventude e seus objetivos, tirados dela. E foi a delicadeza de Debnam-Carey com a personagem de Alicia que fez ser tão fácil se identificar com ela.
Na segunda temporada, Debnam-Carey pode usar mais suas habilidades de atuação. Facilmente Alicia poderia ser uma chata que ninguém gosta. Entretanto há algo essencialmente humano que nos faz seguir torcendo por ela. Ficamos com a impressão que continuaremos a torcer enquanto ela cresce.
Uma adolescente que foi manipulada em colocar sua família e amigos como alvos, Alicia os manipulou de volta. Sua forma sorrateira de enganar brilhou em “Captive”. Devastada pela traição de seu sequestrador, a vingança de Debnam-Carey e sua determinação em salvar Travis (Cliff Curtis) foram intensas. Muito pode ser transmitido com um tapa raivoso na cara usando uma prancheta. Igualmente, com os olhos emotivos de Debnam-Carey. Isso foi mostrado na primeira metade da segunda temporada, quando Nick foi embora. Aflição não precisa ser barulhenta. Ela só precisava estar presente nos olhos de Debnam-Carey, e isso foi suficiente.
É trapacear se eu disser que Debnam-Carey rouba a cena em dois shows? Não, pois ela é uma ladra de cenas em Fear the Walking Dead, e é que sustenta o show em The 100. 
Primeiramente, e com um reconhecimento enorme à Eliza Taylor, o duo fez um show impossível de se assistir se tornar suportável (aplausos também para Lindsey Morgan). A Lexa arrasadora de Debnam-Carey era extremamente diferente de Alicia Clark. E não somente pela fato de Alicia não saber usar duas espadas simultaneamente.
Jovem e magra, era de tirar o fôlego vê-la comandar impiedosamente a audiência na vida real, e os súditos nas telas. Por exemplo, com um levantar de sua mão. Dizer “nos deixe” com firmeza. A difícil língua “Trigedasleng” dos Grounders. O sotaque americano impecável (99.9% das vezes).
Debnam-Carey atuou com Henry Ian Cusick, Adina Porter, Brenda Strong e Zach McGowan. E nem uma vez ela vacilou. Nenhuma vez ela foi superada por nomes tão renomados. Na verdade, sua performance foi ainda melhor. Consequentemente, não é mentira dizer que The 100 não havia tido muito, se é que algum, clamor da crítica até que a Lexa de Debnam-Carey apareceu.
Ainda mais, ela era estóica, mas não chata. Poderosa, mas terna. Dura, mas tão amável. Graciosamente, Debnam-Carey representou um paradoxo tempestuoso em forma de comandante. Como resultado, também mostrou uma miríade de emoções. Ela era a Caixa de Pandora. Uma vez aberta para jamais ser fechada, e assim seu legado viverá para sempre. Nunca um show foi tão descaradamente roubado por uma atriz convidada recorrente, e isso é exatamente o que Debnam-Carey fez.
Debnam-Carey é jovem, mas incrivelmente talentosa. Ela poderia ser chamativa, dar performances exageradas e emotivas – mas suas nuances e natureza sutil são sublimes.
É verdade que performances chamativas encantam o público de cara. No entanto, Debnam-Carey manteve calma à medida que o mundo de Alicia desabava. Ela se transformou de uma adolescente que revirava os olhos a uma alma abandonada. Foi a solidão que ela assumiu de forma elegante quando Alicia foi enganada. Consequentemente, Debnam-Carey mostrou uma jovem garota, silenciosamente buscando uma alma gêmea.
Além disso, sua habilidade para se igualar ao calibre de Kim Dickens, Colman Domingo e Cliff Curtis foi admirável. Mas foi o relacionamento entre ela e Nick que nos conquistou. A forma cautelosa com que Debnam-Carey interpretou. Muito esperta para cair nos truques dele, mas o amando demais para deixá-lo. Então, quando Nick foi embora no finale da metade da temporada, os olhos de Alicia continham um mundo de tristeza enquanto seu rosto permanecia estoico.
Ainda mais, é melhor quando se pode fazer uma comparação com outro papel bom. Em contraste, como a Comandante Lexa, suas nuances eram ainda mais refinadas. Sua postura era rígida e formal ao redor de seus súditos, com mão unidas à sua frente. Ao contrário, com Clarke ela relaxava, suavizando olhos cheios de afeição. Seu tom de voz podia ser duro, ou com Clarke, suave e íntimo. Lexa nunca era monótona. Era precisa, e muitas vezes pensativa. Mas a construção compreensiva e dinâmica de Debnam-Carey fez Lexa ser icônica.
Propriedade. Quente.
Não deve haver nenhum show-runner que não queira Alycia Debnam-Carey. É bom que ela está num dos spin-offs de maior sucesso na televisão a cabo. A estreia da primeira temporada de Fear the Walking Dead destruiu todos os recodes anteriores. Jason Rothenberg deve estar se batendo, apesar do talento de Debnam-Carey ultrapassar de longe The 100. Ela é destinada ao topo, e Fear the Walking Dead é exatamente o que The 100 não é.
Parece que a segunda metade da temporada de Fear the Walking Dead está pronta para que Debnam-Carey mostre seu talento. O trailer da San Diego Comic Con mostrou alguns desenvolvimentos empolgantes para ela. E nós temos sorte. Não existem tantas atrizes jovens com suas sutilezas. É sorte que a televisão achou um pote de ouro nela. Debnam-Carey é naturalmente encantadora. Um farol de luz jovem e sincero em nossas telas. Ela é um camaleão. Ela poderia interpretar literalmente qualquer papel, em qualquer história, e nos convencer.
Tradução e Adaptação ADCBR.